31 de dezembro de 2006

QUERO OUVIR ESSAS PALMAS!



Simplesmente vomitante, mas, paradoxalmente, toca fundo.
Obrigado Iran Costa, por este hino à alegria. E, já agora, também pelo facto de desde 1995 não fazeres nenhum hit de verão.

JGP

26 de dezembro de 2006

ABRAM ALAS PARA O NODDY, BY MOONSPELL





ARREPIANTE...




MAS

22 de dezembro de 2006

RELATIVAMENTE FEIA, BY TIAGO BETTENCOURT





MAS

AFTER ALL THERE WAS ANOTHER, BY DAVID FONSECA





MAS

PEDIDO PÚBLICO DE DESCULPAS

O blog Gameirices, na pessoa do seu colaborador principal, João Gameiro Pais, gostaria de, publicamente, apresentar um pedido de desculpas aos sócios e gerentes das sociedades «Agência Funerária Matias», «Agência Funerária de Santa Maria dos Olivais», «Bela Vista Agência Funerária» e «Agência Funerária Matias & Ferreira», pelos comentários de um artigo de 11 de Novembro de 2006. O conteúdo do artigo era de intenção satírica, não se revestindo, portanto, de qualquer equiparação com a realidade. Não tendo qualquer intenção de denegrir ou, de alguma forma, prejudicar as respectivas sociedades, gostaria de deixar claro que compreendo plenamente a posição das referidas, aproveitando para informar que todas as referências a estas foram apagadas. Sem outro assunto, sou, com consideração,

JGP

18 de dezembro de 2006

TÍTULO PROCURA-SE





JGP

14 de dezembro de 2006

DESCUBRA AS DIFERENÇAS

Digam lá se não é parecido comigo. Principalmente a maneira de dançar. E as orelhas.

JGP

10 de dezembro de 2006

A LESTE DO PARAÍSO...

Em resposta às falsas acusações que me são quase diariamente feitas, sobre a minha pouca utilização e actualização deste blog com factos "a leste do paraíso", venho por este meio rectificar essa situação, não concordando porém com ela, já que por várias vezes escrevi para este blog com pseudónimos como JGP, DGC ou MAS, "mas - como diria a célebre jornalista Portuguesa Manuela Moura Guedes - isso não interessa nada". É pertinente que se diga que eu, na minha humilde pessoa, me possa ter perdido algures pelo leste da Europa, de forma a não dar sinais de vida num largo espaço de tempo . Não é pertinente, no entanto, dizer-se que eu puderia ser encontrado congelado num lago, já que, na presente data e hora (2 horas e 39 minutos do dia 10 de Dezembrode 2006) a temperatura que se sente em Lisboa ronda os 8ºC, sentem-se 6ºC emMoscovo e em Pilsen, onde me encontro cedidado, fazem uns miseros 4ºC. Estas temperaturas não abonam a favor da congelação dos lagos (a ideia de que não haja neve na Europa central, nesta altura do ano deixa-me irado e cheio de raiva e com uma séria vontade de fazer uns picanços de carro com o possuidor de um muito conhecido Ford Fiesta, modelo techno, se não estou em erro, de matrícula contendo os caracteres "NN") e remontam ao factor do aquecimento global, factor que não vou abordar neste comentário, por poder tornar-se entediante, e porque, com certeza, devido à qualidade linguística e ciêntifica da informação, tornaria muita baixa a probabilidade de que elementos deste blog como, passo a citar "DGC" e "MAS", tivessem capacidade de se manter acordados até ao fim do texto. Peço já encarecidamente aos elementos abordados, que peçam ajuda ao elemento sobrante, para lerem este texto, já que o parágrafo anterior, com o parêntesis inserido, se torna de leitura sinuosa e virtualmente incompreensível. Numa tentativa de clarificar o título deste comentário, já que "A Leste do Paraíso" apenas tende a significar o local onde presentemente me encontro, despeço-me com aquele abraço, e com o desejo de que o aquecimento global "arrefeça" para ver se vejo um bocadinho de neve, pois, de outra forma, daqui a um tempo, vão deixar de se ouvir dizer frases como "Vou apanhar Sol para o Algarve" e passarão a ouvir-se coisas como "Bou mas é apanhar Sólinho p'rá a República Checa, que o quente que faz é o memo, mas a estadia é má barata". Com esta, nova e definitivamente me despeço,

Bem haja,

AV

(Faço isto pelo meu benfica!! Hehe)

3 de dezembro de 2006

"CHEIRO A FRITOS", PORQUE CARGA D'ÁGUA?

Queridos colaboradores, quero desde já recomendar a mudança da frase de boas vindas do blog: "ONDE A FALTA DE GRAÇA SE ALIA AO MAU-GOSTO E AO CHEIRO A FRITOS", para além de achar que houve uma pequena alteraçao, passo a citar "...e ao cheiro a fritos." (nunca tinha reparado e podia jurar por Zeus que era cheiro a outra coisa), não sejam "meninos". "Cheiro a fritos"? Quem lê há-de pensar que somos um bando de badamecos com medo de usarmos palavras obscuras e que se aplicam mais ao nosso Blog. "Cheiro a fritos"? Lembro-me logo de um dos restaurantes mais prestigiado e luxuoso dos EUA, que o fantástico Borat (cuja fotografia em bikini me acomapnha todos os dias na carteira, aproveitando cada escapadela para a admirar com a lágrima no canto do olho) teve a ousadia de visitar, não deixando de provar a maravilhosa "sopa encarnada" à qual nós simplesmente chamamos ketchup. Espero que tenham entendido a minha angústia, esta situação deixa-me a pé noites a fio, provoca-me nauseas e calafrios. Resolvam-na rápida e eficazmente.

(quem me conhece sabe que não é propriamente um pedido e que caso não seja resolvida a situação esta pode tronar-se muito feia e quiçá com cheiro a fritos)

MAS

30 de novembro de 2006

OVERDOSE DE PONTUAÇÃO

Aha! Já posso escarnecer!

Contagem de pontuação do post "Análise da semana - a mais completa" de DGC:
- Vírgulas: 5
- Pontos de exclamação: 4
- Pontos de interrogação: 2
- Travessões: 2
- Reticências: 2
- Pontos finais: 2
- Parêntesis: 1 (Ou 2... Mas são indissociáveis.)

Análise

Claramente DGC aparenta ser ponderado. Uma pessoa pausada e que pensa os seus argumentos, como demonstra o elevado número de vírgulas. Algo que também transparece é a brutalidade, patente na constante utilização de pontos de exclamação: 5 (!). DGC gosta de contrastes. Pausas virgulares intercaladas com desconcertantes exclamações e admirações. Irascível, mas no entanto pausado e reticente. Podemos também destacar quer a sua reticência (reveladora de pergunta retórica) utilizada por 2 vezes, quer a sua interrogação pertinente (2 vezes também), relacionada com os problemas da sociedade moderna. Recorre até ao interrobang separado, imagine-se. Reticências e pontos de interrogação surgem em igual número de vezes aos dos pontos finais, ou seja, estão ao nível do ponto que não revela nada, o ponto do mistério. Um discurso exclamativo, pausado, retórico, e, no entanto, intrigante e místico.

Tudo isto é bonito. Eu, que queria troçar, vejo-me forçado a recorrer a uma falha menor para o fazer: parêntesis ou travessões? Decide-te DGC. Assim é que não. Servem os dois para o mesmo. Se bem que, hum... Pensando bem... Um parêntesis em Faculdade de Economia - Universidade Nova de Lisboa não ficaria lá muito bem. Raios!

JGP


PS - Utilizei neste post 16 pontos finais, 16 vírgulas, 10 "dois pontos" (diz-se assim?), 4 pontos de exclamação, 4 parêntesis, 3 reticências, 1 ponto de interrogação e 1 travessão. Claramente sou um homem sem expressividade nenhuma e muito monótono. 16 pontos finais? O que é isto? Vergonhoso... Mais emoção! Mais indignação! Isto não é para adormecer o leitor! 10 "dois pontos"! Nojento... Para quê tanta explicação e demonstração? Para quê listagens de pontuação! Para quê?


