1 de dezembro de 2008

ENVIADA ESPECIAL EM SÍTIOS

O Gameirices dá as boas-vindas à nossa enviada especial num sítio qualquer, Vera Neves da Silva, que se encontra nesse sítio por motivos derivados de vária ordem.

Brevemente se ouvirão as sábias palavras desta nova colaboradora.

Sem nada mais a acrescentar, sou, com consideração,

JGP

ENVIADO ESPECIAL EM BARCELONA

O Gameirices dá as boas-vindas ao nosso enviado especial em Barcelona, Ricardo Petersen, que se encontra na capital catalã por motivos derivados de vária ordem.

Brevemente se ouvirão as sábias palavras1 deste novo colaborador.

Sem nada mais a acrescentar, sou, com consideração,

JGP

1 - Sábias palavras é um exagero, já que o contrato com RP apenas cobre reportagem fotográfica de Barcelona, e de suas futuras paragens.

ENTRADA EM ACÇÃO

Após um grande período de ausência, cá estou eu a contribuir para este blogue. A experiência é pouca ou nenhuma mas com calma isto vai lá.

Agradeço a paciência e compreensão de todos os intervenientes, mas daqui para a frente é sempre a andar.

DEU-ME PARA ISTO

ORIGINALIDADE

"Ser ou não ser, eis a questão"
Frase batida, sem condição,
Perdida no tempo, oca e vazia
Lugares-comuns provocam azia!
Mas quem nunca usou, levante uma mão.
Clichê, frase feita, um mau chavão,
Coisa que é fácil, não tem razão.

Pois, rimar em "ão" não é salutar,
Mas fi-lo com gosto, não há azar.
Tudo vale a pena, e não sei o quê,
Outra frase feita, não sei bem porquê.
Conquanto não passe a rimar em "ar"...
Ó bolas! já está. Voltei a errar.
Será que a seguir vêm coisas com "mar"?

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São coisas secas, de essência banal?
Frases usadas, arrastadas p'lo chão.
Tu queres ver agora? Voltamos ao "ão"?
Que rimar é fácil, escrever é que não!
E pensar é fogo que arde (e mal),
É uma chama pequena, rara, anormal.

Há muita parra e uva canina.
No universo do verso, que é uma chacina!
Quem julga poder sair da vindima
Da rima e do verso do outro e de alguém
Vai sair-se com muito, mas ficar aquém
Daquilo que é certo, é bom e faz bem!
E quem vai ler, sei eu. É ninguém.

É por isso que é bom usar a cabeça,
Deitar fora tudo, peça por peça,
Começar do início, ser original.
Fácil é parvo, é mau e faz mal.
E eu, que me incluo na banalidade,
Devia era estar na mendicidade,
Deixar-me disto, que nunca é tarde.

INTRODUÇÃO À MEDIUM-CARTOFILIA

Depois de apurada investigação cheguei à conclusão que sou medium-cartofilista. E o que é um medium-cartofilista?

Não, não é alguém tenha um fetiche por cartolas partidas ao meio.

Um medium-cartofilista é o indivíduo que coleciona cartões de mediums, videntes e pessoal relacionado com a adivinhação e o paranormal. Sim, cartões daqueles distribuídos à porta do metro ou colocados entre o vidro do carro e o limpa para-brisas.

Professor Mamadu, Professor Sisse, Missionária Adriana, Professor Karamba. Tudo nomes com que certamente já se deparou na sua vida. Estes senhores, amigos e cheios de compaixão, ajudam-nos a resolver os nossos problemas do dia a dia sejam eles díficies ou fáceis. E fazem-no de graça, presumo, já que em nenhum dos cartões vem especificada a quantia nem a forma de pagamento. Trata-se de pura e simples vontade de ajudar. Têm um dom, e alguns mesmo uma missão, e esforçam-se para que o mundo se veja livre de problemas como a toxicodependência, o desgosto amoroso, as doenças espirituais ou a impotência sexual.

Eu que, quem me conhece saberá, tenho aversão a deitar coisas fora, junto todos os cartões desta malta numa pastinha religiosamente guardada na estante do meu quarto. Julgo que o faço desde 2000 e pouco. Já tenho um total de 76 cartões, sendo que contabilizo 42 mediums. 16 são titulados de professor, 10 de mestre, 3 de professor mestre, 4 não têm título, e tenho ainda um vidente professor, um astrólogo, um astrólogo mestre, um cheikh, uma "dona", um mestre astrólogo, uma missionária, um Mr., e (o melhor de todos) um grande astrólogo professor dos professores.

