26 de março de 2007

SALGANHADA NO CDS

Se o CDS/PP se divide em dois, em vez de um "partido do táxi", teremos dois "partidos da motocicleta com atrelado".

GRANDES TUGAS

Salazar fez a dobradinha. Depois de vencer o concurso O Pior Português de Sempre da SIC Notícias, ganhou outro concurso semelhante com 41% dos votos.

Cheira-me que deve andar por aí muito militante e apoiante do PNR com os saldos dos telemóveis negativos. Bem sei que só havia um voto por telefone, mas muita mensagem foi, de certeza, enviada a amigos e familiares a pedir para ligar para um certo número. Ou então mensagens enviadas para números aleatórios com frases como "Ligue para o 760 10 2003 e habilite-se a ganhar um carrinho de compras grátis no Pingo Doce. Se ouvir coisas como «Acabou de votar em António de Oliveira Salazar» é porque está com interferências na linha. Veja lá isso."

Uma das poucas coisas boas proporcionadas por este concurswo foi a possibilidade de ver Odete Santos a espumar pela boca. Se bem que a assobiadela de toda a plateia quando foi revelado o vencedor também me tenha aquecido o coração.

Entretanto fui espreitar o resultado da Eurosondagem, feito com critérios de eleição, e devidamente estratificada, e vejo com agrado que o ditador pseudo-fascista Salazar e o ditador comunista falhado Cunhal ficaram em 7º e 8º, e com 6,6% e 6,3% respectivamente. Portanto, o maior português de sempre acaba por ser D. Afonso Henriques, esse danado, que obtem 21% dos votos. O Camões em segundo (15,2%), o Infante em terceiro (11,2%), João II em quarto (10,5%), seguido de Pessoa (8,8%) e Pombal (7,6%).

Isto da malta andar a escolher o melhor de todos é muito engraçado. É engraçado, porque dos muitos milhares de milhões de indivíduos paridos nesta nossa pátria desde 1143, eu consegui ficar nos primeiros 2000. É claro que foram €0,60 deitados fora, até porque nem à frente do Hélio Pestana fiquei, mas que tem um saborzinho especial estar na mesma lista que o Infante D. Henrique, o D. João II ou Jorge Nuno Pinto da Costa, lá isso tem.

Por falar nisso, quem é que no seu perfeito juízo pensará que o Pinto da Costa é o maior português de todos os tempos? Estou a imaginar a conversa num humilde lar da foz do Douro.

"Cajó - Epá... Deixa cá ver... O melhor português de sempre deve ser o Dr. Jorge Nuno Pinto da Costa.
Alcina - Vê lá bem, Cajó. Não achas que a descoberta do caminho marítimo para a Índia, lá pelo outro, o coiso...
Cajó - O Saramago...
Alcina - Isso... Não achas que não é capaz de ser mai' relevante que ganhar duas ligas dos campeões e ser umas tantas vezes campeão nacional de futebol?
Cajó - Deixa cá ver... Hum... Não. O Jorge Nuno é que é. O que é que o gajo do caminho para a Índia trouxe de bom? Nem sequer há bons jogadores indianos! Lá é só críquete...
Alcina - Se calhar és capaz de ter razão. Vou mudar o meu voto.
Cajó - Isso. Muda. Caminho marítimo para a Índia... Onde é que já se viu. Se ainda fosse para o Brasil ainda tinha valor, que o preço do avião está caro e o árbitro aprecia sempre mais um cruzeiro."

(Isto é puramente fictício. Se há algum casal chamado Cajó e Alcina no bairro da Foz no Porto, é pura coincidência. E se tiverem uma funerária, também é coincidência. Mas estou tranquilo. Até porque não devem existir muitos apoiantes do Futebol Clube do Porto, com funerárias e que saibam que o desporto nacional na Índia é o críquete.)

Também tenho outra teoria para a vitória do Salazar, para além da votação em massa por parte dos fascistóides do PNR. Esta outra teoria prende-se com a necessidade do português ganhar. "Ah, o Salazar está à frente? Então vou votar nele para também eu ganhar!" Por isso é que, se repararem, nas eleições fazem-se sondagens, e depois ganha sempre quem estava à frente na sondagem. O português quer votar naquele que lhe parece que vá ganhar. A eleição democrática, para o português, não passa de um concurso tipo Preço Certo em que a sua função é tentar acertar no vencedor, e quando este põe o boletim de voto na urna não vai a pensar "Epá! Deus queira que ganhe o Sócrates porque ele para mim representa a melhor alternativa para mudar o rumo do país e endireitar a bandalheira que para aqui vai."Ao contrário disso, o tuga diz "Epá! Deus queira que ganhe este em quem eu votei mas que já nem me lembro do nome, porque diz que vai à frente nas sondagens e assim acabo por votar no que ganha, e ser assim mais-ou-menos uma espécie de vencedor também, acabando também por ficar bem visto entre os meus amigos do Grupo Recreativo e Cultural de A-dos-Cunhados."

É também com pesar que verifico que a música está reprensentada por seis personalidades nos 100 mais votados, mas que nenhuma delas representa o estilo musical popular, usualmente conhecido por Pimba. Aonde é que o Padre António Vieira é superior a Quim Barreiros? O Padre foi umas 5 ou 6 vezes ao Brasil, enquanto Barreiros não só foi ao Brasil como também se deslocou a muito mais outros países com comunidades portuguesas. Porquê a ausência de Ágata? Certamente a Mariza e a Amália abafaram esta magnífica intérprete com as suas cançõezecas melancólicas e de tristeza falsa. Queriam uma tristeza forte e verdadeira, votavam na Ágata e seus dramas relativos à custódia de filhos, à traição conjugal e ao abandono de criancinhas, coitadinhas.


