19 de outubro de 2006

APRESENTAÇÃO

João Gameiro Pais

Olá. O meu nome é João Gameiro Pais e vocês conhecem-me de trabalhos como o Documentário em Vídeo sobre a Turma III do 12º ano para a disciplina de Introdução às Técnicas Informáticas e o Documentário de Aniversário de Mariana Lança. Estudo Ciência Política e Relações Internacionais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, mas gostava de ser alpinista e domador de leões. Tenho cabelo escuro, tez clara e habitualmente uso roupa. Sou português, lisboeta, alvaladense de nascença, mas olivalense de infância. Gosto de bifes de peru panados e comida que faz mal ao corpore e bem à mens. Não gosto de vegetais em geral, à excepção de esparregado e das ervilhas do arroz chau-chau. Sou anti-neo-nazis, anti-Porto, anti-Fernando Santos e pró-eu. Sou também o criador do blogue que se encontram a ler. Tenho uma amizade de 13 anos com AV e de 9 com DGC, assim como um ódio visceral de 4 anos a MAS, cuja principal faísca é suscitada pela questão: "Piassaba ou piassá?". Tenho transtorno obsessivo-compulsivo, queda de cabelo, mas barba rija. Sei dizer todos os países do mundo em menos de 2 minutos, assim como as suas capitais em 5 minutos. Ainda não cronometrei dizer países e capitais ao mesmo tempo. No fundo sou muito boa pessoa, mas o que transparece é uma pessoa suficiente menos.

Do Beato, das Avenidas Novas e de Pilsen colaboram os seguintes criminosos em potência:

Mariana de Almeida e Silva

Desde tempos imemoriais (13 de Outubro de 2006), a Sr. Silva, pessoa com P grande e E, dois S's, um O e um A pequenos, ocupa um lugar de destaque neste blog, sendo o colaborador do sexo feminino que mais contribui para o desenvolvimento do Gameirices. A razão apontada por alguns analistas é a inexistência no blog de qualquer outro membro do sexo feminino. De temperamento calmo, índole ponderada e ternura evidente no primeiro contacto, esta colaboradora é a amistosidade em pessoa. Do bairro oriental do Beato, envia-nos o relatório da sua nada atribulada vida, pautada entre um quase rotineiro dia-a-dia e uma estável existência caseirinha de "manta e chá". Para mal dos nossos pecados, orienta-se politicamente à direita de tudo o que mais à direita foi e será inventado, referindo-se, por exemplo, a militantes do CDS na forma: "esses bolcheviques leninistas!" e a Adolf e Benito como "o grande comuna e o Cunhal italiano". É contra o aborto e eutanásia, a favor da pena de morte, monárquica absolutista, e, em geral, anti-toda-a-ideologia-política-formada-após-a-Revolução-Francesa-de-1789. L'état, c'est elle. Fala fluentemente francês, inglês e hebreu porque "há que conhecer os nossos inimigos por dentro", como sempre diz. Apesar de relações de amizade atribuladas com AV, DGC e JGP, consegue mantê-las seguradas por um fio de lã no meio de um temporal de chuva ácida no "Dia Mundial da Tesoura".

António Veiga

Colaborador desde o tempo em que os animais falavam, como quem diz 8 de Outubro de 2006, este emigrante português de 27ª vaga assume-se como o representade da diáspora no blog, assim como membro da resistência à recente invasão de europeus de Leste, onde, sito na República Checa, combate o invasor por dentro. Célula adormecida nos confins nevados dos sudetas checos, diz de sua justiça a partir de Pilsen, Plzeň para os amigos. Amigo de infância de JGP, de pré-adolescência de DGC e amante de pós-adolescência de MAS, ocupa aquela parte do blog confinada aos assuntos que não necessitam de palavras para serem referidos, como prova a inexistência de qualquer post publicado por este exemplar colaborador. Ideologicamente ao centro, tanto gosta de Durão, como Sócrates, Aristóteles ou Platão. É fã dos filmes animados da Disney e um autêntico devorador de filmes de temática marveliana. Amante convicto da música de Marco Paulo, é, no fundo, um entusiasta do que na música nacional é do bom e do melhor. Uma mistura entre Fangio, Fittipaldi, Villeneuve, Senna, Schumacher e Michel Vaillant, pilota o seu Nissan Micra de fábrica, não modificado, e em segunda mão, no qual só é batito em cuidados de limpeza por DGC, e num claro contraste com a devastação pós-armagedão do Daewoo Matiz de JGP (a respeito de carros não podemos referir MAS, pois encontra-se a tirar a carta de condução desde a queda do muro de Berlim, podendo apenas dizer que o seu futuro carro valerá o décuplo da soma dos valores das viaturas de AV e JGP). No fundo um amante da velocidade, António Veiga não se contenta com a velocidade motorizada, optando também pela variante ski, no Principado de Andorra, e pela variante scu, em dias de chuva traiçoeiros.