E assim se inicia a saga. Nos próximos tempos irei tentar apresentar ao mundo tudo que sempre ele quis saber sobre cartões de videntes. Ele, o mundo. Vamos por partes que senão teríamos um post de proporções bíblicas. No próximo capítulo, não perca: Medium-Cartofilia I: Os problemas que eles resolvem.

Até lá.

GATO

A respeito do post de DGC com o vídeo do Gato Fedorento, os interessados estão convidados a ler o post A Queda do Gato no meu blogue para adultos intitulado Tarde e Más Horas.

Os desinteressados estão convidados a ler o artigo da Wikipédia vietnamita sobre a actual crise na Tailândia.

30 de novembro de 2008

GRANDES SONORIDADES IX

Faltam poucas horas para acabar Novembro. Como bom português que sou tenho o hábito de deixar tudo para a última hora. Às vezes por não ter tempo, é verdade, outras vezes por simples preguiça. Mas o que importa é que ainda vou a tempo de publicar a grande sonoridade de Novembro. A música do mês pertence aos Pink Floyd e chama-se Echoes.
Para mim assim como no século XVIII existiram Bach ou Mozart, verdadeiros mestres da música, no século XX existiram os Pink Floyd carregados de genialidade na composição musical, mas em géneros distintos, nomeadamente rock progressivo, hard rock, art rock, space rock e rock psicadélico. A prova é que são a banda que mais discos vendeu na história da música: mais de 200 milhões (ligeiramente à frente dos The Rolling Stones).
Fazer música não é nada fácil. Contudo há quem julgue fazer arte em 3 minutos com um boné para o lado, um clip cheio de “damas” e muitos yeahs e yoohs à mistura. Ridículo.


BEST OF GATO FEDORENTO I

O Gato Fedorento já não é o que era. Agora que vejo os vídeos antigos apercebo-me que está a perder qualidade. Como tal vou a partir de hoje publicar sketchs para que ninguém se esqueça que este grupo sabe fazer humor de altíssima qualidade.
O sketch de hoje chama-se Debate sobre terrorismo e é no mínimo brutal!

29 de novembro de 2008

CURTAS XIV

Arsenal 5-0 Porto
Brasil 6-2 Portugal
Sporting 2-5 Barcelona
Olympiacos 5-1 Benfica

Se a economia nacional se agravasse por cada vez que uma bola entrasse nas redes de uma equipa portuguesa, hoje estaríamos a atravessar uma crise económica.

Ah, espera. Já estamos.

PS - Só nestes 4 joguinhos entraram 21 golos. Fico com dúvidas que a Grande Depressão tenha mesmo sido em 1929.

25 de novembro de 2008

FÃS

Caros seguidores aficionados, a gerência informa que a partir de hoje é possível tornarem-se oficialmente fãs disto. Ainda não fizemos os crachás para vos enviar, mas de qualquer das formas ao subscreverem (lá em baixo de tudo na barra lateral, depois das citações) recebem e-mails e tal a avisar-vos de posts novos e novidades afins. Acho eu.

Outra coisa, podem adicionar-se também como Seguidores mesmo aqui à direita (na barra lateral depois da apresentação e do anúncio). Ainda não percebi muito bem o que é aquilo, mas DGC explicar-vos-á.

Por fim, foram ainda prendados com a possibilidade de votar na eventualidade de surgir uma outra votação aqui no blogue, com tema a determinar. Podemos apenas alvitrar que será um tema estúpido, claro.

E pronto, agora não digam que não vos acarinhamos.

24 de novembro de 2008

GAMEIRO PAIS APRESENTA: TRIVIALIDADES DO BIZARRO IV

Olá, boa noite caros leitores, ou caros ouvintes, caso isto lhes esteja a ser lido por outrém. A história de hoje vem outra vez da Grécia Antiga (ver Trivialidades do Bizarro III) e envolve de novo mortes bizarras (ver Trivialidades do Bizarro II).

Para além de ser conhecida como a terra dos grandes filósofos, dos pais de todas e mais algumas ciências, das tragédias e das comédias, de nos ter ganho duas vezes no Euro 2004, e ter uma comida azeitada, os Gregos sabem, acima de tudo, como sair deste mundo em grande estilo. Se coisas como vulcões e elefantes conseguem ser bastante mortíferos, tartarugas, mulheres armadas com telhas, tagarelar e rir não costumam figurar ao lado das causas de morte mais comuns. Mas vamos à História...

