13 de outubro de 2006

A MULHER NOS DIAS DE HOJE

Este é um texto expositivo-argumentativo meu do 12º ano:

"Símbolo da fertilidade, a mulher é, desde há muito, sinónimo de pessoa de condição social inferior. Actualmente, na minha opinião, essa visão já não se adequa às mulheres dos tempos de hoje. Penso não existirem diferenciações dos direitos femininos, de uma forma geral, em relação aos homens. Apesar de haver umas tantas inconformadas, hoje em dia, qualquer mulher, no nosso país, pode votar, ou ascender a altos cargos empresariais, o que demonstra uma substancial melhoria. Contudo, convém fazer uma distinção das mulheres, pois nem todas se metem no mesmo saco. Optei por fragmentar as mulheres em duas matrizes fundamentais: a mulher perdida, no bom sentido da palavra; e a verdadeira mulher moderna. Entre estes dois tipos femininos, existem acentuadas diferenças.
A mulher perdida é personificada, infelizmente, pela maioria das mulheres portuguesas. Este tipo caracteriza-se por ser estático, resignado e inculto. Não tirou partido, talvez por impossibilidade, ou por falta de vontade (característica comum na mente das gentes lusitanas), das alterações dos limites das mulheres. Lê, quase exclusivemente, a "Maria" e outros meios de leitura do mesmo género e, quanndo, eventualmente, se acerca de alguma fonte mais intelectual, como um jornal diário, apenas abre a página do horóscopo. Não tem consciência crítica, nem capacidade mental suficientemente desenvolvida para se aperceber das alterações políticas e económicas do país. Abraça, com aparente convicção, os ideais de qualquer campanha política que lhe bata à porta, desde que o representante dessa campanha lhe dê a merecida "beijoca", ou, quem sabe, uma canea ou um boné para proteger a cabecinha da sua mais nova que, coitadinha, vai entrar agora para a escola. Tem como única preocupação o bem-estar e a saúde de si própria e dos que lhe estão mais próximos. E, paradoxalmente, orgulha-se dos seus males e diagnósticos clínicos mais negativos, possivelmente para chamar a atenção que sempre ambicionaram ter.
Do ponto de vista estético esta mulher é, de maneira geral, pouco feminina, apresentando certos traços algo masculinizados, como patilhas e bigodaças deploráveis. O seu meio de transporte predilecto é o autocarro, para infelicidade dos restantes ocupantes que têm de suportar o cheiro a lixívia, que estas pobres criaturas emanam.
Por oposição à mulher perdida, encontramos a verdadeira mulher moderna, que constitui uma restrita percentagem das mulheres em Portugal. A mulher moderna está perfeitamente integrada na sociedade activa e dinâmica e apresenta-se em pé de igualdade para competir com os homens. Este tipo de mulher soube evoluir, tirar partido da sua nova condição para alcançar cargos com certo prestígio profissional. No entanto, salvo raras excepções, continua a ser pouco interventiva na vida política nacional, talvez por este espaço estar, em parte, um pouco vedado pelos homens, que pensam que as mulheres não têm capacidades suficientes para exercerem cargos políticos.
Fisicamente, esta mulher é bastante mais atraente. Cuida da sua imagem, sabe intervir e sabe estar. Para bem da sociedade e dos homens, o género moderno tem vindo a progredir e a aumentar o seu número.
Apresentadas, de forma geral, as mulheres actuais da velhinha nação portuguesa, cabe optar por um dos dois tipos caracterizados e penso não haver dúvida de que a mulher moderna é, de facto, a que devemos privilegiar e apostar, tanto a nível profissional, como amoroso. Quanto às outras, não nos resta fazer mais nada, a não ser instruí-las o mais possível e a à sua descendência para que, dentro de algumas gerações, as possamos considerar, finalmente, extintas!

Duarte Gouveia Coutinho
Dezembro de 2005 "

DGC

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