Duarte Gouveia Coutinho

Colaborador desde a longínqua data de 12 de Outubro de 2006, Duarte M. N. da S. de la G. Gouveia Coutinho apresenta-se como um dos baluartes da integridade e rectidão deste blog. Monárquico convicto, de facção duartepiista, ribatejano por tradição, cavaleiro e amante de equinos, Coutinho representa o botão de STOP da obcessivo-compulsividade de JGP, o baixar de volume de MAS, e o botão de EJECT de AV. Os valores conservadores estão presentes no seu discurso, notando-se no entanto um entusiasmo relativamente à modernidade e um certo desprezo (polvilhado de alguma admiração, talvez) pelo típico português, do bigode e passeio dominical ao "chópe". Benfiquista até à raiz dos cabelos, ocupa um lugar de destaque na primeira linha de contestatários a Fernando Santos (ou qualquer treinador encarnado que na altura esteja à frente dos destinos da gloriosa águia). Sempre pronto a pagar a conta do jantar, usualmente quando este se realiza entre as 6h e as 18h. Joga assiduamente no Euromilhões, tendo tido até hoje pouca sorte. Excepção feita ao dia em que, sem saber de onde, lhe surgiu uma carrinha Renault Mégane à frente, veículo que conserva até este momento em que escrevo as biografias destes 3 ilustres homo sapiens quase sapiens, a 3 de Novembro de 2006, quase às 2h da matina.

JGP

A FALTA DE EXPERIÊNCIA MATOU O RATO

Não, não estão a ver a dobrar (até porque uma imperial não faz mal a ninguém). Devido à minha falta de experiência "publiquei" um "artigo" duas vezes, mesmo sem o ter terminado no 1º post (espero estar a usar os termos correctos). Alguem que resolva o problema por mim sff.

MAS

O QUE UM DIA NA ULHT FAZ A UMA RAPARIGA SAUDÁVEL E FELIZ COMO EU NUNCA FUI

Venho por este meio iniciar a carreira de romancista de Blogs (enquanto espero pelo Duarte & João). Não tendo nada de marcante ou minimamente interessante para partilhar com o resto do mundo, muito menos em 8 min., deixo apenas uma frase para reflectirem: "a "noite" está a alastrar-se, deixando-nos com pouca margem de manobra para o estudo e outras actividades diurnas com semelhante falta de importância e interesse".

End of part I.

MAS

18 de outubro de 2006

URGE UM POST GRANDE

Não é que urja muito, mas como tenho OCD (Obsessive-compulsive disorder, em língua de Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães: transtorno obsessivo-compulsivo) e, para além disso, possuo também uma paixão secreta por verbos estranhos ao ouvido, decidi fazer um post dedicado à conjugação do verbo urgir. Aqui vai.