PPS - Lembrei-me agora que MAS criticou há dias o meu critério de colocação de vírgulas. "Parvo e imbecil", como o classificou, diz MAS que o meu discurso é confuso, extenso, absurdo e revelador de escrita em cima do joelho. Hei-de me vingar MAS. Hei, de, me, vingar,

ANÁLISE DA SEMANA - A MAIS COMPLETA

Para contrariar as estatísticas, e para alegrar JGP sou obrigado a ter de escrever algo! Bom...o que é que há para dizer!? De facto não sei o que se passa ali para os lados da europa de leste, será que AV foi mais umas vítimas dos envenenamentos de Vladimir Putin? Parece que sim...vamos esperar por mais informações sobre este caso para as pudermos publicar!

Passando à actualidade nacional, o grande acontecimento da semana foi de facto a revolta dos seguranças da FEUNL (Faculdade de Economia - Universidade Nova de Lisboa). Para quem não sabe, os pobres homens foram obrigados a ter de montar a árvore de natal da faculdade. Coitadinhos, acho que até deviam organizar uma greve de protesto contra a exploração do trabalho!

DGC

BALANCETE

JGP lidera com grande vantagem. O pelotão segue bem atrás.

O Gameirices fez há dois dias 2 aninhos. Já está um rapagão. No entanto, só amanhã fará 3 meses desde o dia em que disse as primeiras palavras a sério.

Vamos a contas.

JGP partiu com vantagem e lidera o pelotão com 28 posts e meio. MAS e DGC degladiam-se pelo segundo posto com 2 e 1,5 posts, respectivamente. Já AV parece que se esqueceu que existem coisas como este blog, a Internet, Lisboa ou Portugal.

Portanto, é claramente visível o total monopólio de posts por parte de JGP. Monopólio, aliás, digno de uma famiglia Corleone. Por isso, peço-vos. Invertam-me isto, pá! Escrevam, sua cambada de molengas! Isto assim não tem graça. Quero dizer mal de vocês e da maneira como escrevem! Quero poder citar-vos a dizerem coisas contradictórias e estúpidas! Quero apanhá-los e umilhá-los por cauza de um calquer erro horográfico! Proporcionem-me esse prazer, por favor...

E agora uma mensagem para terras centro-leste-europeias. Caro cidadão checo, caso tenha visto António da Costa Teixeira Cruz Veiga perdido pelo submundo criminal de alguma cidade do seu país, ou mesmo preso dentro de algum lago congelado, por favor comunique. Esse senhor tem doenças, ossos, nervos e músculos para decorar e um avião para apanhar dia 14 de Dezembro.

Caso a tendência actual continue até ao início de 2007, estou em condições de afirmar que adoptarei um alter-ego de nome Aurélio Soares, chefe de família, funcionário da repartição de finanças do Lumiar, sócio do Belenenses e careca. Desta forma repartirei os meus posts de modo a que isto pareça menos dictatorial.

Com mil demónios, escrevam!

JGP

22 de novembro de 2006

SÉSAMO VS. PISTAS





Não admira que as gerações vão sempre piorando. Reparem na evolução.

19 de novembro de 2006

FOLEIRO OU PIROSO?



O mais piroso desenho-animado da história da nossa infância ou o maior festim de foleirice de sempre?

JGP

15 de novembro de 2006

ADIVINHA DE NOVEMBRO

Qual é coisa, qual é ela, cai ao chão e levanta-se escrevendo livros muito ressabiado?

Pedro Santana Lopes.

JPG

PS - Nada como uma piada política para parecer uma pessoa actualizada.

13 de novembro de 2006

MORRER OU MORRER, EIS A QUESTÃO

O que pergunta um actor mal sabe que vai entrar num filme de Martin Scorsese?

"Então, e eu vou ser daqueles que morre no princípio, no meio ou no fim?"

JGP

12 de novembro de 2006

DÓ É FÁCIL DE CANTAR. RÉ TAMBÉM, OU TALVEZ NÃO.

Há uma coisa que me faz espécie. Porquê dizer-se Oxford, Cambridge e Liechtenstein, quando belas versões alusitanadas existem? Oxfórdia, Cambrígia e Listenstaina. Outra coisa que me dá um treco lambreco quando oiço é a versão portuguesa da música Do-Re-Mi do filme Música no Coração. Aqui têm a versão original, onde se faz uma laracha linguística com o facto das notas musicais serem homófonas, ou pelos menos, parónimas, de outras palavras inglesas de sentidos diversos.

Angliú
"Do, a dear, a female dear, [Doe = veado fémea]
Re, a drop of golden sun, [Ray = raio de sol]
Mi, a name I call myself [Me = eu]
Fa, a long long way to run [Far = longe]
So, a needle pulling thread [Sew = coser]
La, a note to follow so [Pois...]
Ti, a drink with jam and bread [Tea = chá]
That will brings us back to Do!
Do, re, mi, fa, so, la, ti, do!
Do, do!
"


E agora, a versão nacional...

Tuga
"Dó, é fácil de cantar,
Ré, também, ou talvez não,
Mi, é música no ar,
Fá, dentro do coração,
Sol, vontade de chegar,
Lá, logo a seguir ao sol,
Si, está quase a acabar,
E volta de novo ao dó!
Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó!
Dó, dó!"

Vamos por partes. "Dó, é fácil de cantar". Sim, até que é. Uma pessoa quando quer cantar um dó consegue normalmente à primeira. Mas logo de início se desfaz a piada de toda a música em inglês, o trocadilho. Bem, depois vem o verso que mais abomino: "Ré, também ou talvez não". Porquê? Mas porquê? É também fácil de cantar, é certo. Mas depois é levantada a indefinição: "ou talvez não". Então qual a razão de se falar no ré como sendo fácil de cantar, tal como o dó, se no fundo até pode ser que não seja? Suspeito de tentativa abusiva de rima com a palavra "coração" do 4.º verso. De seguida temos "Mi, é música no ar". Igualmente sem sentido. Como sabemos, as ondas sonoras propagam-se no ar, mas segundo o autor da tradução isto sucede apenas com o mi. E depois vem a explicação. Só o mi se propaga no ar, pois o fá está preso dentro do sistema cardíaco de alguém: "Fá, dentro do coração". Depois: "Sol, vontade de chegar". Porquê? Mas porquê, meu Deus? Quem foi o cretino que julgou que a vontade de chegar estaria bem aqui? Qual o sentido? Trocando o mi com o sol ficava igual. "Mi, vontade de chegar, / Fá, dentro do coração, / Sol, é música no ar". As coisas estão lá só para rimarem umas com as outras e sem qualquer tipo de ligação às notas que se dizem no princípio do verso. "Lá, logo a seguir ao sol", este é o único verso que respeita a tradução original. É engraçado como o único onde isto acontece é no verso mais desenxabido da música em inglês, o único que não tem trocadilho. "La" não quer dizer absolutamente nada em inglês, todos sabemos. Mas o que me salta à vista é o facto de existir em português! Lá = naquele lugar. A seguir temos a minha preferida "Si, está quase a acabar", porque, pensando bem, já não era sem tempo.

Agora vejam:
Dó, s.m. Comiseração. Compaixão, lástima. Tristeza. Luto.
Ré, s.f. Mulher acusada de um crime; mulher criminosa; autora (de crime). Parte do navio entre a popa e o mastro grande; popa.
Mi, pronome. A mim
Fá, pois...
Sol, Astro que ocupa o centro do nosso sistema planetário, e que dá calor e luz aos planetas que gravitam em torno dele. Astro. Estrela. A luz e o calor do Sol. Luz. Calor. Círculo de doze raios, com esmalte de oiro, nos brasões. Peixe plectógnato. O nascente ou a banda do nascente. Fig. O dia. Grande resplendor. Génio.
Lá, adv. Naquele lugar. Entre aquela gente. Naqueles povos. Para aquele lugar; aquele lugar. Ao longe. Além. Pois. Nesse tempo. Contigo. Convosco. Afinal.
Si, flexão do pron. ele, quando é precedido de prep. A alguém. Ao interlocutor.

Dó, é pena de alguém
Ré, a popa de um navio
Mi, sou eu e mais ninguém
Fá, logo a seguir ao mi
Sol, o astro lá no céu
Lá, sítio longe daqui
Si, algúem que está a ouvir
E volta de novo ao dó!
Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó!
Dó, dó!

E digam lá se não está mais catita?

