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9 de setembro de 2009

O BOM E O MAU

O bom e o mau. Um título certamente sugestivo. O bom podemos dizer que foram as férias; o mau a terrível tristeza que assolou este lugar nos últimos meses, ou talvez o novo penteado do Fábio Coentrão. Vamos retomar a alegria? Vamos ser felizes? Vamos! Confesso que estava com saudades.
O bom e o mau não é nada disto. Hoje o tema é cinema. Na última semana fui por duas vezes ao cinema o que não é muito comum apesar de gostar muito. Na verdade a dicotomia não é bem entre o bom e o mau. Digamos que é entre o mais ou menos e o muito bom. Quando digo mais ou menos falo no novo filme de Sacha Baron Cohen: Brüno! Depois de Ali G Indahouse e Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan, o actor inglês voltou a vestir a pele de mais uma estranha personagem apelidada de Brüno. Brüno é um homossexual austríaco que procura incessantemente o estrelato vendo-se obrigado a viajar até os E.U.A. (curiosamente, mais uma vez!). Lo que pasa é que nem todas as cenas são bonitas. Enquanto algumas nos permitem atingir um momento de satisfação e regozijo como o Today with Richard Bey outras porém, metem nojo até ao José Castelo Branco! Esta combinação torna o filme excessivamente vulgar o que, na minha opinião, não permite atingir os níveis de sucesso que teve o Borat.
O bom por seu lado revelou-se em Inglourious Basterds ou em português Sacanas sem lei. O novo filme de Tarantino, que muitos afirmam ser a sua obra-prima, não podia ser melhor! Com muito humor e também muito sangue à mistura como todos os “tarantino”, o autor dá um final da segunda grande guerra que muitos desejaram e engendraram. Não adianto muitos mais pormenores para não estragar a surpresa. Recomendo vivamente!

10 de novembro de 2008

"QUANTUM OF SOLACE", THE NEW ESSENCE OF JAMES BOND

Pois é, o novo filme do James Bond já aí está, e melhor que nunca. Digo isto porque a censura/omissão de alguns dos traços base daquele a que se chama "o antigo James Bond" fazem deste filme uma "pérola da actualidade cinematográfica".

Eu, pessoalmente, sinto que aquelas cenas de sexo tórrido com a Bondgirl não são e nunca foram um bom exemplo para as gerações que se espelhavam nos filmes, assim como acho bem que uma bebida tão escandalosamente forte como um vodka-martini, shaken but not stirred, não figure, de facto, tão explicitamente no filme (contrariamente ao que acontecia antigamente).

E de facto, porque é que aquele senhor havia de dizer sempre "My name is Bond, James Bond"? Até dava a entender que não o sabia dizer de outra forma, ou até que os pais lhe tinham dado o nome "My name is Bond, James Bond", por exemplo "- Olha qual foi o nome que os teus pais te deram quando te levaram ao registo? - My name is Bond, James Bond!". A mim, quando me perguntam o nome digo simplesmente "Joel".

Ainda gostava de salientar o facto de que é mais plausível ter um James Bond que "enche os outros de porrada" mas que pela primeira vez tem "caparro" para isso, do que ter aqueles lingrinhas aos quais durante 50 anos fomos habituados. Aliás, este Bond é tão forte que o Mr. Q das engenhocas se deve, com certeza, ter reformado, já que nem aparece neste filme, o que acho muito bem já que dava ao filme um carácter muito irreal e fantasioso.

Bem, estes são apenas alguns traços que pretendia salientar e mostrar a minha "enorme satisfação", e gostava ainda de dizer ao senhor Craig para não deixar de "puxar ferros", porque isso é mesmo "o que se quer" num 007.

Com os melhores cumprimentos

30 de setembro de 2008

A VOZ

Morreu no início deste mês uma das vozes mais conhecidas de sempre: Don LaFontaine. Provavelmente nunca ouviram falar deste senhor, mas se vos dizer 2 coisas talvez adivinhem: trailers e voz de bagaço. Sim, adivinharam, é o senhor que faz as vozes off dos trailers de todos os filmes feitos desde que acabou o cinema mudo. OK, estou a exagerar. Este senhor fez mais de 5 000 trailers desde 1964, chegou a director da Paramount, fundou empresas de criação de trailers e aparentemente chegou a fazer mais de 60 promoções numa semana, tendo um motorista que o levava de estúdio em estúdio. Comédias, dramas, filmes de acção, de terror, musicais, desenhos-animados, tudo levou com a voz do Don.