PS - Quem é Hélio Pestana?

25 de março de 2007

VOLTANDO À ÁGATA



Epá! O que eu sonhei com arranjar isto. Depois da letra, aqui têm o estonteante vídeo, com um toquezinho tão home made.

Tudo é perfeito. O guarda-roupa, o bigode e as camisas do facínora do marido, a lágrima, as almofadas, o contraste cor/preto-e-branco, a pedra do chão da casa e a outra junto à piscina, a moldura da fotografia, a alça descaída do baby doll de Ágata, o jaquetão estilo Boavista...

O MELHOR VÍDEO COM ACORDEÕES E MAPAS DE PORTUGAL A FAZER DE FUNDO



O Brasil tem Iran Costa e os seus video clips feitos em cima do joelho. Portugal responde com Rui Alves e o seu acordeão cor-de-vinho. Apreciem o magnífico trabalho de realização, e digam lá se não parece que o Rui Alves pediu a um sobrinho que trabalha com torradeiras e que por isso "há-de ter jeito para coisas de tecnologia" para lhe amanhar uma coisa para aparecer no Made In Portugal.

20 de março de 2007

"ÁGUA DE CÔCO"

No exercício de grande fã do sr. Joaquim Barreiros, venho por este meio procurar uma explicação para o seguinte Duplo Plágio. Passo a explicar: desde cedo que uma lírica deste, até agora tido como, grande mestre da cultura musial portuguesa me invade em inúmeras situações (conduzir, estudar, comer,etc).

“Água de côco” é o seu título, fácil é de perceber que fala de uma princesa que se abeira de um principe em apuros cujo corcel estava cansado (Joaquim explora horizontes nunca tocados, bota abaixo todos os machistas que vêm as mulheres como o sexo fraco)e este como recompesa da sua companhia feminina, inocente e delicada oferece uma bebida refrescante (a dita água de côco), nisto é que o principe se desilude com a falta de maneiras que a donzela tem ao verter a bebida na doce boca. Resultado: “P’ra me deixar num sufoco”, Asma & “Ai a minha cabecinha”, Enxaqueca.

Leandro & Leonardo e André & Adriano são duas duplas que sofrem de asma, constantes enxaquecas e macaquismo de imitação (a mais grave, para a qual ainda não foi descoberta cura), ora observem:

“Era sol do meio-dia, tava um calor arretado
Quando ela foi chegando, se assentando do meu lado
Nunca vi coisa mais linda, que mulher, que avião
Tomando água de coco, era uma tentação
Virava o coco na boca, dava uma lambidinha
Derramava água na roupa e ficava molhadinha
Naquele jeito gostoso, atiçava o meu desejo
Deu vontade de beber água de coco no seu beijo
Ela segurava o coco e alisava o canudinho
Pra me deixar no sufoco, dava um tapinha
No coco, só pra me deixar doidinho
Ela balançava o coco e também meu coração
Eu ali naquela sede parecendo coco verde
Que ela passava na mão” (André & Adriano)

“Era um sol do meio- dia
Tava um calor arretado, quando ela foi chegando
Já sentando do meu lado, nunca vi coisa mais linda
Que mulher, que avião
Tomando água de côco era uma tentação
Virava o côco na boca
Dava uma lambidinha, derramava água na roupa
E ficava molhadinha, naquele jeito gostoso
Atiçava o meu desejo
Deu vontade de beber água de côco do seu beijo
Ela segurava o côco, e alisava o canudinho
Pra me deixar no sufoco, dava um tapinha no côco
Só pra me deixar doidinho.
Ela balançava o côco, e também meu coração
E eu ali naquela sede, parecendo o côco verde
Que ela passava a mão.
E eu ali naquela sede
Parecendo o côco verde
Que ela passava a mão (2x)” (Leandro & Leonardo)

Aguardo uma explicação.

7 de março de 2007

BOMBÁSTICO


Lili Caneças e Quim Barreiros assumiram finalmente a sua relação. É a prova de que, nem a super-tia resiste à masculinidade do mais português de Portugal. Parabéns Quim!

5 de março de 2007

ARTES

Se o Cinema é a 7.ª arte, em que posição estão as artes do origami e das sombras chinesas? 62.ª, 63.ª?

1 de março de 2007

DUO DINIS E FERNANDO, AVENTURA NOS COPOS



Este senhor era, por incrível que pareça, contínuo na minha escola. Não era bem contínuo, o ilustre Sr. Dinis fazia de tudo, desde arranjos nos portões, como também lixava mesas e fazia trabalhos manuais afins. No entanto, desde que o conheci, tinha como principal habilitação académica uma especialização em arranjos de portas de cacifos. Era um senhor de temperamento exaltado, se bem me lembro. Se é que se pode chamar a um arremeço de um serrote a um aluno "temperamento exaltado". Por trás, se repararem, o pançudo de bigode era o contínuo do ginásio... O Sr. Fernando. Um gajo impecável e com mau hálito.

Agora um aviso para a senhora esposa do Sr. Dinis, aquilo não é o seu marido. Era um holograma que parece que há muito agora na Baixa. Ou então era mesmo ele a "andar nos copos".

Que saudades, pá!


PS - Para quando um Sr. Manel Casaca, um Sr. Luís ou um Sr. Adão?

PPS - Um forte bem-haja a Pedro Laranjeira, e um muito obrigado por ter encontrado esta pérola.