JGP

PS - Se a tradução do título do filme já é o que é (Sound of Music -> Música no Coração), como poderíamos esperar uma boa tradução da letra?

COISAS TÃO BONITAS MUNDO ALÉM QUE A VIDA TEM

A Minha Guitarra, Tony Carreira.
"[Verso]
Com a minha guitarra percorri
O mundo e com ela conheci
Coisas tão bonitas mundo além que a vida tem
Que bonecas lindas namorei
Por certas eu confesso que chorei
Mas ficar muito nunca foi pra mim, eu sou assim
[Refrão]
Adeus amor, mas tenho o mundo à minha espera
E a Primavera pode acabar
Adeus amor, eu ando à roda com o mundo
Sou vagabundo, não vou parar
Gosto delas loiras ou morenas
Bonitas sejam grandes ou pequenas
Que falem grego, russo ou irlandês, ou português
Seguindo sempre em frente outro caminho
Só uma nunca me deixou sozinho
Sempre andou comigo pela estrada, a minha guitarra
[Verso]
[Refrão 4x]"

Por muitos capachinhos que use, com letras como esta há-de encher sempre Pavilhões Atlânticos.

JGP

CONHEÇAMO-NOS

"E Adão conheceu Eva, sua mulher, e ela concebeu e teve Caím, e disse: Alcancei do Senhor um varão." (Génesis 4:1)

E assim descobrimos, nós, agnósticos praticantes, um novo significado do verbo conhecer. E nós, amantes do humor negro, logo podemos imaginar, por exemplo, Carlos Silvino no banco dos réus: "Sim, Meretíssimo, conheço esses rapazes. E admito, sim, conheci-os muitas vezes." Ou então, umas mais fáceis: "Eh pá! A Elsa Raposo conhece tanta gente!", ou então "Conhece, mas usa protecção", ou mesmo "Vai-te conhecer!" ou "Este exame é conhecido." Já a frase de engate "Posso-te conhecer?" ganha todo um novo sentido.

JGP

11 de novembro de 2006

COLHER, INCLUSIVE, MAGAZINE, VIBRISSAS

Decidi-me finalmente a investigar as dúvidas suscitadas no PPS do post Teorema da Telenovela e na letra da música de abertura do programa Diz Que É Uma Espécia de Magazine. Além disto dou-vos a conhecer o significado de vibrissas. Aceitam-se outras sugestões para um sábado à noite.

Diminutivo de colher?

Podemos confirmar aqui, que, quer colherzinha, quer colherinha são aceites em Português.

Acentuação de inclusive?

E aqui, um tal de Sr(a). C.M. (Câmara Municipal?), cita o Vocabulário da Língua Portuguesa, de Rebelo Gonçalves, dizendo que inclusive não tem acento, mas pronuncia-se com o E aberto (è).

Letra da música de abertura de Diz Que É Uma Espécie de Magazine?

"(...)
Nós vamos fazer humorismo
Recorrendo sobretudo à pilhéria
(...)

Escarnecer e criticar, maldizer e achincalhar
Será um pouco isto que iremos efectuar

(...) "

Quanto à parte,
"(...)
Mas vamos também discutir
Vamos (???) à séria
(...)
"
ainda não descortinei.

Bom, dúvida desfeita. Clientela satisfeita.

Vibrissas?

Vibrissas, s.f. pl. Pêlos que se desenvolvem nas fossas nasais. (Do Latim vibrissae).

JGP
PS - Entretanto descobri que a música é de David Fonseca, mas obviamente a letra não. Porque senão teríamos algo como:

(One, two, three, four)
They say it's a kind of magazine
They say it's a kind of magazine
We're gonna make humor
Using almost raillery
But we're also gonna discuss
We're .... seriously
Let's say
That there will be varieties
And we will say the truths
In the old fashioned way, like Gil Vicente and all
They say it's a kind of magazine
They say it's a kind of magazine
To sneer and criticize, slander and scoff
This'll be a little bit of what we'll effectuate.
(And every now and then naked women will pop up)

EXPRESSO DO ORIENTE

Há aqueles que dão uma olhada no Público e ao fim-de-semana compram o Expresso ou o Sol. Também há os outros que devoram A Bola e a intercalam com o Destak. Eu vou mais longe. Tenho um fascínio por um outro periódico. Mensal, de carácter regional. Chama-se Expresso do Oriente. E, para quem não sabe o Expresso do Oriente é um jornal local gratuito distribuído ao domicílio nos bairros lisboetas (e lourenses) da Portela de Sacavém, Moscavide, Parque das Nações, Santa Maria dos Olivais e Marvila, tendo tido até distribuição no Beato nas suas edições iniciais.

O meu fascínio por este jornal deriva de muitos factores, que começam no seu grafismo de letras Word, e acabam no seu conteúdo, que todo ele gira em torno da agitada vida na zona oriental de Lisboa e seus arrabaldes. A título de exemplo, a notícia de capa para o mês de Novembro era a seguinte: "Serviços judiciais mudam-se para o Parque das Nações: O Ministério da Justiça vai concentrar as instalações dos tribunais de Primeira Instância de Lisboa no Parque das Nações, num complexo de escritórios com dez edifícios e 200 mil metros quadrados de construção".

Esta era secundada por mais três reportagens de peso: "Ser polícia é um gosto que nasceu comigo" (entrevista com a Sub-Comissário da 34.ª Esquadra da 2.ª Divisão da PSP de Lisboa em Santa Maria dos Olivais - página 8); "Ninho de ratos" (reportagem em torno de um ninho de ratos que se formou nas obras paradas de um parque infantil na Rua das Bússolas no Parque das Nações - página 10); e "A minha escola é o meu mundo" (entrevista a Ivan Ivanof, imigrante búlgaro, professor na escola EB 2,3 de Marvila - página 3). Ao lermos o jonral, sentimo-nos tocados pelo modo como nos aproximamos emocionalmente dos intervenientes das notícias do mês. A pequena introdução da página 8 faz-me pensar que conheco a Sub-Comissário Lúcia Silva desde o jardim-de-infância: "Em pequena brincou com bonecas. Hoje «brinca» com armas... Aos 28 anos, Lúcia Silva é Sub-Comissário da PSP e comanda 60 paramilitares." Para além das notícias de capa, o jornal oferece todo um conjunto de destaques que, é certo que menos importantes que os da capa, não ficam atrás na maneira como informam o desprevenido leitor que, desde a Expo'98, nunca havia reparado que aconteciam coisas na zona oriental de Lisboa .

Entristece-me, no entanto, que a parte criminal, tão profícua nesta zona, tenha direito apenas a uma coluna na página 12. "Casos de polícica", como é chamada, fala-nos este mês de três crimes: "Mulher agredida e sequestrada", "DVD's e CD's apreendidos" e "Contrafacção em Marvila", todos muito pouco desenvolvidos. Se bem que a nível criminal surja também na página 2 a notícia de uma mãe residente em Chelas que agrediu uma professora da Escola Básica do Primeiro Ciclo n.º 54.

Contudo, não são só as notícias que me fascinam. O espaço à opinião pública (numa secção inicial com cartas e e-mails, e mais à frente na chamada Página do Leitor) é dado aos mais variados quadrantes da sociedade que vão desde os idosos , aos velhinhos, passando pelos reformados. Comovente é o poema de José Barros, na página 2, que aparentemente terá sido enviado por um leitor (o próprio Sr. Barros?).

Aqui ficam as duas últimas quadras do poema Outono:

"(...)

Foram-se embora as andorinhas
Ficam mais tristes os beirais
Essas alegres e lindas avezinhas
Tudo deixam entregue aos pardais

É assim sempre a rodar
Todos os anos de igual maneira
Para o ano tudo vai voltar
Parecendo de facto uma canseira.

José Barros"

Diria que o podemos classificar como um novo Cesário. Parecendo simples, o busílis de todo o poema reside nos últimos dois versos. O que vai voltar? As andorinhas? Tudo sempre a rodar? A brisa que deixa de soprar e o vento que sopra mais forte? (acontecimento a que faz referência na 2.ª estrofe) E porquê uma canseira? Estará o Sr. Barros cansado de ver o tempo passar, incorrendo assim numa espécie de meditação sobre a vida e morte? Ou estará simplesmente cansado de que seja tudo "assim sempre a rodar"? E já agora, também depreendemos aqui um ódio pessoal aos pardais, que aproveitando-se da ausência das andorinhas, "essas alegres e lindas avezinhas", ocupam os beirais alheios deixando pessoas como o Sr. Barros muito tristes.

