"On me dit que le destin se moque bien de nous
Qu'il ne nous donne rien et qu'il nous promet tout.
Parais qu'le bonheur est à portée de main,
Alors on tend la main et on se retrouve fou."
(silêncio)
Sim, isto é Carla Bruni, senhoras e senhores.
6 de abril de 2011
POEMA PRESIDENCIAL
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21 de dezembro de 2010
FOI POR POUCO
Há 8 meses que não escrevia nada. Ontem acordei com vontade de postar qualquer coisa mas como agora a forma de publicar vídeos é diferente tive de recorrer à ajuda de terceiros e esperar um dia para o fazer.
Aqui está, portanto, o meu primeiro post em 8 meses. Um vídeo impressionante de pessoas cujas vidas estiveram por um fio. Espero que os nossos 3 milhões de seguidores gostem e aproveito também para dizer que tenho vontade de pôr esta velha traineira no mar.
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28 de outubro de 2010
10 de agosto de 2010
20 de fevereiro de 2010
11 de fevereiro de 2010
APANHADO
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3 de fevereiro de 2010
A HORA DA PIADA DE SECA XII
Qual é o país onde todas as pessoas são manetas?
R: Ilhas Caimão.
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27 de janeiro de 2010
COISAS QUE MELINDRAM IV
Haverá coisa mais chata do que querer um cabo qualquer (seja do carregador do telemóvel, seja o cabo para carregar o portátil, ou outro) e ele estar enleado noutro ou noutros, ou num pé de uma mesa, cheio de nós (às vezes daqueles tipo escuteiros ou marinheiros ou coisa que o valha) e cheios de voltas impossíveis onde nunca nenhuma das extremidades poderia fisicamente passar? Não. Não há. Garanto-vos e desafio-vos a encontrar algo. E fios de phones? Ui... Isso então é para dar em chalupa, que aquilo é coisa para se enrolar em tudo o que se meter à frente. Fios de phones são a malária do desenlear de cabos. O Holocausto está para a história da Humanidade, como os fios de phones estão para a história dos equipamento sonoros. Não é pura e simplesmente possível tirar uns phones de algum lado sem que estes se agarrem a tudo o que têm à sua volta... E nem com aquelas coisinhas em espuma nas pontas se safam, que o tramado está na forma da coisa. Está feito para entrar na orelha e para não mais de lá sair, mas quem diz uma orelha diz uma extensão eléctrica em T, o cabo de alimentação da torradeira, um iô-iô ou cabos de alta tensão (caso os tenham em casa). Eles agarram-se com unhas e dentes (juro que alguns devem ter mandíbulas ou garras) e gritam por socorro enquanto lutam desesperadamente por não se soltarem, e na maioria das vezes até são ajudados pelo outro phone que depois de dar dois nós em si mesmo é capaz de estar agarrado ao fio do rato ou atado a um atacador dos ténis.
Já há tanta coisa wireless, como é que ainda não inventaram os phones wireless?
É por isso que acho que alguém devia abrir uma conta de solidariedade para que com pequenos donativos todos pudéssemos ajudar a acabar com este flagelo. Por enquanto, como não há, podem ir fazendo transferências para a minha conta que eu depois prometo que envio para uma entidade qualquer.
Quantos terramotos houve no Haiti? Um. Quantos phones se prendem diariamente a tudo que mexe? Milhares, senão milhões. Abram os olhos, e vejam lá isso se fazem favor.
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15 de janeiro de 2010
DINO MEIRA
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13 de dezembro de 2009
GAMEIRO PAIS APRESENTA: TRIVIALIDADES DO BIZARRO VI
Vamos falar de marisco. E que bom que é o marisco! Exceto perceves ou percebes ou lá o que é aquilo. Pollicipes pollicipes de nome científico. Não gosto de pollicipes pollicipes! É impossível abrir aquilo sem fazer chavascal, e depois de se conseguir não tem nada de jeito lá dentro. Portanto falaremos de marisco, mas não de percebes, se fazem favor. E agora que penso nisto, se calhar vamos só falar de lagostas, que infelizmente não tenho nenhuma trivialidade à volta de sapateiras ou de conquilhas.
E a primeira pergunta que todo o mundo faz quando ouve falar de lagostas é qual? É esta: e o que é que lagostas têm a ver com relações internacionais do século XX?
À partida nada. No entanto, se recuarmos até aos loucos anos 60, descobrimos a pouco conhecida Guerra da Lagosta: uma quase-guerra entre a França de Charles de Gaulle (ou como diria AV, Frank de Boer) e o Brasil de João Goulart. E digo quase-guerra porque tiros... "viste-los".
