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27 de janeiro de 2010

COISAS QUE MELINDRAM IV

De todas as coisas que aborrecem sobremaneira no dia-a-dia, hoje escolhi apresentar-vos apenas uma. Caso ainda não conheçam o Coisas que Melindram, vejam aqui as três edições anteriores.

Para que percebam que no Mundo os flagelos não estão apenas concentrados no Haiti, era bom lembrar-vos de algo ainda mais maçador. Sim, falo-vos dos cabos enleados, e nomeadamente de fios de phones.

Haverá coisa mais chata do que querer um cabo qualquer (seja do carregador do telemóvel, seja o cabo para carregar o portátil, ou outro) e ele estar enleado noutro ou noutros, ou num pé de uma mesa, cheio de nós (às vezes daqueles tipo escuteiros ou marinheiros ou coisa que o valha) e cheios de voltas impossíveis onde nunca nenhuma das extremidades poderia fisicamente passar? Não. Não há. Garanto-vos e desafio-vos a encontrar algo. E fios de phones? Ui... Isso então é para dar em chalupa, que aquilo é coisa para se enrolar em tudo o que se meter à frente. Fios de phones são a malária do desenlear de cabos. O Holocausto está para a história da Humanidade, como os fios de phones estão para a história dos equipamento sonoros. Não é pura e simplesmente possível tirar uns phones de algum lado sem que estes se agarrem a tudo o que têm à sua volta... E nem com aquelas coisinhas em espuma nas pontas se safam, que o tramado está na forma da coisa. Está feito para entrar na orelha e para não mais de lá sair, mas quem diz uma orelha diz uma extensão eléctrica em T, o cabo de alimentação da torradeira, um iô-iô ou cabos de alta tensão (caso os tenham em casa). Eles agarram-se com unhas e dentes (juro que alguns devem ter mandíbulas ou garras) e gritam por socorro enquanto lutam desesperadamente por não se soltarem, e na maioria das vezes até são ajudados pelo outro phone que depois de dar dois nós em si mesmo é capaz de estar agarrado ao fio do rato ou atado a um atacador dos ténis.

Já há tanta coisa wireless, como é que ainda não inventaram os phones wireless?

É por isso que acho que alguém devia abrir uma conta de solidariedade para que com pequenos donativos todos pudéssemos ajudar a acabar com este flagelo. Por enquanto, como não há, podem ir fazendo transferências para a minha conta que eu depois prometo que envio para uma entidade qualquer.

Quantos terramotos houve no Haiti? Um. Quantos phones se prendem diariamente a tudo que mexe? Milhares, senão milhões. Abram os olhos, e vejam lá isso se fazem favor.

4 de março de 2009

COISAS QUE MELINDRAM III: EDIÇÃO ITÁLIA

Coisas chatas como a potassa, que me aconteceram até agora:


1. Secar 3 horas no aeroporto de Roma, sem poder ver a cidade, antes de vir para Itália.

2. Chegar cá a achar que as temperaturas eram género Lisboa, quando cá fazem 2 graus à noite, ou menos. O casaco quentinho que tenho é, portanto, até agora, a minha imagem de marca.

3. Não se usar o gás cá de casa porque se usou durante 2 semanas e quem cá estava pagou 300 euros. Mesmo que quisesse só usar o do meu quarto não consigo, porque o aquecimento está avariado e só dá para ser usado quando toda a casa está a ser aquecida. Resumindo, passo um briol do camandro.

4. Os polacos de cá falam inglês literalmente a 2 à hora. Por entre cada palavra de inglês arranhado colocam um "aaaaaaaaaaa" prolongado. Quando falo estou sempre a completar-lhes as frases, como normalmente se tem tendência para fazer com os gagos.

5. É proibido estender a roupa nas fachadas das casas. Por outro lado, há uma certa invasão de pombos nestas paragens. Conclusão, nas traseiras também não dá. A não ser que este ano esteja o verde-caca na moda.

6. O Carrefour é a meia-hora a pé (sem sacos), 45 minutos a voltar com sacos. Transportar provisões para um mês não é de todo boa idea. Que o digam as minhas articulações dos dedos, para quem Erasmus até agora foi basicamente como estar na tropa. (Também transportar 2 malas com um peso acumulado de 45 kg de de uma ponta à outra da cidade não foi aprazível, não senhor)

7. Mosquitos. Há muitos mosquitos. Eu sei que disse que havia temperaturas de 2 graus à noite, mas incrivelmente há mosquitos. Ou melgas, não os sei distinguir. E tenho uma fresta na janela do quarto onde os sacanas entram. Nunca tinha tido picadas de mosquito em pleno Março.