[Texto retirado. Ver explicação aqui.]

JGP
PS - Podem confirmar tudo o que aqui se disse no pdf do sítio oficial do Expresso do Oriente.

6 de novembro de 2006

ENGANEI-ME, CATANO!

A viver em Portugal, mas proveniente de Itália, um estimado leitor amavelmente corrigiu-me a respeito de um erro crasso que havia cometido. Para que todos vejam. Eu falhei! Sim, pois foi. Como me vou castigar ainda não decidi, talvez José Cid, mas baixinho.

"E aonde foi que tu te enganaste, caro João?" - perguntará o atento leitor que há dois parágrafos espera ansiosamente pelo erro, e há uns meses anseia pela minha infortúnia.

Segundo nos diz Giovanni Saponaro, o erro ocorreu na expressão "comida que faz mal ao corpore e bem à mens" que utilizei num post de apresentação de 19 de Outubro de 2006, pois em Latim "corpore é caso ablativo, corpus é nominativo. Ou seja, tu não podes pôr uma preposição declinada + nome declinado (por exemplo no caso ablativo, como fizeste), mas tens de escrever preposição declinada + nome não declinado (= nominativo)." Isto é, devia ter dito: "comida que faz mal ao corpus e bem a mens".

Não há nada como um especialista, por isso,

Grazia mille, Giovanni.

JGP

O PORTUGUÊS: PARTE I

Como portugueses cabe-nos defender os da nossa estirpe. No entanto, decidimos iniciar hoje a nossa apreciação no que toca ao ser físico e psicológico, assim como comportamental do típico "tuga". Aquele que observamos diariamente em qualquer ponto do território nacional.

Vamos por partes. História.

Desde a pré-história, o homem primitivo que ocupava o actual território luso desenvolveu um carácter típico notável. Este carácter prima por uma quase total ausência de vestígios deixados em comparação com o resto do Mundo. O cromeleque dos Almendres e as pinturas rupestres do vale de Foz Côa são résteas míseras da bandalhada que por cá assentava arraial. E mesmo estes dois, segundo consta, eram tipos de arte démodé para uma época onde o nosso planeta via florescer civilizações como as do Crescente Fértil, Egipto, Anatólia, Grécia e Creta. Por cá a rapaziada andava a colher bagos, a pescar peixes de rio e a andar a mocada. Entre Lusitanos, Conni, Bracari, Celtici, Coelemi, Equaesi, Grovii, Interamici, Leuni, Luanqui, Limici, Narbasi, Nemetati, Paesuri, Quaquerni, Seurbi, Tamagani, Tapoli, Turduli, Turduli Veteres, Turdulorum Oppida, Turodi e Zoelae reinava a anarquia e, ao contrário das grandes civilizações onde predominava a lei do mais forte, por cá já se difundia com muito sucesso a lei do menor esforço. A escrita surge 3.100 anos depois de ser inventada, e enquanto os Olmecas, na América , já construiam enormes pirâmides com inscrições.

Gregos, Fenícios e Cartagineses chegam à Península e montam o estaminé na costa mediterrânica espanhola, ingnorando a escumalha do oeste peninsular. Os Romanos chegam às fronteiras da grande civilização lusitana e deparam-se com o seu majestoso chefe, um pastor com curso militar saído na farinha Amparo: Viriato. Desenrascando-se como podem, os nossos antepassados, à calhauzada e paulada, aguentam os exércitos organizados de Roma. Tudo isto, para depois, serem dois pré-tugas a trair Viriato vendendo-o aos Romanos por uma ânfora de vinho e uma ração de favas.

Depois vieram os bárbaros, que comparados com as gentes locais passavam por finos membros da aristocracia germânica. Os árabes seguiram-se, falhando na imposição do seu modo de vida, mas conquistando a nossa pátria mãe com uma perna atada às costas, ao pé-cochinho e vendados. A seguir veio a Reconquista, e foi preciso vir um nobre da Borgonha para criar um paiseco perdido. Esse país evoluiu até ao ponto em que se encontra hoje, tendo esta evolução ocorrido nas duas primeiras semanas do reinado de D. Afonso Henriques, já que desde aí a bandalheira e o forrobodó predominam imemorialmente no estado de espírito nacional. O dia em que D. Afonso fez a barba, deixando a pilosidade entre o lábio superior e o nariz intacta, marcou, nesse dia, o rumo da nação. Com o bigode do Afonsinho nasceu a quase milenar tradição da bigodaça farfalhuda e despenteada, que preencheu de glória as páginas da nossa história.

Continua...

DGC / JGP

5 de novembro de 2006

DIZ QUE É UMA ESPÉCIE DE QUÊ? NÃO PERCEBO, FALEM MAIS ALTO.

Neste domingo, dia 5 de Novembro, é exibido na RTP1 o segundo episódio de Diz Que É Uma Espécie de Magazine, o novo formato do Gato Fedorento, ou como diria uma boys (ou girls) band, o seu "novo trabalho", ou então a variante "novo sínguel", tão ouvida em programas saudosos como a Roda dos Milhões ou Big Show SIC.

Achei o primeiro episódio sofrível, mas dou-lhes esta segunda oportunidade, ou chance, que é mais catita.

Aqui fica o que percebi da música de abertura (aquilo que mais gostei nesta nova série).

(Un, deux, trois, quatre)
Diz que é uma espécie de magazine
Diz que é uma espécie de magazine
Nós vamos fazer humorismo
... por toda a pilhéria
Mas vamos também discutir
Vamos ... à séria
Digamos
Que vai haver variedades
E vamos dizer as verdades
À maneira de antigamente, tipo Gil Vicente e tal
Diz que é uma espécie de magazine
Diz que é uma espécie de magazine
... e criticar, maldizer e achincalhar
Será um pouco isto que iremos efectuar
(E de volta e meia também vão aparecer gajas nuas)

JGP

PS - Complete os espaços preenchidos por reticências e habilite-se a ganhar um boletim do Euromilhões por preencher, por uns míseros €1,50, mais IVA.

TEOREMA DA TELENOVELA

Teorema e não teoria, pois está provado.

Vi recentemente o último episódio da novela portuguesa Fala-me de Amor, na TVI. Depois de me autoflagelar durante algumas horas venho comunicar o que sinto. E sinto-me com fome, mas para além disso, também sinto alguma repulsa com uma colherzinha-de-chá (colherinha?) de vontade para cascar.
Não é que veja novelas. Vá lá, digamos que as vejo de soslaio quando passo pela sala a caminho do computador. Aliás, livrei-me dos Morangos com Açúcar há pouco tempo, tendo, inclusivé (com ou sem acento?) ultrapassado já a fase de abstinência.
A minha teoria, a qual confiantemente classifico já de teorema, foca os principais pontos que fazem da telenovela um subgénero menor, dentro do género "lixo televisivo". Por pontos:
1. Uma novela avança em tempo real do primeiro episódio ao penúltimo episódio, enquanto no último o tempo que passa é dado pela equação tempo = nº total de episódios / 2, em meses, i.e., numa novela de 46 episódios passam 23 meses no último episódio, enquanto que o tempo normal de um episódio corresponde a um dia.
2. Numa novela, tudo o que interessa acontece no primeiro e no último episódio, enquanto que do episódio 2 até ao penúltimo tudo o que se passa reveste-se de um carácter "palha", a que os entendidos se gostam de referir como "produto alimentar para ruminantes".
3. Numa novela as personagens não evoluem psicologicamente ou, quando evoluem, é drasticamente do "lado do mal" para o "lado do bem". Atenção, caso veja uma novela em que um "bom" se torne "mau", então não está a ver uma novela e encontra-se pura e simplesmente a meio de um sonho mau.
4. Numa novela não há preocupações com a coerência, nem com a existência de buracos no enredo. "Ah, então o Quimbé e o Zé Tó não se conheciam, e só têm a empregada de limpeza em comum, e aparecem aqui num café a conversar feitos amigos de infância? Eh pá, deixa tar, ninguém nota."
5. Os temas são sempre escolhidos de uma lista secretamente fabricada em 1854 por um escritor de folhetins holandês. Entre eles destacam-se 10: o grau de parentesco desconhecido (irmãos que não se conhecem, pais e filhos que não se conhecem), gémeos (ou, vá lá, irmãos) totalmente opostos nas suas personalidades, choque família rica-família pobre (casal misto não aceite pelas famílias, gravidez de um mesmo casal, inimizade antiga, ricos maus, pobres bonzinhos, classe média inexistente), choque entre gerações (pais e filhos que fazem faísca, tradição vs. evolução), mal entendidos (entre casais, irmãos, ricos e pobres), casalinho principal que se conhece no início da história e ao longo da novela se zanga no mínimo 12 vezes e que acaba inevitavelmente junto, existência de uma personagem "palhaço" (normalmente com um nome engraçado, género "Chico Pastor", "Zé da Burra", "Tó Pimpolho"), criancinhas (obrigatório), casamento e funeral, queda em desgraça (morte, prisão, ruína) ou redenção dos "maus".
6. Inexistência de uma história com princípio, meio e fim. O enredo topa-se à distância que é escrito dois dias antes das gravações, e ao sabor do vento ("Então, matamos este?" - "Não, a mãe morre e ele tem de ir para o estrangeiro"). Se há audiências, então acrescentam-se mais 23 episódios de palha onde acontecem coisas relevantíssimas como o problema de não haver nozes para o bolo de anos de alguém, ou um qualquer grave acontecimento como o torcer de um pé de um indivíduo.

