22 de julho de 2008

PEQUENAS SONORIDADES I

Não posso fazer discriminação. As pequenas sonoridades também têm de ser mostradas ao público. Se nos E.U.A. existe 50 Cent e Rihana, nas Arábias também existe Jaad Nakhla que é tão bom ou melhor. Talvez seja mesmo melhor. 50 Cent e Rihana são muito maus mesmo.
Hoje brindo-vos com um magnífico hit: Baa Yerdek, que em português deve querer dizer qualquer coisa como "amo-te mesmo meu docinho" ou "sonhos de menino". Seja como for é uma grande música, e que se lixe a letra ou nome.

17 de julho de 2008

RUAS ESTRANHAS DE LISBOA II: EDIÇÃO TRAVESSAS

Em Lisboa as travessas são dos arruamentos com nomes mais estranhos. Há de tudo, desde a famosa Travessa da Espera no Bairro Alto, e onde normalmente se espera por pessoas, até coisas como a Travessa da Peixeira ou a Travessa da Rabicha.

Uma das 360 travessas de Lisboa é a Travessa da Silva em Belém. E este é mesmo o nome oficial, não é só Travessa da Silva, é Travessa da Silva em Belém, não vá alguém confundir com outra qualquer Travessa da Silva (que por sinal não existe em Lisboa) ou então alguma senhora que se chame mesmo Travessa da Silva.

Os quartéis também são assuntos de predilecção das travessas. Existe uma Travessa de Cima dos Quartéis na freguesia de Santa Isabel, e uma Travessa Debaixo dos Quartéis também na mesma freguesia. Já na Ajuda, existe uma Travessa Detrás dos Quartéis.

Uma das mais engraçadas é a Travessa do Fala-Só, que aparentemente ganhou o seu nome por ter sido muito frequentada por um cidadão que tinha por hábito... falar sozinho. Fica ao pé da Calçada da Glória, já a chegar às Taipas.

Sem ter nada a ver, temos também a Travessa do Jogo da Bola. Desenganem-se aqueles que acham que é aqui que estam os estádios de Alvalade e da Luz, isso chama-se Segunda Circular. Esta travessa nem sequer tem nada a ver com futebol. O jogo da bola, ou jogo da péla, é daqueles jogos pré-mundo com televisão e consolas em que as pessoas se divertiam na rua. Acho que é uma coisa parecida com o jogo da malha.

E o prémio final para a travessa mais estranha vai para a: Travessa do Recolhimento de Lázaro Leitão! Também me arrisco a dizer que, com 36 letras, é provavelmente a rua com nome mais comprido de Lisboa. E quem foi Lázaro Leitão e porque se recolheu? Lázaro Leitão Aranha, apenas Lázaro para a família, era o secretário de embaixada de D. João V. Em 1742 comprou um edifício previamente ocupado por frades barbadinhos italianos, e fundou um recolhimento. Os recolhimentos eram uma espécie de orfanatos, mas para viúvas "donas de bom nascimento, caídas em pobreza". Havia, segundo relatos, 7 recolhimentos em Lisboa, entre os quais o de Lázaro Leitão, que acabou por dar o nome a travessa onde se localiza. A instituição ainda hoje funciona.

E assim ficamos. Talvez para a próxima se fale do Cunhal das Bolas, quando isto estiver com menos visitas e tivermos de baixar o nível para as subir.

PS - A imagem é uma travessa, sim.

11 de julho de 2008

PALAVREADO COMPRIDO

Quando se pensa em palavras grandes normalmente vem à cabeça otorrinolaringologista. No entanto, muitos sabem que inconstitucionalissimamente é maior, o que é uma bela duma parvoíce já que o adjectivo "constitucional" não admite graus. Não há coisas mais constitucionais do que outras, há coisas constitucionais e coisas inconstitucionais. Acima de tudo não há coisas constitucionais ao ponto de serem extremamente constitucionais. Além disso é estúpido usá-la numa conversa.

- Ó coiso, já me viste esta nova lei do governo?
- Já, é altamente inconstitucional.
- Inconstitucionalíssima, diria mesmo.
- Sim, foi inconstitucionalissimamente feita.
- Inconsticucionalissimamente, mesmo.
- Fiquei rouco com isto, pá. Tens pastilhas para a garganta?
- Não. Vai ao otorrinolaringologista ver isso.

Contudo, após apurada pesquisa (fui por engano parar a um blogue que discutia isto das palavras compridas) descobri que não, afinal a maior palavra em português tem 46 letras e é do ramo da medicina.

Antes de a revelar, vamos ao top 5.

Em 5.º lugar temos o tal inconstitucionalissimamente (27 letras), e em 4.º oftalmotorrinolaringologista (28 letras) que para além dos ouvidos, nariz e garganta, também trata dos olhos, coitado.

