21 de novembro de 2007

TOP 5 DO MEU RÁDIO INTERNO


Hoje vou divulgar aquelas que são as minhas músicas de eleição.

E quando digo "de eleição" não quero dizer que fui eu que as elegi. Simplesmente o meu DJ interno, que mora mais ou menos aqui entre o ouvido esquerdo e o direito, tem uma espécie de tara por estas sonoridades tão díspares.

Então vamos à escolha do meu João Chaves cerebral:

(sem qualquer ordem específica)

USA for Africa - We Are the World
Esta música, solidária e rica em vozes conhecidas como Michael Jackson e Lionel Richie (os dois compositores), entre muitos outros, ecoa eternamente na minha cabeça. Não é preciso estar a tomar banho ou a passear os cães, basta-me apenas exisitir para isto estar na hitlist dos meus cantares diários. We are the world! We are the children! We are the ones who make a better day, so let's start giving! Não sai da cabeça, é absolutamente indiscritível. É que faço as vozes e tudo. E o côro. É algo que considero já do ramo da psicologia. Talvez tenha tendência para vir a fazer qualquer coisa do fôro humanitário, quem sabe.

Abelha Maia
Nunca vi a série. Não sei nem um quarto da música. Pouco sei da letra. O que é facto é que hora sim, hora não, encontro-me a cantar a Abelha Maia para dentro. Não é a versão ordinária. É a normal. Começo sempre com "Lá num país cheio de cor. Vivia um dia uma abelha. Bem conhecida pela amizade. Pela alegria e pela bondade." Vá agora todos: "Todos lhe chamam a pequena abelha Maia! Maia, Maia, Maia, Maia..." (não gozem... É mesmo assim que eu canto esta parte, porque não sei o resto da letra). Mas a musicata de Tó Zé Brito lá continua a tocar, tocar, tocar... Sem letra. Só mesmo instrumental.

Ben E. King - Stand by Me
Esta é daquelas que faço tudo na música. O batida lá atrás (o tun-tun-tururun-tun-tururun-tun-tun-tun-tun, etc) ocupa a parte não cantada. E assobio. Para além disso tem outra característica imprescindível das músicas que ficam gravadas no ouvido: não tem fim. Não tem mesmo, a sério. Experimentem começar a cantar o Stand by Me que logo vêem. Aquilo chega a um ponto em que a malta acaba por voltar a fazer o tun-run-run e dizer "When the night, has come! And the land is gone!" e recomeça tudo. Sacana do Ben.

Janeiras
Música tradicional portuguesa. Se algum dia tiver uma banda de punk-rock farei uma versão desta maravilhosa canção. Infelizmente acho que só sei a primeira quadra. Vamos cantar as Janeiras, vamos cantar as janeiras, por esses quintais adentro vamos, às raparigas solteiras. E depois vem aquela parte fabulosa do "pampararapiri, pampararapiri, pam, pam, pam, pam!" O que se nota à primeira vista, é que o autor desta melodia tinha uma visão claramente errada a respeito de engatar raparigas solteiras. Eu pelo menos nunca consegui nada com coisas como pampararapiri. Voltando à canção, de notar também que o facto de só saber a primeira quadra faz com que isto mal se ligue na minha cabeça fique em repeat durante largas horas enquanto tenho uma overdose de pampararapiris.

Quim Barreiros - Água de Côco
Provavelmente a mais ordinária e repugnante música de Quim Barreiros. Sim, não me venham com a Garagem da Vizinha e o Mestre de Culinária. Água de Côco atinge os píncaros da ordinarice, para além de conseguir ter a introdução de acordeão mais viciante de toda a história da Humanidade (e que se repete durante toda a música). Envolve côcos e palhinhas, e é tudo o que posso dizer. Vão ouvir a música. Mas com cuidado. Chega mesmo a ser perturbadora. Conheço pessoas que perderam tardes de estudo devido à permanência desta maravilha no seu ouvido interno. E, por estranho que pareça, dá-me para cantar este hino quando estou acompanhado de alguém com quem faço cerimónia. Quando me casar, tudo à minha volta há-de estar a ouvir a marcha nupcial, e eu, absorto nos meus pensamentos, vou estar a trautear entre dentes frases como "Ela segurava o côco! E alisava a palhinha! Para me deixar num sufoco, dava um toque no côco, ai a minha cabecinha!".

E pronto. Aqui estão 5 das músicas que mais me atormentam. Qualquer dia lembro-me de mais.

PS - Haverá coisa mais enervante do que sites que abrem músicas automaticamente quando entramos neles. E quando o som é em MIDI, com umas organetas a imitar flauta de pan? É de arrancar cabelos à mão, e pescoços à machadada. Experimentem entrar neste aqui, de onde saquei a imagem dos velhotes a tocar as Janeiras para ouvirem como se consegue estragar uma música como o Every Breath You Take.

2 comentários:

AV disse...

"A félicidade é como música no ar"...este é o início de uma música, que nem sei de quem é, mas também não me sai da cabeça, bolas!!

DGC disse...

"Depois de ti mais nada! Nem sol nem madrugada!!"