Em 1961, quando definir "águas territorias" era tão vago como definir hoje em dia o que é a música house, pescadores franceses chicos-espertos decidiram cirandar pelas águas circunvizinhas da costa pernambucana e apanhar uma lagostinha ou outra. Alertada por pescadores brasileiros nada parvos, a Marinha do Brasil rapidamente se dirigiu ao local onde apanhou os francius com a boca na botija. Razão para citar Rita Lee: "Que flagra!"
Os pescadores foram "convidados" a sair e quando tudo aparentemente tinha acalmado, a coisa salta para a comunicação social brasileira, a que lá do outro lado do Atlântico chamam "os mídia". Num ápice, a escaramuça com os pescadores na imprensa transformou-se na pomposa (e ao mesmo tempo sarcástica) Guerra da Lagosta. Em resposta, o governo fracês acolheu os pescadores como heróis e procedeu de imediato a medidas diplomáticas para forçar o Brasil a ceder.
Temendo que a França estivesse a preparar-se para por em causa a hegemonia do Brasil na região, os brazucas fizeram finca-pé de tal forma que a França decidiu levantar o casaco para mostrar a pistola no coldre. Em pouco tempo um contingente militar naval francês deslocou-se para o Atlântico Sul, o que fez com que o Brasil respondesse com a movimentação da Esquadra brasileira para perto de Pernambuco, apoiada pela Força Aérea. Em terra o Exército mobilizou-se igualmente na região.
Quando a situação parecia ir descambar os esforços diplomáticos acabaram por surtir efeito, mas não para o lado francês. A ideia francesa (inspirada numa ideia lançada pela sua própria imprensa) era a de que era inquestionável a legalidade da pesca da lagosta já que os pescadores podiam apanhar das águas internacionais o que bem entendessem, já que o que vigorava na altura era a ideia de que o fundo do mar pertencia à nação (neste caso, o Brasil) mas que as águas por cima eram internacionais.
Estava lançado o caos e também, diga-se, o ridículo. O debate agora incidia sobre se as lagostas andavam ou nadavam. Caso andassem era ilegal apanhá-las do fundo do mar, caso nadassem era legal. O grave problema nem era as lagostas serem parvalhonas ao ponto de se deixarem apanhar em vez de ficarem quietinhas no fundo. O problema era que a lagosta em si não andava nem nadava. Ela saltava através de impulsos, e regressava passado um pouco ao fundo. E como é lógico, o Direito Internacional não cobria a bicheza que andava aos pulos no fundo do mar.
Depois de comissões científicas e muito parlapiê (ou bate-papo como se diz lá em baixo) na área da oceanografia, os fraceses pareciam levar a melhor, já que era inquestionável que apanhavam as lagostas enquanto estas não estavam em contacto com o fundo do mar, legalmente brasileiro.
Foi aí que o Almirante Paulo Moreira da Silva, delegado brasileiro, tomando a palavra, se dirigiu aos altos representantes da diplomacia francesa e eloquente matou a questão. Para o Brasil aceitar a posição francesa de que as lagostas eram tal e qual os peixes, mas com a pequena diferença de se deslocarem aos saltos no mar, a comunidade científica internacional deveria começar então a olhar para o canguru como uma ave que se locomove aos saltos.
Com uma frase apenas calou a potência, toda a gente arrumou os papeis e foram para casa ter com suas esposas. Os brasileiros ficaram com a mariscada para eles, nunca mais se falou nisto da Guerra da Lagosta e hoje já ninguém duvida de duas coisas: as lagostas não são peixes e os franceses são obviamente vegetais, nomeadamente nabos.
Até à próxima!
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3 de dezembro de 2009
ENTREVISTA ANDERSON
Estou a precisar de me rir.
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27 de novembro de 2009
PARA QUEM ACHA QUE O RODEO É PARA MENINAS
PS - Existe uma recompensa para quem conseguir montar este touro denominado "Toro Bandido" durante mais de X segundos. Não me lembro do número mas é capaz de não ser assim tão difícil.
Gameirice de
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MIRTILOS E ARANDOS
Continuará a haver razão para viver?
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25 de novembro de 2009
O QUE VEM A SER ISSO DO FACEBOOK?
Esta coisa de, por tudo e por nada, classificar simples fenómenos passageiros ou perfeitamente definíveis como modos de vida é irritante, e dá comichão nos cotovelos. Pelo menos a mim dá. Deviam cegar essas pessoas de forma extremamente dolorosa.
E agora, o momento em que me contradigo: Isto do Facebook não é só um simples grupo social, é um modo de vida, pá! Agora vou só ali buscar uns pionaises e magoar-me um bocado.
Claro que exagero, mas às vezes parece.