Conhecem Ésquilo? Eu conheço. Se não conhecem investiguem. Pronto, OK, era um dramaturgo grego muito conhecido. Mas isto não interessa muito para a história. Aparentemente este prolífico pai da tragédia era calvo, ostentando uma bela careca luzidia com cabelo só dos lados. A par deste facto, também gostava de passeatas prolongadas, provavelmente para ganhar inspiração. No dia em que morreu provavelmente não estava à espera que a inspiração lhe chegasse de uma forma tão bizarra como aconteceu. Diz-se que uma águia ou abutre confundiu a sua careca vista lá do alto com uma rocha rija, largando uma pequena tartaruga lá de cima que lhe veio embater na tola. O senhor faleceu, a tartaruga não, a águia foi com fome para o ninho. Uma tragédia.

Outro notável da altura, menos conhecido, foi Empédocles, um filósofo pré-socrático que de acordo com que se contou na altura achou que o seu tempo aqui em baixo já estava a aborrecê-lo e decidiu morrer. E que maneira honrosa é que se há de arranjar para um suicídio? Nada como nos atirarmos para dentro dum vulcão activo, com toda a gente a ver, por forma a que achem que nos fomos juntar aos deuses no próprio Olimpo. Acho que ninguém acreditou muito.

Vamos aos elefantes? Vamos. Esta história envolve Pirro de Épiro, o famoso conquistador que deu origem à expressão "vitória pírrica" (uma vitória que não serve de nada). Este valente inútil ter-se-á envolvido numa rixa de rua mais uns amigos. Depois de muita xinfrineira parece que uma madame da vizinhança, fartinha dos gandulos que não a deixavam dormir decidiu sair à rua deparando-se com Pirro montado num elefante no meio de uma porrada daquelas à antiga (literalmente: 272 a.C.). Munida de uma telha, fez pontaria e acertou-lhe na cabeça. Pirro não morreu aí. Distraído com a malvada vizinha e provavelmente rogando-lhe pragas, acabou por não ver uma estocada inimiga e pereceu. Daí ser bom combinar destas coisas em descampados. Vejam lá isso. Ou então manter boas relações com o bairro.

A terceira morte bizarra é a de Crísipo, filósofo estóico, e uma pessoa que à parte a filosofia não tinha muito mais que fazer, coitado. Numa bela tarde, para matar o tempo, este mariola decidiu dar vinho ao seu burro de estimação até o embebedar. O burro terá seguidamente tentado comer uns figos, mas da cardina que tinha já não os conseguia enfiar goela abaixo. Como naquela altura não havia Malucos do Riso e afins, Crísipo não aguentou o riso de forma lá muito estóica e acabou por morrer de tanta gargalhada que deu ao ver o seu burro comer figos com uma piela. Segundo Crísipo "a razão deve governar a vida, colocando-se o sábio acima das paixões". Neste caso, a sua paixão por asnos a comer figos com níveis de alcolemia elevados foi fatal.

A próxima vem da Grécia. Que coincidência, estávamos mesmo a falar de gregos já há bastante tempo. Mas vamos lá a isso. Filetas de Cós, um nome fabuloso e digno de figurar numa ementa de restaurante (- Quer um Bacalhauzinho à Zé do Pipo? - Não, prepare-me antes uns Filetas de Cós com muito azeite.), era um estudioso, poeta e orador grego conhecido pela sua dedicação às suas áreas de conhecimento. Filetas era tão compenetrado no seu trabalho que terá morrido de uma de duas causas, ambas relacionadas com o mesmo erro. A primeira diz que Filetas falava horas e horas seguidas, indo de seguida para conversas e saraus de poesia, enquanto se debatia com problemas dos mais variados (como por exemplo o paradoxo do mentiroso que diz "Eu estou a mentir", que pode ser tanto verdade como mentira, e vice-versa e tal, coisas de importância.) De tanto esforço que fazia e tanta dedicação à profissão, o bom Filetas esquecia-se de algo muito importante: comer. Dizem que era magro que nem um palito, e que bastava uma brisa para o desequilibrar. Conclusão: morreu de fome. Outra teoria diz que terá morrido de cansaço depois de noites e noites sem dormir às voltas lá com o paradoxo do mentiroso.