Existem muito mais pontos neste meu Teorema da Telenovela, mas já é tarde e os meus olhos já não são como o antigamente. Por isso, pensem neles vocês, enquanto esperam que acabe o intervalo da Floribela.

Uma última coisa que gostava de deixar no ar. Já repararam que quando alguém tem de desaparecer (por saída do actor ou por outra razão qualquer) se utilizam as mais esfarrapadas desculpas? Em Fala-me de Amor acontecia episódio sim, episódio não. Em dois episódios a filha de um casal vai viver para Londres e não volta a aparecer, num curto espaço de tempo arranja-se maneira de matar a protagonista que durante 400 episódios andou em busca do filhinho perdido, a empregada tem de ir para França de repente devido a uma doença súbita da mãe, a miúda violada foge para Milão a meio da noite muito perturbada (mas só o faz 200 episódios depois da violação), etc...

Portugal é único país da Europa (empatado com a Madeira) onde telenovelas são líderes de audiência e passam em horário nobre. Porquê Nun'Álvares? Porquê ganhar Aljubarrota? Só para fazer pirraça?

JGP

PS - 1. Teorema, s.m. Qualquer proposição que, para ser evidente, precisa de demonstração. [Do Latim theorema]
2. Teoria, s.f. Conhecimento limitado a princípios ou à especulação, sem passar à prática. Conjunto de princípios fundamentais de uma arte ou ciência. Sistema ou doutrina acerca desses princípios. Hipótese. Noções gerais. Utopia. [Do Latim theoria]
3. TVI, s.f. Matéria fecal. Fezes que o intestino normalmente expele pelo ânus. Excremento. Dejecto. Porcaria. [Do Latim merda]
4. Autoflagelar, v.t. Bater-se a si próprio com flagelo. Castigar-se. Torturar-se. Incomodar-se, enfadar-se. [Do Grego autos e do Latim flagellare]
5. Cascar, v.t. e i. Bater, dar pancadas. Retorquir com azedume. Chegar, carregar, afinfar. [Do Castelhano cascar]
6. Cassidários, m. pl. Tribo de insectos coleópteros tetrâmeros, a que pertence a cássida. [De cássida, por sua vez, do Latim cassida]



PPS - Tenho pachorra de pesquisar o significado destas palavras mas, ao mesmo tempo, ignoro as dúvidas relativas à formação do diminutivo do substantivo colher e da acentuação da palavra inclusivé. Intrigante.

19 de outubro de 2006

APRESENTAÇÃO

João Gameiro Pais

Olá. O meu nome é João Gameiro Pais e vocês conhecem-me de trabalhos como o Documentário em Vídeo sobre a Turma III do 12º ano para a disciplina de Introdução às Técnicas Informáticas e o Documentário de Aniversário de Mariana Lança. Estudo Ciência Política e Relações Internacionais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, mas gostava de ser alpinista e domador de leões. Tenho cabelo escuro, tez clara e habitualmente uso roupa. Sou português, lisboeta, alvaladense de nascença, mas olivalense de infância. Gosto de bifes de peru panados e comida que faz mal ao corpore e bem à mens. Não gosto de vegetais em geral, à excepção de esparregado e das ervilhas do arroz chau-chau. Sou anti-neo-nazis, anti-Porto, anti-Fernando Santos e pró-eu. Sou também o criador do blogue que se encontram a ler. Tenho uma amizade de 13 anos com AV e de 9 com DGC, assim como um ódio visceral de 4 anos a MAS, cuja principal faísca é suscitada pela questão: "Piassaba ou piassá?". Tenho transtorno obsessivo-compulsivo, queda de cabelo, mas barba rija. Sei dizer todos os países do mundo em menos de 2 minutos, assim como as suas capitais em 5 minutos. Ainda não cronometrei dizer países e capitais ao mesmo tempo. No fundo sou muito boa pessoa, mas o que transparece é uma pessoa suficiente menos.

Do Beato, das Avenidas Novas e de Pilsen colaboram os seguintes criminosos em potência:

Mariana de Almeida e Silva

Desde tempos imemoriais (13 de Outubro de 2006), a Sr. Silva, pessoa com P grande e E, dois S's, um O e um A pequenos, ocupa um lugar de destaque neste blog, sendo o colaborador do sexo feminino que mais contribui para o desenvolvimento do Gameirices. A razão apontada por alguns analistas é a inexistência no blog de qualquer outro membro do sexo feminino. De temperamento calmo, índole ponderada e ternura evidente no primeiro contacto, esta colaboradora é a amistosidade em pessoa. Do bairro oriental do Beato, envia-nos o relatório da sua nada atribulada vida, pautada entre um quase rotineiro dia-a-dia e uma estável existência caseirinha de "manta e chá". Para mal dos nossos pecados, orienta-se politicamente à direita de tudo o que mais à direita foi e será inventado, referindo-se, por exemplo, a militantes do CDS na forma: "esses bolcheviques leninistas!" e a Adolf e Benito como "o grande comuna e o Cunhal italiano". É contra o aborto e eutanásia, a favor da pena de morte, monárquica absolutista, e, em geral, anti-toda-a-ideologia-política-formada-após-a-Revolução-Francesa-de-1789. L'état, c'est elle. Fala fluentemente francês, inglês e hebreu porque "há que conhecer os nossos inimigos por dentro", como sempre diz. Apesar de relações de amizade atribuladas com AV, DGC e JGP, consegue mantê-las seguradas por um fio de lã no meio de um temporal de chuva ácida no "Dia Mundial da Tesoura".

António Veiga

Colaborador desde o tempo em que os animais falavam, como quem diz 8 de Outubro de 2006, este emigrante português de 27ª vaga assume-se como o representade da diáspora no blog, assim como membro da resistência à recente invasão de europeus de Leste, onde, sito na República Checa, combate o invasor por dentro. Célula adormecida nos confins nevados dos sudetas checos, diz de sua justiça a partir de Pilsen, Plzeň para os amigos. Amigo de infância de JGP, de pré-adolescência de DGC e amante de pós-adolescência de MAS, ocupa aquela parte do blog confinada aos assuntos que não necessitam de palavras para serem referidos, como prova a inexistência de qualquer post publicado por este exemplar colaborador. Ideologicamente ao centro, tanto gosta de Durão, como Sócrates, Aristóteles ou Platão. É fã dos filmes animados da Disney e um autêntico devorador de filmes de temática marveliana. Amante convicto da música de Marco Paulo, é, no fundo, um entusiasta do que na música nacional é do bom e do melhor. Uma mistura entre Fangio, Fittipaldi, Villeneuve, Senna, Schumacher e Michel Vaillant, pilota o seu Nissan Micra de fábrica, não modificado, e em segunda mão, no qual só é batito em cuidados de limpeza por DGC, e num claro contraste com a devastação pós-armagedão do Daewoo Matiz de JGP (a respeito de carros não podemos referir MAS, pois encontra-se a tirar a carta de condução desde a queda do muro de Berlim, podendo apenas dizer que o seu futuro carro valerá o décuplo da soma dos valores das viaturas de AV e JGP). No fundo um amante da velocidade, António Veiga não se contenta com a velocidade motorizada, optando também pela variante ski, no Principado de Andorra, e pela variante scu, em dias de chuva traiçoeiros.