8. Atravessar numa passadeira aqui, quando não existem semáforos, é como atravessar a Marginal na curva do Mónaco de olhos vendados e vestido com um fato camuflado. Ninguém pára. E falo de carros, motas, autocarros, táxis, e bicicletas. Já agora, toda a gente anda de bicicleta, incluindo velhinhas doidas de 70 anos que andam de bicicleta em zonas pedonais feitas Fangios.

9. Um menu no McDonald's são 6€ e picos.

10. As coisas fecham às 2 da manha, e a partir da meia-noite não se vende álcool. Conclusão, tudo se põe emborrachado até essa hora. É difícil explicar estando sóbrio que alguém te está a pisar durante minutos a fio.

29 de abril de 2008

COISAS QUE MELINDRAM II

Aqui há uns meses postei o primeiro Coisas que Melindram, na altura tudo coisas que me tinham acontecido a mim. Agora mudemos o assunto que isto, apesar de ser um blogue (meio-)pessoal, não é um blogue egocêntrico.
10 coisas que melindram, e que não tenham necessariamente acontecido a mim:
1. Deixar uma velhinha com um pacotinho de leite passar à frente na caixa de um supermercado e ser ela a ganhar o prémio Cliente 1 Milhão.
2. Viver na Rua do Carmo e ter de ouvir a música daquela furgoneta verde que vende CD's de Fado a turistas todo o santo dia.
3. Sentir aquele pingo de chuva que cai das goteiras a cair na base do pescoço, e a percorrer a espinha.
4. Substituir "aquele pingo de chuva que cai das goteiras" por "aquela caca de pombo que vem da cloaca de um pombo que comeu laxantes a achar que era alpista" na frase anterior.
5. Ser monárquico em Outubro de 1910, republicano democrático em Maio de 26, fascista salazarista em Abril de 74 (ou em qualquer outra altura), ser comunista em Novembro de 75 ou ser socratista em Agosto de 2015... devido ao calor que fará nesse específico Verão. Só isso.

6. Almoçar no McDonald's na mesa ao lado de uma festa de anos de putos cujos pais acharam boa ideia oferecer línguas-da-sogra a todos.
7. Ser benfiquista em 2007-08.
8. Ganhar o Euromilhões e o papel ter decidido ficar no bolso direito das calças que estão neste momento a ser lavadas na máquina.
9. Ser o massagista pessoal de Manuela Ferreira Leite.
10. Ser a mulher de Freud. ("Então querida, vamos fazer o amor?" - "Não, hoje dói-me a cabeça." - "Hum... Isso não será antes do subconsciente?" - "Não, Sigmund. É mesmo enchaqueca." - "Vamos lá curar isso. O que te aflige?" - "Apaga a luz e deixa-me dormir!")

29 de outubro de 2007

COISAS QUE MELINDRAM I


Coisas chatas que já me aconteceram.

1. Acordar de manhã, colocar o pé de fora da cama e pisar vomitado de cão. Quentinho.

2. Ir ao ginásio pela primeira vez em meses e no dia a seguir ter de cortar a relva.

3. Apanhar uma unha cortada a corta-unhas no puré-de-batata da cantiga, para aí no 6.º ano. (Podem perguntar a quem me conhece...)

4. Votar no Mário Soares nas presidenciais de 2006. Sim, fui um dos 14%.

5. Ter uma cólica renal. Ao que parece as dores são piores que as de parto. Essas julgo que nunca terei, por isso a comparação é basicamente estúpida. Não voltem a comparar partos com pedras nos rins, por favor.

6. Ter 99,25% num teste por me esquecer de apresentar um conjunto solução numa equação qualquer básica, depois de a ter resolvido toda. (Este é o tipo de coisas nerds óptimas para engatar quem quer que seja.)

7. Levar uma cacetada no dedo médio da mão quando se está à baliza, devido à incrível capacidade de um colega de conseguir sempre acertar na atmosfera quando remata uma bola. Desta vez, vá lá, não pontapeou ar. Foi mesmo o meu dedo.

8. Perder um boneco do Pateta que a minha mãe me havia trazido da Eurodisney, deixando-o escorregar por entre os dedos a uns bons quilómetros por hora em plena Ponte 25 de Abril e ele sair disparado pela janela aberta. Nunca mais o vi, a esta hora deve estar a fazer um cruzeiro pela costa escandinava. Marcou-me muito, no ano passado.

9. Gastar dinheiro para ir ver o Garfield ao cinema.

10. Ser parado em duas operações stop no espaço de 10 minutos.

Continua...


PS - Não é que me aconteçam coisas destas muitas vezes. Até me considero bastante sortudo no que a não me pedirem para pagar em restaurantes de fast food diz respeito.