- Então se ele diz: "Eu estou a mentir" é porque está a mentir, mas fundo o que está a fazer é dizer a verdade. Então, mas espera lá, se ele está a dizer a verdade, então se está a dizer que está a mentir é porque está mesmo a mentir. Mas se mente é porque diz no fundo a verdade. Eureka! Encontrei a solução. Ah, não, bolas!, se ele diz a verdade então porque é que diz que está a mentir? Vamos lá voltar à premissa inicial. Eh lá, que horas são isto? Meio dia e meia. Estou bonito estou, que pensava que ainda eram 6h da tarde de ontem. Iiih, que larica, já comia um bitoque. Se calhar não, fica para depois. Que dôr aguda é esta aqui no peito, pá? Argh... (Silêncio)

Bom, depois de se rirem muito com este monólogo tão bem estruturado vamos à parte educativa. Se for careca não passeie de cabeça descoberta onde haja águias apreciadoras de tartarugas; se se quiser suicidar com estilo não se atire para um cratera de vulcão que as pessoas vão topar logo que não foram ter com os deuses ao Olimpo; se andar à porrada em cima de um elefante cuidado com a vizinhança armada com telhas; se se rir com muita facilidade mantenha o álcool e os figos longe do seu burro; se for muito bom nalguma coisa lembre-se que só o continuará a ser se comer e domir 8 horinhas (mais coisas menos coisa) todos os dias. Voltarei em breve com mais Trivialidades do Bizarro. Até lá, bem hajam.

19 de novembro de 2008

PARECENÇAS

É só da minha vista ou o António Variações é igualzinho ao imperador romano Pertinax?


Eu cá nunca os vi juntos, podem ser uma e a mesma pessoa.

15 de novembro de 2008

SUPER BOCK ENTREVISTA

Já que estamos numa de estupidezes sugiro a visualização desde magnífico vídeo. Agradeço de joelhos a JGP que mo deu a conhecer. Há pessoas que se não existissem deviam ser inventadas e esta é uma delas. Nunca vi um idiota dizer tantas estupidezes em apenas 2 minutos e 24 segundos. Um recorde difícil de bater, seguramente.

Aconselho também a aumentarem o volume porque vale mesmo a pena!

BÁCORAS I

Apeteceu-me começar isto. Espero que personne se importe.

Caso alguém queira publicar alguma frase eloquente pronunciada pela minha pessoa tem a minha permissão, mas... com cuidadinho!
O prémio bácora do dia vai para alguém que não vou revelar o nome mas que, só por acaso, escreve neste blog. Aqui vai:
“Então já tens francos para quando chegares a Paris?"
PS - Atenção que a bácora do dia já está fora de praso visto ser do dia 15 de Setembro de 2008)

13 de novembro de 2008

DE REGRESSO

Olá, lembram-se de mim? Provavelmente não, já que há quase 80% de probabilidades de terem cá vindo parar ao Gameirices através de uma pesquisa no Google do tipo "pudim flan marco do big brother bombeiros voluntários de alcanena".

Bem, cá estou eu de novo, o dono disto, depois de 1 mês e 14 dias sem postar nada de nada. Umas merecidas férias, um braço partido, uma estadia curta no Hospital Júlio de Matos ou simples preguiça, deixo-vos na dúvida sobre a razão de tão prolongada ausência.

E o que andei a fazer nestes 44 dias? Parece tão pouco, dito assim, mas deu para muita coisa. As férias de verão acabaram, recomeçaram as aulas, uma bronquite mal curada, e uma ida a Paris. A bronquite apanhei-a no dia 25 de Agosto. É estranho quando sabemos exactamente o dia em que nos surgiu uma maleita. Eu sei-o, porque senti-o na altura e disse qualquer coisa como "Olha, olha, tu queres ver que estou a apanhar uma doença da qual só me livrarei daqui por uns meses". E assim foi. Na piscina de SPS, em Setembro apanhei um briol do caraças depois de uma ida à água às 6 da tarde, seguindo-se espirros, tosse, dores de garganta, tosse daquelas secas, tosse durante a noite e tosse preocupante. Hospital CUF Descobertas comigo, todo lampeiro. Radiografia e pumbas, "o que o senhor tem é uma bronquite mal curada". De referir que só fui ao hospital já em Outubro.

Quanto a Paris, lá fui com um amigo (era suposto sermos 3 a ir, mas AV teve alguns problemas logísticos), onde fui optimamente recebido por DGC na sua humilde mansão na Rue de Lafayette, perto da estação de metro Louis Blanc. Um T1 que, assim de memória, não era maior que o ecrã do meu monitor. Mas lá coubemos 4 marmanjos, sem problemas de maior. Visitámos tudo o que havia a visitar, tendo eu saído de lá com uma dor alucinante no pé esquerdo que parecia que tinha ido de Lisboa à cidade da luz a penantes. Mas não fui. Fui na EasyJet. Sou poupadinho, sim.

Para além de ter quase ponderado a amputação desse pé, saí de lá com uma cólica intestinal fabulosa a qual me pôs com 39 graus de febre. Quem quiser saber pormenores terei todo o gosto em explicar por e-mail.

Agora, já de regresso à cidade da outra Luz, conto voltar a escrever mais para esta coisa. E vou começar... agora.