Agora que já não está entre nós, arrisco-me a dizer que sempre o imaginei como um tipo dos seus 50 anos com 2,20 metros, cara de poucos amigos e capaz de rasgar listas telefónicas só com uma mão. Afinal não. Era um velhote simpático, careca e de sobrancelhas grossas.

Vejam este sketch fantástico em que Don LaFontaine aceitou participar (é o velhote careca da esquerda) com dois dos seus melhores imitadores: Frank Caliendo (o do meio) e o cómico de stand up Pablo Francisco (o alto da direita), sobre o qual sugiro que vão ver outros vídeos.



Fantástico, não é? Os Três Tenores do trailer. Gosto da maneira como sacam do lenço para limpar a testa, e de como Don LaFontaine corta o "in a theatre near you", mesmo no fim. E tal como aqui foi parodiado, já repararam que todos os trailers de filmes começam com "In a world where... [violence prevails / love is the most important thing / magic is boiling in the air / women are savage beasts / vampires live / war is spread all over the globe, etc]"... E também há os outros que começam com "He was [the man of the moment / the guy nobody loved / the greatest super-hero of all time / the clumsiest man on Earth, etc.]". Há pouca imaginação trailorística.

8 de setembro de 2008

MONTAGENS

O título engana. Não vamos falar de mobília do IKEA, calma.

Trata-se apenas de uma explicação da montagem que foi recentemente colocada aqui no Gameirices.

(clicar para ampliar)

1. Artur Jorge - 2. Jornal O Crime - 3. Beto (ex-jogador do Benfica) - 4. Post-it com frase "Hoje - Fazer Megapost" - 5. Egas e Becas da Rua Sésamo - 6. Xerife com crucifixo ao peito - 7. Símbolo do Benfica - 8. Fernando Chalana - 9. Wally - 10. Eric Clapton - 11. Cavalo lusitano - 12. Chicken McNuggets - 13. Marco Paulo - 14. Senhor a tocar cavaquinho - 15. Bola de espelhos com headphones - 16. D. B Cooper, pirata do ar - 17. Toureiro Morante de la Puebla e touro - 18. Bandeira da República Checa - 19. Gameirices na font do Google - 20. Ned Flanders - 21. Carrinha Peugeot 504 com coisas empilhadas - 22. Quadro do Adamastor - 23. Alessandra Ambrósio - 24. Artista indiano - 25. Câmara de filmar - 26. Placa da Rua Prof. Georges Zbyszewski - 27. Mapa meteorológico de Portugal continental - 28. Quim Barreiros - 29. Bud Spencer e Terence Hill - 30. Daewoo Matiz - 31. Capa do álbum Dark Side of the Moon dos Pink Floyd - 32. Típico tuga

E pronto. Assim todos ficam a entender o que são aquelas coisas pequeninas e que ninguém vê. Para informação de todos estão um total de 9 bigodes nesta imagem, mais 2 se contarmos com a barba e bigode do Bud Spencer e do Adamastor. Tudo o que se fala neste blog está representado. A haver algum novo tema, será prontamente acrescentado.

PS - Esta montagem é provavelmente a imagem, de todo o sempre, em que mais facilmente se encontra o Wally.

29 de março de 2008

CINEMA: O POST

Estou em crer que depois da palavra "saudade" e da pronúncia das Beiras, o melhor que a língua portuguesa oferece ao mundo são as traduções dos títulos dos filmes de Hollywood.

São conhecidas as fantásticas e inventivas capacidades dos senhores que decidem como traduzir os títulos de filmes cá na terra. O lógico e normal seria a tradução literal, mas muitas vezes tal não é possível, ou porque o título original só faz sentido em inglês ou porque já alguém se lembrou de dar um título igual a um filme qualquer antigo. Sim, a lei portuguesa não permite que haja dois filmes com o mesmo título. Nem músicas, já agora.