Infinitivo
Urgir
Gerúndio
Urgindo
Particípio passado
Urgido
Presente
Eu urjo
Tu orges
Ele orge
Nós urgimos
Vós urgis
Eles orgem
Pretérito perfeito
Eu urgi
Tu urgiste
Ele urgiu
Nós urgimos
Vós urgistes
Eles urgiram
Pretérito imperfeito
Eu urgia
Tu urgias
Ele urgia
Nós urgíamos
Vós urgíeis
Eles urgiam
Pretérito mais-que-perfeito
Eu urgira
Tu urgiras
Ele urgira
Nós urgíramos
Vós urgíreis
Eles urgiram
Futuro
Eu urgirei
Tu urgirás
Ele urgirá
Nós urgiremos
Vós urgireis
Eles urgirão
Condicional
Eu urgiria
Tu urgirias
Ele urgiria
Nós urgiríamos
Vós urgiríeis
Eles urgiriam
Presente do subjuntivo
Eu urja
Tu urjas
Ele urja
Nós urjamos
Vós urjais
Eles urjam
Imperfeito do subjuntivo
Eu urgisse
Tu urgisses
Ele urgisse
Nós urgíssemos
Vós urgísseis
Eles urgissem
Futuro do subjuntivo
Eu urgir
Tu urgires
Ele urgir
Nós urgirmos
Vós urgirdes
Eles urgirem
Imperativo afirmativo
Orge tu
Urja ele
Urjamos nós
Urji vós
Urjam eles
Imperativo negativo
Não urjas tu
Não urja ele
Não urjamos nós
Não urjais vós
Não urjam eles
Infinito pessoal
Urgir eu
Urgires tu
Urgir ele
Urgirmos nós
Urgirdes vós
Urgirem eles
Fiquei particularmente intrigado com o tu orges, ele orge e eles orgem. Já agora, tenho um ósculo em lábios para oferecer a quem consiga provar que conjugou em conversação normal o verbo urgir no futuro do subjuntico, na 2ª pessoa do plural. Qualquer gravação em formato áudio com qualquer coisa como "Quando vós urgirdes de algo, então chamai aqui por mim" servirá de prova.
JGP

16 de outubro de 2006

ALÔ! CÂMBIO.

Lisboa chama Plzeň. Lisboa chama Plzeň. OVER.

JGP

14 de outubro de 2006

O HOMEM NOS DIAS DE HOJE (E DE SEMPRE)

Em resposta ao post de DGC.

O homem nos dias de hoje (e de sempre) subdivide-se em dois tipos. O primeiro é o "homem perdido" que aprecia tanto "mulheres perdidas" como mulheres modernas. O segundo não é um homem, é um rato.

JGP

13 de outubro de 2006

ENVIADA ESPECIAL NO BEATO

O Gameirices dá as boas-vindas à nossa enviada especial no Beato, Mariana de Almeida e Silva, que se encontra neste bairro oriental da capital portuguesa por motivos derivados de vária ordem.

Brevemente se ouvirão as sábias palavras desta nova colaboradora.

Sem nada mais a acrescentar, sou, com consideração,

JGP


PS - É de saudar a entrada do único membro feminino do blog, e que, por sinal, também é o único membro que possui uma preposição e uma conjunção no seu nome: "de" e "e".

A MULHER NOS DIAS DE HOJE

Este é um texto expositivo-argumentativo meu do 12º ano:

"Símbolo da fertilidade, a mulher é, desde há muito, sinónimo de pessoa de condição social inferior. Actualmente, na minha opinião, essa visão já não se adequa às mulheres dos tempos de hoje. Penso não existirem diferenciações dos direitos femininos, de uma forma geral, em relação aos homens. Apesar de haver umas tantas inconformadas, hoje em dia, qualquer mulher, no nosso país, pode votar, ou ascender a altos cargos empresariais, o que demonstra uma substancial melhoria. Contudo, convém fazer uma distinção das mulheres, pois nem todas se metem no mesmo saco. Optei por fragmentar as mulheres em duas matrizes fundamentais: a mulher perdida, no bom sentido da palavra; e a verdadeira mulher moderna. Entre estes dois tipos femininos, existem acentuadas diferenças.
A mulher perdida é personificada, infelizmente, pela maioria das mulheres portuguesas. Este tipo caracteriza-se por ser estático, resignado e inculto. Não tirou partido, talvez por impossibilidade, ou por falta de vontade (característica comum na mente das gentes lusitanas), das alterações dos limites das mulheres. Lê, quase exclusivemente, a "Maria" e outros meios de leitura do mesmo género e, quanndo, eventualmente, se acerca de alguma fonte mais intelectual, como um jornal diário, apenas abre a página do horóscopo. Não tem consciência crítica, nem capacidade mental suficientemente desenvolvida para se aperceber das alterações políticas e económicas do país. Abraça, com aparente convicção, os ideais de qualquer campanha política que lhe bata à porta, desde que o representante dessa campanha lhe dê a merecida "beijoca", ou, quem sabe, uma canea ou um boné para proteger a cabecinha da sua mais nova que, coitadinha, vai entrar agora para a escola. Tem como única preocupação o bem-estar e a saúde de si própria e dos que lhe estão mais próximos. E, paradoxalmente, orgulha-se dos seus males e diagnósticos clínicos mais negativos, possivelmente para chamar a atenção que sempre ambicionaram ter.
Do ponto de vista estético esta mulher é, de maneira geral, pouco feminina, apresentando certos traços algo masculinizados, como patilhas e bigodaças deploráveis. O seu meio de transporte predilecto é o autocarro, para infelicidade dos restantes ocupantes que têm de suportar o cheiro a lixívia, que estas pobres criaturas emanam.
Por oposição à mulher perdida, encontramos a verdadeira mulher moderna, que constitui uma restrita percentagem das mulheres em Portugal. A mulher moderna está perfeitamente integrada na sociedade activa e dinâmica e apresenta-se em pé de igualdade para competir com os homens. Este tipo de mulher soube evoluir, tirar partido da sua nova condição para alcançar cargos com certo prestígio profissional. No entanto, salvo raras excepções, continua a ser pouco interventiva na vida política nacional, talvez por este espaço estar, em parte, um pouco vedado pelos homens, que pensam que as mulheres não têm capacidades suficientes para exercerem cargos políticos.
Fisicamente, esta mulher é bastante mais atraente. Cuida da sua imagem, sabe intervir e sabe estar. Para bem da sociedade e dos homens, o género moderno tem vindo a progredir e a aumentar o seu número.
Apresentadas, de forma geral, as mulheres actuais da velhinha nação portuguesa, cabe optar por um dos dois tipos caracterizados e penso não haver dúvida de que a mulher moderna é, de facto, a que devemos privilegiar e apostar, tanto a nível profissional, como amoroso. Quanto às outras, não nos resta fazer mais nada, a não ser instruí-las o mais possível e a à sua descendência para que, dentro de algumas gerações, as possamos considerar, finalmente, extintas!

Duarte Gouveia Coutinho
Dezembro de 2005 "

DGC

12 de outubro de 2006

DANÇA COMIGO VS. CANTA POR MIM

Permitam-me que aponte a única diferença entre o Dança Comigo da RTP e o Canta Por Mim da TVI: num dança-se, no outro canta-se. De resto pouco muda, à excepção da melhor qualidade de apresentação na RTP porque, quer Catarina Furtado e as suas risadinhas, quer a Síuvia Auberto e a inexistência do fonema [l] no seu discurso, são mais suportáveis do que o som demoníaco da voz de Júlia Pinheiro.

Para além de todas as igualdades evidentes salienta-se uma muito importante: é que ao mesmo tempo que dão estes dois programas de "entretenimento" (risos incontrolados acompanhados de falta de ar e refluxo do estômago) dá também na 2: o interessante Hora Discovery: Growing Up - Orangutan.

JGP

ENVIADO ESPECIAL EM LISBOA

O Gameirices dá as boas-vindas ao nosso enviado especial em Lisboa, Duarte Coutinho, que se encontra na capital portuguesa por motivos derivados de vária ordem.

Brevemente se ouvirão as sábias palavras deste novo colaborador.

Sem nada mais a acrescentar, sou, com consideração,

Déjà vu?

JGP

8 de outubro de 2006

ENVIADO ESPECIAL EM PRAGA

O Gameirices dá as boas-vindas ao nosso enviado especial em Praga, António Veiga, que se encontra na capital checa por motivos derivados de vária ordem.

Brevemente se ouvirão as sábias palavras deste novo colaborador.

Sem nada mais a acrescentar, sou, com consideração,

JGP