Em 3.º lugar está uma fobia: hipopotomonstrosesquipedaliofobia. À partida parece um desvio sexual qualquer que meta hipopótamos e pedais, mas coisas sexuais acabam em "-filia" e não em "-fobia". E de que tem medo alguém que sofra de hipopotomonstrosesquipedaliofobia? De pronunciar palavras grandes ou complicadas, claro. Aparentemente é uma coisa da qual não padeço. Pelo menos não me sinto até agora afectado.

Em 2.º e 1.º lugares estão uma doença e o nome de quem a tem. A doença é a pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose (44 letras) e quem sofre desta maleita é um pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico (46 letras). Trata-se duma doença pulmonar causada pela aspiração de cinzas vulcânicas. Deve ter estado na berra na altura de Pompeia, porque nunca tinha ouvido falar disto. Deve ser chato, no entanto, ter de explicar porque é que se está rouco:

- Epá, apanhei uma bela duma pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose quando fui dar uma passeata pelo Vesúvio e fiquei assim apanhado da garganta, que é que se há de fazer.
- Cala-te lá, pá! Então não sabes que tenho hipopotomonstrosesquipedaliofobia? Tenho medo de palavras grandes!

E pronto, aqui está um paradoxo estúpido. Como é que um hipopotomonstrosesquipedaliofóbico explica que tem essa fobia?

Há gente chalupa para todos os gostos, chiça...

PS - Esta classificação é estúpida, já que hipopotomonstrosesquipedaliofóbico tem mais uma letra do que hipopotomonstrosesquipedaliofobia o que faz da palavra a verdadeira 3.ª classificada. Mas para que é que isso interesa, não é?

7 de julho de 2008

GRANDES SONORIDADES V

Mais um mês, mais uma sonoridade. Confesso que sempre que chega a hora de optar hesito na minha escolha. Há tantos artistas e tantas músicas que tenho sempre dúvidas em relação a qual escolher (artista e música). Desta vez o problema voltou a repetir-se.

Tenho escolhido sempre temas com pelo menos 20 anos, o que talvez não seja muito justo. É verdade que cada vez se faz menos boa música, mas talvez devesse variar um pouco mais, ou pelo menos apresentar músicas de diferentes épocas. Ainda assim escolhi um artista já com alguns aninhos, aliás até já morreu há muito: Jimi Hendrix. Jimi Hendrix foi um dos maiores guitarristas da história do rock, se não mesmo o melhor segundo muitos entendidos. Natural de Seattle dos E.U.A., Hendrix teve uma carreira relativamente curta mas muito rica em termos de legado musical. Uma das características deste músico era o facto de, sendo canhoto, tocar com uma guitarra para destros virada ao contrário com cordas invertidas.

O tema de hoje é uma versão ao vivo de All Along The Watchtower. Aconselho também que vejam outra música, também ao vivo: Machine Gun, um célebre épico de Hendrix. A versão tem 12 minutos (apesar de a hiperligação estar incompleta) e é considerada uma das melhores performances ao vivo de Jimi Hendrix.

4 de julho de 2008

A HORA DA PIADA SECA VII

O que é um homossexual?

R: É o detergente usado para lavar as partes íntimas.

1 de julho de 2008

PASSO A PASSO

Bons tempos os tempos de criança em que vivíamos na inconsciência, tempos sem preocupações. Às vezes sinto saudades mas não sou daquelas pessoas que procura incessantemente a resposta à felicidade naquilo que a fugacidade do tempo levou. Na vida tudo tem o seu momento de ser. Há tempo para sermos crianças, tempo para sermos adolescentes e tempo para sermos adultos. Cada etapa é uma breve e intensa passagem à qual estão associados os prazeres comuns da mesma. A vida não é imutável. Altera-se constantemente. Cabe-nos a nós escolher as melhores alternativas face aos problemas que constantemente nos surgem, viver o melhor possível, descobrir e amar. Porque viver é amar e amar é ser feliz! Aconteça o que acontecer é para isso que cá estamos, é essa a nossa missão.
Pessoalmente não gosto de revelar certas vivências. Guardo-as para mim porque só a mim dizem respeito e só a mim pertencem. Nisso sou um bocado egoísta. Contudo, algumas não tenho qualquer problema em partilhar. Hoje fui à praia e a minha irmã lembrou-se de um episódio nosso de quando éramos mais pequenos. Sempre que víamos o filme da Disney O Livro da Selva riamo-nos imenso com a música Somente o Necessário em especial a parte final em que os macacos gozam com o Baloo, o urso. Rebobinávamos e rebobinávamos a cassete vezes sem conta só para rever essa cena e ríamo-nos sempre. Aliás, ainda hoje me dá vontade de rir. Esse é o momento que agora quero partilhar. Muito provavelmente já terão visto e também se riram. Rir é o melhor remédio por isso riam-se.
P.S. - Este post um pouco intimista sai completamente da linha de posts do blog. Como tal, vou criar uma etiqueta especial para ele: posts do duarte que nada têm a ver com este fantástico blog.