Duarte Gouveia Coutinho

Colaborador desde a longínqua data de 12 de Outubro de 2006, Duarte M. N. da S. de la G. Gouveia Coutinho apresenta-se como um dos baluartes da integridade e rectidão deste blog. Monárquico convicto, de facção duartepiista, ribatejano por tradição, cavaleiro e amante de equinos, Coutinho representa o botão de STOP da obcessivo-compulsividade de JGP, o baixar de volume de MAS, e o botão de EJECT de AV. Os valores conservadores estão presentes no seu discurso, notando-se no entanto um entusiasmo relativamente à modernidade e um certo desprezo (polvilhado de alguma admiração, talvez) pelo típico português, do bigode e passeio dominical ao "chópe". Benfiquista até à raiz dos cabelos, ocupa um lugar de destaque na primeira linha de contestatários a Fernando Santos (ou qualquer treinador encarnado que na altura esteja à frente dos destinos da gloriosa águia). Sempre pronto a pagar a conta do jantar, usualmente quando este se realiza entre as 6h e as 18h. Joga assiduamente no Euromilhões, tendo tido até hoje pouca sorte. Excepção feita ao dia em que, sem saber de onde, lhe surgiu uma carrinha Renault Mégane à frente, veículo que conserva até este momento em que escrevo as biografias destes 3 ilustres homo sapiens quase sapiens, a 3 de Novembro de 2006, quase às 2h da matina.

JGP

A FALTA DE EXPERIÊNCIA MATOU O RATO

Não, não estão a ver a dobrar (até porque uma imperial não faz mal a ninguém). Devido à minha falta de experiência "publiquei" um "artigo" duas vezes, mesmo sem o ter terminado no 1º post (espero estar a usar os termos correctos). Alguem que resolva o problema por mim sff.

MAS

O QUE UM DIA NA ULHT FAZ A UMA RAPARIGA SAUDÁVEL E FELIZ COMO EU NUNCA FUI

Venho por este meio iniciar a carreira de romancista de Blogs (enquanto espero pelo Duarte & João). Não tendo nada de marcante ou minimamente interessante para partilhar com o resto do mundo, muito menos em 8 min., deixo apenas uma frase para reflectirem: "a "noite" está a alastrar-se, deixando-nos com pouca margem de manobra para o estudo e outras actividades diurnas com semelhante falta de importância e interesse".

End of part I.

MAS

18 de outubro de 2006

URGE UM POST GRANDE

Não é que urja muito, mas como tenho OCD (Obsessive-compulsive disorder, em língua de Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães: transtorno obsessivo-compulsivo) e, para além disso, possuo também uma paixão secreta por verbos estranhos ao ouvido, decidi fazer um post dedicado à conjugação do verbo urgir. Aqui vai.


Infinitivo
Urgir
Gerúndio
Urgindo
Particípio passado
Urgido
Presente
Eu urjo
Tu orges
Ele orge
Nós urgimos
Vós urgis
Eles orgem
Pretérito perfeito
Eu urgi
Tu urgiste
Ele urgiu
Nós urgimos
Vós urgistes
Eles urgiram
Pretérito imperfeito
Eu urgia
Tu urgias
Ele urgia
Nós urgíamos
Vós urgíeis
Eles urgiam
Pretérito mais-que-perfeito
Eu urgira
Tu urgiras
Ele urgira
Nós urgíramos
Vós urgíreis
Eles urgiram
Futuro
Eu urgirei
Tu urgirás
Ele urgirá
Nós urgiremos
Vós urgireis
Eles urgirão
Condicional
Eu urgiria
Tu urgirias
Ele urgiria
Nós urgiríamos
Vós urgiríeis
Eles urgiriam
Presente do subjuntivo
Eu urja
Tu urjas
Ele urja
Nós urjamos
Vós urjais
Eles urjam
Imperfeito do subjuntivo
Eu urgisse
Tu urgisses
Ele urgisse
Nós urgíssemos
Vós urgísseis
Eles urgissem
Futuro do subjuntivo
Eu urgir
Tu urgires
Ele urgir
Nós urgirmos
Vós urgirdes
Eles urgirem
Imperativo afirmativo
Orge tu
Urja ele
Urjamos nós
Urji vós
Urjam eles
Imperativo negativo
Não urjas tu
Não urja ele
Não urjamos nós
Não urjais vós
Não urjam eles
Infinito pessoal
Urgir eu
Urgires tu
Urgir ele
Urgirmos nós
Urgirdes vós
Urgirem eles
Fiquei particularmente intrigado com o tu orges, ele orge e eles orgem. Já agora, tenho um ósculo em lábios para oferecer a quem consiga provar que conjugou em conversação normal o verbo urgir no futuro do subjuntico, na 2ª pessoa do plural. Qualquer gravação em formato áudio com qualquer coisa como "Quando vós urgirdes de algo, então chamai aqui por mim" servirá de prova.
JGP

16 de outubro de 2006

ALÔ! CÂMBIO.

Lisboa chama Plzeň. Lisboa chama Plzeň. OVER.

JGP

14 de outubro de 2006

O HOMEM NOS DIAS DE HOJE (E DE SEMPRE)

Em resposta ao post de DGC.

O homem nos dias de hoje (e de sempre) subdivide-se em dois tipos. O primeiro é o "homem perdido" que aprecia tanto "mulheres perdidas" como mulheres modernas. O segundo não é um homem, é um rato.

JGP

13 de outubro de 2006

ENVIADA ESPECIAL NO BEATO

O Gameirices dá as boas-vindas à nossa enviada especial no Beato, Mariana de Almeida e Silva, que se encontra neste bairro oriental da capital portuguesa por motivos derivados de vária ordem.

Brevemente se ouvirão as sábias palavras desta nova colaboradora.

Sem nada mais a acrescentar, sou, com consideração,

JGP


PS - É de saudar a entrada do único membro feminino do blog, e que, por sinal, também é o único membro que possui uma preposição e uma conjunção no seu nome: "de" e "e".

A MULHER NOS DIAS DE HOJE

Este é um texto expositivo-argumentativo meu do 12º ano:

"Símbolo da fertilidade, a mulher é, desde há muito, sinónimo de pessoa de condição social inferior. Actualmente, na minha opinião, essa visão já não se adequa às mulheres dos tempos de hoje. Penso não existirem diferenciações dos direitos femininos, de uma forma geral, em relação aos homens. Apesar de haver umas tantas inconformadas, hoje em dia, qualquer mulher, no nosso país, pode votar, ou ascender a altos cargos empresariais, o que demonstra uma substancial melhoria. Contudo, convém fazer uma distinção das mulheres, pois nem todas se metem no mesmo saco. Optei por fragmentar as mulheres em duas matrizes fundamentais: a mulher perdida, no bom sentido da palavra; e a verdadeira mulher moderna. Entre estes dois tipos femininos, existem acentuadas diferenças.
A mulher perdida é personificada, infelizmente, pela maioria das mulheres portuguesas. Este tipo caracteriza-se por ser estático, resignado e inculto. Não tirou partido, talvez por impossibilidade, ou por falta de vontade (característica comum na mente das gentes lusitanas), das alterações dos limites das mulheres. Lê, quase exclusivemente, a "Maria" e outros meios de leitura do mesmo género e, quanndo, eventualmente, se acerca de alguma fonte mais intelectual, como um jornal diário, apenas abre a página do horóscopo. Não tem consciência crítica, nem capacidade mental suficientemente desenvolvida para se aperceber das alterações políticas e económicas do país. Abraça, com aparente convicção, os ideais de qualquer campanha política que lhe bata à porta, desde que o representante dessa campanha lhe dê a merecida "beijoca", ou, quem sabe, uma canea ou um boné para proteger a cabecinha da sua mais nova que, coitadinha, vai entrar agora para a escola. Tem como única preocupação o bem-estar e a saúde de si própria e dos que lhe estão mais próximos. E, paradoxalmente, orgulha-se dos seus males e diagnósticos clínicos mais negativos, possivelmente para chamar a atenção que sempre ambicionaram ter.
Do ponto de vista estético esta mulher é, de maneira geral, pouco feminina, apresentando certos traços algo masculinizados, como patilhas e bigodaças deploráveis. O seu meio de transporte predilecto é o autocarro, para infelicidade dos restantes ocupantes que têm de suportar o cheiro a lixívia, que estas pobres criaturas emanam.
Por oposição à mulher perdida, encontramos a verdadeira mulher moderna, que constitui uma restrita percentagem das mulheres em Portugal. A mulher moderna está perfeitamente integrada na sociedade activa e dinâmica e apresenta-se em pé de igualdade para competir com os homens. Este tipo de mulher soube evoluir, tirar partido da sua nova condição para alcançar cargos com certo prestígio profissional. No entanto, salvo raras excepções, continua a ser pouco interventiva na vida política nacional, talvez por este espaço estar, em parte, um pouco vedado pelos homens, que pensam que as mulheres não têm capacidades suficientes para exercerem cargos políticos.
Fisicamente, esta mulher é bastante mais atraente. Cuida da sua imagem, sabe intervir e sabe estar. Para bem da sociedade e dos homens, o género moderno tem vindo a progredir e a aumentar o seu número.
Apresentadas, de forma geral, as mulheres actuais da velhinha nação portuguesa, cabe optar por um dos dois tipos caracterizados e penso não haver dúvida de que a mulher moderna é, de facto, a que devemos privilegiar e apostar, tanto a nível profissional, como amoroso. Quanto às outras, não nos resta fazer mais nada, a não ser instruí-las o mais possível e a à sua descendência para que, dentro de algumas gerações, as possamos considerar, finalmente, extintas!

Duarte Gouveia Coutinho
Dezembro de 2005 "

DGC

12 de outubro de 2006

DANÇA COMIGO VS. CANTA POR MIM

Permitam-me que aponte a única diferença entre o Dança Comigo da RTP e o Canta Por Mim da TVI: num dança-se, no outro canta-se. De resto pouco muda, à excepção da melhor qualidade de apresentação na RTP porque, quer Catarina Furtado e as suas risadinhas, quer a Síuvia Auberto e a inexistência do fonema [l] no seu discurso, são mais suportáveis do que o som demoníaco da voz de Júlia Pinheiro.

Para além de todas as igualdades evidentes salienta-se uma muito importante: é que ao mesmo tempo que dão estes dois programas de "entretenimento" (risos incontrolados acompanhados de falta de ar e refluxo do estômago) dá também na 2: o interessante Hora Discovery: Growing Up - Orangutan.

JGP

ENVIADO ESPECIAL EM LISBOA

O Gameirices dá as boas-vindas ao nosso enviado especial em Lisboa, Duarte Coutinho, que se encontra na capital portuguesa por motivos derivados de vária ordem.

Brevemente se ouvirão as sábias palavras deste novo colaborador.

Sem nada mais a acrescentar, sou, com consideração,

Déjà vu?

JGP

8 de outubro de 2006

ENVIADO ESPECIAL EM PRAGA

O Gameirices dá as boas-vindas ao nosso enviado especial em Praga, António Veiga, que se encontra na capital checa por motivos derivados de vária ordem.

Brevemente se ouvirão as sábias palavras deste novo colaborador.

Sem nada mais a acrescentar, sou, com consideração,

JGP

30 de setembro de 2006

REALIZADOR É QUE ERA!... HUM... SE CALHAR NÃO.

Deus escreve direito por linhas tortas.

Então não é que, só depois de ter mudado do curso de gestão da Nova para o de Ciência Política e Relações Internacionais da mesma, descubro que o que me realizaria profissionalmente é afinal ser realizador de cinema, ou pelo menos argumentista.

Woody, Bergman, Steven, Martin, Francis, Manoel ou António-Pedro: se alguém estiver interessado numa bela curta-metragem que escrevi é só mandar um e-mail para: pessoa-que-deveria-ter-nascido-num-país-em-que-qualquer-profissão-ligada-ao-cinema-dê-para-viver-decentemente@telenetsapix.pt

JGP

PS - Já agora, Deus, pá, dá um saltinho à MultiOpticas ou então deixa de comprar cadernos de linhas manhosos do Continente.

28 de setembro de 2006

LEIAM, COMPREM, ALUGUEM, PEÇAM EMPRESTADO, ROUBEM

Corto Maltese em A Balada do Mar Salgado, de Hugo Pratt. Provavelmente um dos melhores livros do século vinte e, sem dúvida, o melhor livro de banda desenhada de sempre.

Se não gostarem, podem sempre acenar com o livro ao Fernando Santos no Estádio da Luz, pois a contra-capa é branca.

JGP

20 de setembro de 2006

TROCAS, DEVOLUÇÕES E REEMBOLSOS

Há uns tempos encomendei um livro pela (pelo?) amazon.com. Dias depois chegou embrulhado em 0,1 mm de papel. Conclusão: estava visivelmente deteriorado, isto é, amolgadela em baixo, em cima e rasgão na lombada. Prontamente reclamei, pedindo a devolução do dinheiro ou reenvio de um novo livro mediante a devolução da minha parte do especimen em mau estado. Acrescentei ainda um pedido: que no reenvio enviassem uma embalagem mais resistente. Em poucas horas recebi um e-mail pedindo as maiores desculpas informando-me de que não só podia ficar com o livro deteriorado como se comprometiam a mandar-me nova cópia. Fica então comprovado que estrangeiro a coisa funciona.

Agora pergunto: será que isto seria possível em Portugal? Hum... Vamos reflectir...

Não me parece. Num site de vendas electrónicas português o e-mail de reclamação seria automaticamente respondido com uma frase do género "A sua mensagem foi recebida com sucesso. Aguarde, por favor, uma resposta. Contacte-nos pelo 808123456789". Tentando o telefonema, teríamos música de espera suficiente para um recital, intercalada com variadas transferências da nossa chamada para os inúmeros departamentos, enquanto antipáticas Sandras e Carlas se sucederiam do outro lado. Isto acontecia com sorte, porque numa situação normal ouviríamos: "PT Comunicações. O número que marcou não se encontra atribuído. Para mais informações ligue: 12118 (sic*)." Já um resultado satisfatório em Portugal, consistiria num pedido de desculpas ao fim de 2 semanas, informando-nos do esgotamento do stock e da impossibilidade de reembolso, aconselhando-nos a recorrer à (ao) amazon.com para comprar um novo exemplar.



* agora o número é mesmo o 12118, em vez do saudoso 118 apenas.

JGP

PS - A propósido. A cópia reenviada pela(o) amazon.com veio embrulhada exactamente no mesmo tipo de papel, chegando às minhas mãos novamente com uma amolgadela em cima e outra em baixo. É de salientar no entando a inexistência de rasgão na lombada. Tudo leva a crer que haja um emigrante português a trabalhar lá. Ou então há um trabalhador com miopia, maneta ou trabalhador em part-time numa fábrica de manteigas e margarinas no posto dos correios dos Olivais.



PPS - Quem me puder esclarecer quanto ao género de "amazon.com" habilita-se a ganhar um "obrigado" e uma cópia que tenho a mais de "Grand Prix Data Book - A complete statistical record of the Formula 1 World Championship since 1950" totalmente grátis.

19 de setembro de 2006

SBRDF

Estou sbrdf. É raro estar sbrdf. É muito raro estar sbrdf, direi. Mas sbrdf estou.

A todos os que neste momento sbrdfs estão, gostava que soubessem que não estão sós neste mundo de sbrdfs pegados.

Isto pode ser causado tanto pela proximidade do início das aulas como também, há quem diga, pelo final das férias.

(suspiro longo)

JGP

P.S. - Ao menos não estou hjkryw, que é aquela sensação pior de melindre com o mundo que consiste em descobrir que amanhã começam as aulas, quando se achava que começavam apenas dentro de um mês. Coisa que me aconteceu no ano passado e da qual ainda não estou 100% recuperado.