É conhecido o caso do Ocean's Eleven original, com o Rat Pack de Frank Sinatra, Dean Martin e Sammy Davis, Jr, a que foi dado o magnífico nome Os onze de Oceano. No entanto, o que este título me faz lembrar, e julgo que a muitos de vocês também, é um Sporting-Rio Ave de 1996 para a Taça, em que o onze verde-e-branco era capitaneado pelo jogador Oceano. Sim, esse mesmo, o internacional português companheiro de Marina Mota. Então se o personagem se chama Danny Ocean, não deveria ser Os onze de Ocean? Agora andar aí a alterar nomes não vale, pá. Por esse andar teríamos a Lista de Chindelére, Gande (sim, o pacifista indiano), Barril Lindão, Maria Popinas ou o épico romântico Titânico.

Mas não ficamos por aqui. Aqui têm uns tantos que fazem tanto sentido como 745 pessoas terem votado no Gonçalo da Câmara Pereira para a Câmara de Lisboa.

Citizen Kane - O mundo a seus pés (Cidadão Kane era difícil...)
The Maltese Falcon - Relíquia macabra (Ui...)
Rebel without a cause - Fúria de viver
The searchers - A desaparecida (O original foca-se nos que procuram, o português foca no objecto procurado.)
Vertigo - A mulher que viveu duas vezes (Um título de uma palavra ganha outras 5. E logo a divulgar mais do que o autor original pretendia.)
North by Northwest - Intriga internacional
West Side Story - Amor sem barreiras
The Sound of Music - Música no coração
Planet of the Apes - O Homem que veio do futuro
The French Connection - Os incorruptíveis contra a droga
Mad Max - As motas da morte
Chariots of Fire - Momentos de glória
Groundhog Day - O Feitiço do Tempo (outro fantástico que nos diz logo tudo sobre o filme)
Atlantic City - Atlantic City, USA (brilhante este adicionar de USA à frente)
The Shining - Shining (desaparece o "The", fica logo tudo esclarecido)
Airplane! - O Aeroplano (Avião, não?)
Rear Window - Janela Indiscreta.
Jaws - Tubarão
Top Gun - Ases Indomáveis
Die Hard - Assalto ao arranha-céus
Braveheart - O Desafio do guerreiro

Mas depois Taxi Driver, Chinatown, Rocky ou Moulin Rouge ficam em inglês. Faz sentido.

Alien, Blade Runner, Toy Story ou Million Dollar Baby recebem um título à frente. Alien - O 8.º passageiro, Blade Runner - Perigo iminente, Toy Story - Os rivais e Million Dollar Baby - Sonhos vencidos. O mix inglês-português também é bonito, claro. E dá umas luzes a quem não perceba nada de inglês para que compreenda as expressões em causa. Depois vai para casa e diz para a mulher: "Aquela jarra está muito à beira da mesa, está em blade runner de cair. Ajeita-me lá isso, mulher, que eu vou ver o Benfica que hoje joga contra os seus toys stories, o Sporting."

Também há aquele processo útil, que é acrescentar coisas. Se o autor decidiu chamar Babe ou Terminator, porque é que alguém decide acrescentar coisas como Um porquinho chamado Babe ou Exterminador implacável? Qual será a ideia de por implacável à frente? "Ah, 'pera lá! Este título não esclarece bem que é um gajo que vem exterminar como se não houvesse amanhã... Toca mas é a dizer que é implacável também.. e que tem hemorróidas." Sim, porque já só falta acrescentar que vem do futuro, e que tem pronúncia alemã.

Mas, já agora, também lhes dá para tirar coisas, atenção. Le fabuleux destin d'amélie poulain fica em português O fabuloso destino de Amélie. O que aconteceu ao apelido? Divorciou-se e ninguém sabe o nome de solteira? Acharam que pôr o apelido era divulgar demasiado do filme e que podia estragar a história? Ao menos não ficou O fabuloso destino de Amélia Frango. Já não é mau, vá...