Não consigo descrever o fenómeno Facebook como apenas um sítio na rede. Chamar-lhe "grupo social" é ridículo e redutor, já que é muito mais do que isso. O que o distingue do agora caído em desgraça hi5? E o que é feito desta maravilha que ainda há um par de anos era o local de engate preferido de meia faixa etária jovem deste país? Estará a receber o subsídio de desemprego, ou simplesmente a vaguear pelas ruas vivendo da caridade alheia ou de algum mitra ou porcalhona do engate desatualizados que ainda não ouviram a boa-nova do Facebook? Hi5 is dead, long live Facebook. O Facebook resolve todos os problemas do hi5, e ainda lhe junta um grau de vício e de capacidade comunicativa 100 vezes superior.
O Facebook é provavelmente a coisa mais viciante do mundo. Bate drogas e esses negócios ruins nas horas. Ou já ouviram falar de algum toxicodependente que se sinta impelido a comentar a injeção do outro com um "Gosto!" ou que faça tags em fotografias de droga apreendida pela PJ como "branca que era do Tojó (1978-2002)", "cavalo do Manecas (1980-2004)" ou "o Mãozinhas acabou por não snifar disto (1976-hoje)". O Facebook é um vício, mas um vício que, ao contrário do que os seus detratores afirmam, não reduz a convivência humana apenas ao contacto virtual. O Facebook, na minha ótica (e o que eu abomino pessoas que usam esta expressão) é só e apenas um facilitador desse contacto. É o ponto de partida para conhecer melhor quem há anos nos rodeia, é a forma de nos mantermos informados sobre quem está longe ou simplesmente quem a ocasião há anos não nos proporciona um encontro. O Mafia Wars, o Farmville ou outros jogos, o comentar fotografias, o comentar frases, vídeos, posts em blogues como este, os quizs feitos, os pick your 5, etc. faz com que se crie uma base de ligação para que o contacto físico (e os engraçadinhos que não achem que por contacto físico eu esteja a referir-me a "fazer bebés") seja mais completo, que haja mais cumplicidade e conhecimento do outro. É lógico que não me interessa saber "que prato típico do Nepal" ou "que personagem do Crepúsculo" um amigo meu qualquer é. Interessa é saber que ele se interessa por vampiros, que por acaso assim de repente não é dos meus temas preferidos (está para aí em 1273.º lugar na lista), mas que servirá obviamente para gozar com ele de forma exaustiva. O que, como toda a gente sabe, faz parte da amizade. E sempre é algo que não é small talk.
Outro aspeto importante do Facebook é a capacidade incrível que há de decisão daquilo que queremos exposto e a quem. Se eu sou fã dos grupos "Pessoas que usam ceroulas quando o tempo se põe mais fresquinho", "Portista, mas não digo a ninguém" ou "Gosto de mordidelas em número ímpar e em múltiplos de 5 nos lóbulos das orelhas", coisas que admitamos não se dizem aos quatro ventos, eu posso de facto receber os feeds desses grupos e andar informado, mas não preciso que a minha tia, o meu professor da faculdade ou o meu patrão saibam disso. Quem está desse lado e ainda não sabe disto, fiquem a saber que podem escolher individualmente nos vossos amigos ou criar grupos à parte e escolher o que esses grupos podem ou não ver. E assim, o tal parceiro(a) que tu que estás a ler isto queres impressionar nunca terá de saber que no fundo tu gostas é de loiros/loiras e punks, em vez de carecas de patilhas com tranças e óculos de massa/mulheres barbadas do circo como de facto eles são.
Isto tudo para concluir que o Facebook tira-te a ti, jovem, algum tempo da tua vida. Mas esse tempo pode ser bem gasto! Deves doseá-lo de forma saudável. Comentar algo às 6 da manhã ou fertilizar a quinta do outro a horas impróprias, uma vez, tudo bem. Fazer disso o dia-a-dia já não. O Facebook não é o Demo, e até é uma óptima maneira de socializar, mas utiliza-o com os amigos que de facto tens na tua vida lá fora. Não inicies relacionamentos com gente que adicionaste só para teres mais amigos no Mafia Wars, que ainda acabas no fundo do Tejo com uma pedra atada aos tornozelos no primeiro encontro que tens com ele/ela.
Como todos os outros vícios, controlar o do Facebook é complicado. Se te sentires mesmo só a viver para aquilo tens de mudar. Ainda não foi descoberta medicação, mas posso dar-te uma dica: sai de casa e bebe uns copos ou então faz coisas como bunjee jumping, pesca submarina ou assistir no palco ao Preço Certo. Decerto que te sentirás mais livre.
E agora deixo-vos com música:
PS - "1273.º lugar" lê-se milésimo duocentésimo septuagésimo terceiro lugar. Quem leu "mil duzentos e setenta e três lugar" é uma besta e devia ser obrigado a repetir a 2.ª classe ao lado de uma miúda irritante que diga "a partir desta linha que eu fiz na nossa mesa não podes tocar".
Gameirice de
JGP
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00:58
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