AINDA OS COMENTÁRIOS

Gostava aqui de deixar claro que respeito o comentador desportivo Hélder Conduto, mas não vou lá muito à bola com o locutor Hélder Conduto. Com isto quero dizer que apreciava genuinamente a dupla Jorge Perestrelo / Hélder Conduto, em que o segundo se ocupava apenas dos comentários do jogo, e não tinha de se preocupar com a locução.

Quanto à chapada que levei de um anónimo com A grande e outras coisas pequenas (ainda me lateja a maçã-do-rosto direita) e que podem ler nos comentários do último post, gostava de lançar, de sobrolho carregado e voz calma de locutor de rádio da noite, as seguintes questões:

- Quem diz que aqui deste lado não está um profissional da televisão, ou pelo menos um entendido na matéria e antigo colaborador da SportTV?
- E quem se atreve a dizer que não percebo nada de "bola" quando até sou correspondente do Record?

Por acaso até nem sou nem uma coisa nem outra, mas vejo televisão quanto baste e gosto talvez demasiado de futebol para deixar passar impune (pelo menos na minha conscienciazinha) algo que me transtorna e que há dias me faz acordar suado a meio da noite, como os comentários de Hélder Conduto.

Ainda assim, gostava de agradecer o comentário anónimo.

JGP

8 de setembro de 2006

OBRAS-PRIMAS DO COMENTÁRIO DESPORTIVO

Não sei se já repararam no novo comentador de futebol da RTP, o catita Hélder Conduto, que nos enche a casa de alegria, com as suas informações preciosas nos jogos da Selecção em que de 5 em 5 minutos nos informa o local de nascença e local de infância dos nossos bem-amados jogadores.

No Portugal-Finlândia tivemos presentes como estes:

"E Tiago, jogador nascido em Viana do Castelo no bairro da Rosinha Encarnada, enquanto Ricardo Rocha, proveniente de Santo Tirso, onde jogou nos infantis do Tirsense depois de sair das escolas do "Botinhas Azúis", se encontra deitado a receber assistência, vai entrar"

"E o finlandês Teemo Tainio, que em 1998 jogou frente a este homem que lhe rouba a bola, Armando Teixeira, nascido em Estrasburgo, mas que cresceu no bairro do Lavradal em Ponte da Barca, conhecido no mundo do futebol como Petit, num jogo da Taça UEFA na equipa de Jaime Pacheco que viria a ser campeã, onde aliás também jogou Ricardo, Ricardo Pereira, conhecido pelo Mãozinhas na sua terra, Montijo, e por Sabe-Tudo pelos colegas na Selecção, perde a bola."

Perceberam a esquemática da coisa? Não! Então é porque são incultos e não conseguem utilizar a brilhante figura de estilo com que nos brinda o sr. Conduto: a heldercondutanalepse.
Agora digam-se se este não é um Senhor da comunicação (com S grande)! Diria mais, um animal da comunicação. De facto, aquilo que eu, quando vejo futebol, quero saber é a proveniência geográfica do jogador, e se possível onde cresceu e viveu seus momentos felizes de infância. Este senhor Hélder Conduto faz o seu trabalho exemplarmente! Atenção, o dinheiro que a RTP gasta nas viagens deste senhor e do outro (o Luís Baila que durante os jogos informa se a bola passou a 2cm ou 4cm da barra, qual o jogador que vai entrar e quem está deitado no chão lesionado e em que parte da anatomia do corpo humano fez a mossa) é claramente bem empregue. Aliás, tenho gosto em que o dinheiro dos meus impostos seja utilizado em viagens destes senhores pela Europa fora (Dinamarca e Finlândia na última semana) a fazerem obras-primas do comentário desportivo nacional que tanto nos honram por esse Alcabideche (terra de nascença de Hélder Conduto) e Venda Nova (terra de infância de Hélder Conduto) fora. Assim, o nosso querido Hélder, prova-nos que não pertence aos 6,7% de analfabetos do nosso país, e que sabe ler as fichas informativas que são distribuídas aos jornalistas no início dos jogos.

Força Hélder!




Para os amantes de Fórmula 1, há que ouvir também, atentamente, os magníficos comentários da dupla Paulo Solipa e Jorge Alexandre Lopes.

O simpático Paulo, entendido na matéria e amigo íntimo de Tiago Monteiro, gosta de nos informar, após um "compromisso publicitário" (e não intervalo, ou anúncios, ou publicidade - sempre "compromisso publicitário", para que todos saibamos que aquilo que interrompe a corrida não são meros anúncios) que "voltamos de novo (sic) ao contacto". Eles voltam, e ainda por cima, de novo, pá, isto é que é. E o sempre bem-disposto Jorge, apimenta a coisa com os seus apaixonantes discursos intermináveis que começam na trajectória efectuada pelo carro de Alonso e acabam no verniz das unhas da empregada doméstica do engenheiro-chefe da equipa Honda, sem nunca terminar uma ideia

Um exemplo, a frase "Fisichella acaba de ser ultrapassado pelo seu companheiro de equipa Alonso" acaba numa linda ode ao vazio e à ideia de vácuo como esta:

"Jorge Alexander Lopes - Fisichella, que já nos treinos tinha saído ligeiramente de pista na curva onde, há seis anos, Pedro Lamy também saiu nos treinos livres de sexta-feira, treinos esses onde, aliás, também Mikka Hakkinen tivera problemas, mas com a afinação da asa traseira, que lhe valeram um lugar muito atrasado na grelha de partida desse Grande-Prémio, que por sinal, naquele ano fôra alterado na parte da chicane que se segue à curva 34, onde morreram 2 espectadores, num acidente no campeonato do mundo de motociclismo em 1974, dois dias depois da corrida de Fórmula 1 que deu o título a Emerson Fittipaldi, e que... Aaa... Onde é que eu ia?
Paulo Solipa - Bem Jorge, temos de ir para um "compromisso publicitário" para, desde já, regressarmos de novo ao seu contacto."

Já agora, dou uma Bola-de-Berlim com creme, a quem conseguir provar que Paulo Solipa alguma vez na sua vida conseguiu pronunciar Michael Schumacher and David Coulthard, sem ser nas suas imaginativas variantes Mishaél (à francesa) Chumacker-se e David Côltar-se.

Às vezes pergunto-me, porque é que o cidadão Manuel Subtil, em 2001, não levou avante o seu plano de se explodir na casa-de-banho da RTP.

JGP

2 de setembro de 2006

E QUEM SAI É...

"Aqui em directo da Santa Casa, assitimos à extracção do clube que sairá ou entrará na Liga 2006/07. Os representantes do Governo Civil estão atentos. Respeita-se a regra do representante do Governo Civil ostentar bigode. Portanto, está tudo a postos, vamos a isto. As bolas estão a rolar. Gil Vicente? Belenenses? Leixões? E... E... Surpresa das surpresas, é o Futebol Clube do Porto a descer."

"O sonho comanda a vida"
António Gedeão in Pedra Filosofal

"Porto é fezes"
Eu in Publicação por publicar

JGP

1 de setembro de 2006

REENCONTRO DE AMIGOS

Homessa (1)! Tu queres ver que esta cena (2) está outra vez a germinar (3)?!

JGP


(1. Homessa - interj. o.m.q Essa agora! Ora essa! [Do Português homem+essa]
2. Cena - f. Parte do teatro em que os actores representam os seus papéis. Palco. Decoração teatral, durante a qual as vistas do palco são as mesmas e os mesmos actores que representam. Fig. Lugar onde se realiza algum facto. Acontecimento dramático ou susceptível de representação teatral. Acto mais ou menos censurável. Perspectiva; coisa ou coisas que se abrangem com a vista; panorama. Arte dramática. [Do Latim scena]
3. Germinar - v. i. Começar a desenvoler-se (falando-se de semente, blobos, etc.). Deitar rebentos, grelar. Fig. Ter princípio. Desenvolver-se. V. t. P. us. Produzir; dar causa a [Do Latim germinare]
4. Gibão - m. Vestidura antiga, que cobria os homens desde o pescoço à cintura. Colete. Espécie de casaco curto que se veste sobre a camisa. Bras. Veste de coiro usada pelos vaqueiros. Biol. Espécie animal da família dos primatas [Origem desconhecida])