Outra característica maravilhosa é a capacidade de síntese no título. Uma síntese particular no que toca a revelar coisas que era suposto sermos surpreendidos ao ver o filme. Ora vejam, Dumbo, em português ficou: Dumbo, o elefante voador. Imaginem o Crime in the Orient Express em português, utilizando esta técnica: Crime no Expresso do Oriente - Quem matou o tipo foram todos. Outras sugestões: Matrix, Ele é Mesmo O Escolhido; O Sexto Sentido: O Pedo-psiquiatra que estava morto desde o início do filme; ou mesmo Titanic - Amor interrompido por hipotermia.

E temos sorte por alguns dos títulos não terem sido tocados pela mão mágica do tradutor português, porque senão teríamos em vez de um Casablanca, um Marraqueche, em vez de um Ben-Hur, um Benedito-Artur, em vez de um Spartacus, um Esparregado, ou em vez de um Lolita, um Lolinha.

Mas pronto, reservei-vos para o fim duas das melhores traduções de sempre. Uma é recente e tira qualquer vontade de ver o filme, a outra acrescenta todo um sentido onírico à coisa. Não é que nos faça sonhar, faz-nos é querer que seja apenas um sonho que alguém tenha feito mesmo isto a um título de um filme.

São o Little Miss Sunshine, traduzido para Uma família à beira de um ataque de nervos e o fabuloso (atenção, não caiam para o lado) A Hard Day's Night (filme com os Beatles) traduzido para... Os Quatro Cabeleiras do Após-Calipso!

Fantástico! Agora vou ali só apanhar um avião até casa de um desses marmanjos para lhes bater com estacas de madeira. Não quero é ser o alien do voo. Era chato porque o 7 é o meu número preferido e não gosto muito de ser o 8.º passageiro. Se tal acontecesse ficava million dollar babyed, que é como quem diz, com os meus sonhos vencidos.

PS - Comecei a escrever isto a 20 de Julho e só acabei hoje.

27 de março de 2008

PORRADA À ANTIGA

Que saudades tinha de escrever qualquer coisa. A sensação de deslizar os dedos sobre o teclado para escrever umas quantas estupidezes e uma ou outra coisa interessante. Pois bem, o que vos trago hoje pode classificar-se como pura estupidez ou então um bom exemplo de mau cinema. Será mesmo mau? Talvez... Mas isso depende do ponto de vista de cada um. Para mim este excerto cinematográfico é simplesmente hilariante. Uma verdadeira pérola do cinema italiano.
Bud Spencer diz-vos alguma coisa? Este grande (literalmente grande) homem é o protagonista. Não sei o nome do filme nem o ano da sua produção mas asseguro que está ali entre os anos 70 e 80.
Vejam o filme que vale a pena. Acho excelente o fluxo contínuo de homens vindos sabe-se lá de onde, a quantidade de vidros, vitrais, portas e paredes que são destruídos.
Gostaram?? Haha! está muito bom!
P.S. - Proximamente irei dar a conhecer um filme específico que eu próprio tive o prazer de assistir há uns 2 meses: Canne e Gatto. Neste magnífico filme Bud Spencer, interpretando o papel de um polícia, persegue Tony Roma, um gigalô de fazer baixar a grimpa ao próprio Zézé Camarinha!

7 de fevereiro de 2008

QUANDO O MAU ROÇA O NOJENTO


Foi com alguma desilusão que ontem saí do cinema depois de ter visto o novo filme de Astérix. Já aqui tinha expressado a minha vontade de ver o filme há uns dias atrás e penso: "Bem que JGP me avisou que o filme não prestava!" ou "Malditos €4!".

Sinceramente não sei como é possível fazer um filme tão mau com uma história que à partida até é bastante divertida. Ri-me, é um facto, mas devido à estupidez das personagens, da reconstrução da história e pelo ar de infelicidade dos meus primos Miguel e Vasco que partilharam comigo a dor de tão baixa produção cinematográfica. Em primeiro lugar a história está completamente adulterada. Quem são Apaixonadix, a princesa Irina e outras personagens? Nunca os vi nos livros. A que propósito é que aparecem Zidane, Michael Schumacher, Amélie Mauresmo ou Tony Parker? Não há ponta por onde se lhe pegue. Salva-se a modelo Vanessa Hessler! Haja uma coisa boa para se ver!

