9 de fevereiro de 2008

QUEM QUER SER?

Para além de realizador de cinema, se há coisa que eu gostava de ser era milionário.

Não jogo no Euromilhões, por acaso. A probabilidade é pequena e acaba por ser um bocado angustiante. Além disso, ganhar o Euromilhões deixa aquele amargo de boca de não ter feito nada para o merecer. Tanto posso ser eu a ganhar, como o meu vizinho do lado, ou um idiota de extrema-direita, ou alguém que seja já milionário. O Euromilhões é democrático. E se há coisa onde eu não gosto de democracia é no Euromilhões. O grupo de potenciais sorteados podia ser mais restrito... Por exemplo: residentes nos Olivais, nascidos em 1987 e que estudam Ciência Política e Relações Internacionais.

Podia estar a dizer isto muito a sério, mas não estou. Óbvio. Ganhar o Euromilhões era coisa para me deixar bastante feliz. Se bem que a máxima diz que O dinheiro não traz felicidade. Mas admito, que não me importava nada de ser infeliz em Paris.

Tudo isto para informá-los que tenho andando em campanha intensiva para concorrer ao Quem Quer Ser Milionário?. Aquilo é difícil de entrar, pá! Parece uma organização secreta. Arrisco-me a afirmar que a Maçonaria não é nada comparada com este concurso da RTP apresentado por Jorge Gabriel. Farto-me de mandar mensagens com nome, idade e profissão lá para o número e até agora nunca ninguém me contactou. E aquilo ainda custa €1, caramba...

O meu medo é que no dia em que de facto consiga, a primeira pergunta (aquela básica em que toda a gente acerta) seja para completar um provérbio. É matéria na qual não estou bem informado. É que se ainda saíssem coisas como o "mais vale um pássaro na mão do que dois a voar" ou "não deixes para amanhã o que podes fazer hoje" ainda passava à pergunta seguinte.

Agora com coisas como "A uns morrem as vacas, a outros parem os bois" ou "Só de bagos fez uma velha cem pipas" não tenho qualquer hipótese. É que nem o sentido do provérbio eu entendo. Em comparação com bestsellers como o "Se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé", estes não passam de revistas TV Guia de 1995.

Há de certeza autores que fizeram fortuna com provérbios bons, de qualidade, com classe. E há também muitos na penúria que não conseguiram arranjar melhor do que um "Quem com porcos se mistura, farelos come".

Bem, vamos lá esperar que não me calhem provérbios. De resto pode vir tudo. De preferência países e capitais, que tenho muito que aprender nessa área. Porque quem muito erra, aprende e ganha a guerra. Sim, acabei de inventar.

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