1 de fevereiro de 2008

ASTÉRIX NOS JOGOS OLÍMPICOS

Ontem dia 31, estreou no cinema o último filme de uns dos meus heróis de infância preferidos: Astérix e Obélix - Astérix nos Jogos Olímpicos. A história é simples, os ambiciosos romanos na tentativa de se apoderarem da aldeia ocupada pelos irredutíveis gauleses organizam os jogos olímpicos, jogos que requerem um alto nível de preparação física e mental. O final acabada da mesma forma de sempre com muita cerveja e javali à mistura.
Estou com grande vontade de ir ver, mas em quanto isso não acontece, let's look at the trailer.



P.S. - Dentro do elenco incluem-se Michael Schumacher e a super modelo lindíssima Vanessa Hessler. Uma combinação perfeita entre mulheres e carros que constitui um forte motivo para RF sair de casa e deslocar-se até ao cinema comigo e JGP.

29 de outubro de 2007

COISAS QUE MELINDRAM I


Coisas chatas que já me aconteceram.

1. Acordar de manhã, colocar o pé de fora da cama e pisar vomitado de cão. Quentinho.

2. Ir ao ginásio pela primeira vez em meses e no dia a seguir ter de cortar a relva.

3. Apanhar uma unha cortada a corta-unhas no puré-de-batata da cantiga, para aí no 6.º ano. (Podem perguntar a quem me conhece...)

4. Votar no Mário Soares nas presidenciais de 2006. Sim, fui um dos 14%.

5. Ter uma cólica renal. Ao que parece as dores são piores que as de parto. Essas julgo que nunca terei, por isso a comparação é basicamente estúpida. Não voltem a comparar partos com pedras nos rins, por favor.

6. Ter 99,25% num teste por me esquecer de apresentar um conjunto solução numa equação qualquer básica, depois de a ter resolvido toda. (Este é o tipo de coisas nerds óptimas para engatar quem quer que seja.)

7. Levar uma cacetada no dedo médio da mão quando se está à baliza, devido à incrível capacidade de um colega de conseguir sempre acertar na atmosfera quando remata uma bola. Desta vez, vá lá, não pontapeou ar. Foi mesmo o meu dedo.

8. Perder um boneco do Pateta que a minha mãe me havia trazido da Eurodisney, deixando-o escorregar por entre os dedos a uns bons quilómetros por hora em plena Ponte 25 de Abril e ele sair disparado pela janela aberta. Nunca mais o vi, a esta hora deve estar a fazer um cruzeiro pela costa escandinava. Marcou-me muito, no ano passado.

9. Gastar dinheiro para ir ver o Garfield ao cinema.

10. Ser parado em duas operações stop no espaço de 10 minutos.

Continua...


PS - Não é que me aconteçam coisas destas muitas vezes. Até me considero bastante sortudo no que a não me pedirem para pagar em restaurantes de fast food diz respeito.

16 de setembro de 2007

SPIDER PIG

Confesso que nunca fui grande fã dos Simpsons, mas desde que vi o filme comecei a ver e agora gosto imenso! Adoro esta cena e não me canso de a ver... espero que gostem.

5 de março de 2007

ARTES

Se o Cinema é a 7.ª arte, em que posição estão as artes do origami e das sombras chinesas? 62.ª, 63.ª?

13 de novembro de 2006

MORRER OU MORRER, EIS A QUESTÃO

O que pergunta um actor mal sabe que vai entrar num filme de Martin Scorsese?

"Então, e eu vou ser daqueles que morre no princípio, no meio ou no fim?"

JGP

12 de novembro de 2006

DÓ É FÁCIL DE CANTAR. RÉ TAMBÉM, OU TALVEZ NÃO.

Há uma coisa que me faz espécie. Porquê dizer-se Oxford, Cambridge e Liechtenstein, quando belas versões alusitanadas existem? Oxfórdia, Cambrígia e Listenstaina. Outra coisa que me dá um treco lambreco quando oiço é a versão portuguesa da música Do-Re-Mi do filme Música no Coração. Aqui têm a versão original, onde se faz uma laracha linguística com o facto das notas musicais serem homófonas, ou pelos menos, parónimas, de outras palavras inglesas de sentidos diversos.

Angliú
"Do, a dear, a female dear, [Doe = veado fémea]
Re, a drop of golden sun, [Ray = raio de sol]
Mi, a name I call myself [Me = eu]
Fa, a long long way to run [Far = longe]
So, a needle pulling thread [Sew = coser]
La, a note to follow so [Pois...]
Ti, a drink with jam and bread [Tea = chá]
That will brings us back to Do!
Do, re, mi, fa, so, la, ti, do!
Do, do!
"


E agora, a versão nacional...

Tuga
"Dó, é fácil de cantar,
Ré, também, ou talvez não,
Mi, é música no ar,
Fá, dentro do coração,
Sol, vontade de chegar,
Lá, logo a seguir ao sol,
Si, está quase a acabar,
E volta de novo ao dó!
Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó!
Dó, dó!"

Vamos por partes. "Dó, é fácil de cantar". Sim, até que é. Uma pessoa quando quer cantar um dó consegue normalmente à primeira. Mas logo de início se desfaz a piada de toda a música em inglês, o trocadilho. Bem, depois vem o verso que mais abomino: "Ré, também ou talvez não". Porquê? Mas porquê? É também fácil de cantar, é certo. Mas depois é levantada a indefinição: "ou talvez não". Então qual a razão de se falar no ré como sendo fácil de cantar, tal como o dó, se no fundo até pode ser que não seja? Suspeito de tentativa abusiva de rima com a palavra "coração" do 4.º verso. De seguida temos "Mi, é música no ar". Igualmente sem sentido. Como sabemos, as ondas sonoras propagam-se no ar, mas segundo o autor da tradução isto sucede apenas com o mi. E depois vem a explicação. Só o mi se propaga no ar, pois o fá está preso dentro do sistema cardíaco de alguém: "Fá, dentro do coração". Depois: "Sol, vontade de chegar". Porquê? Mas porquê, meu Deus? Quem foi o cretino que julgou que a vontade de chegar estaria bem aqui? Qual o sentido? Trocando o mi com o sol ficava igual. "Mi, vontade de chegar, / Fá, dentro do coração, / Sol, é música no ar". As coisas estão lá só para rimarem umas com as outras e sem qualquer tipo de ligação às notas que se dizem no princípio do verso. "Lá, logo a seguir ao sol", este é o único verso que respeita a tradução original. É engraçado como o único onde isto acontece é no verso mais desenxabido da música em inglês, o único que não tem trocadilho. "La" não quer dizer absolutamente nada em inglês, todos sabemos. Mas o que me salta à vista é o facto de existir em português! Lá = naquele lugar. A seguir temos a minha preferida "Si, está quase a acabar", porque, pensando bem, já não era sem tempo.

Agora vejam:
Dó, s.m. Comiseração. Compaixão, lástima. Tristeza. Luto.
Ré, s.f. Mulher acusada de um crime; mulher criminosa; autora (de crime). Parte do navio entre a popa e o mastro grande; popa.
Mi, pronome. A mim
Fá, pois...
Sol, Astro que ocupa o centro do nosso sistema planetário, e que dá calor e luz aos planetas que gravitam em torno dele. Astro. Estrela. A luz e o calor do Sol. Luz. Calor. Círculo de doze raios, com esmalte de oiro, nos brasões. Peixe plectógnato. O nascente ou a banda do nascente. Fig. O dia. Grande resplendor. Génio.
Lá, adv. Naquele lugar. Entre aquela gente. Naqueles povos. Para aquele lugar; aquele lugar. Ao longe. Além. Pois. Nesse tempo. Contigo. Convosco. Afinal.
Si, flexão do pron. ele, quando é precedido de prep. A alguém. Ao interlocutor.

Dó, é pena de alguém
Ré, a popa de um navio
Mi, sou eu e mais ninguém
Fá, logo a seguir ao mi
Sol, o astro lá no céu
Lá, sítio longe daqui
Si, algúem que está a ouvir
E volta de novo ao dó!
Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó!
Dó, dó!

E digam lá se não está mais catita?

JGP

PS - Se a tradução do título do filme já é o que é (Sound of Music -> Música no Coração), como poderíamos esperar uma boa tradução da letra?

30 de setembro de 2006

REALIZADOR É QUE ERA!... HUM... SE CALHAR NÃO.

Deus escreve direito por linhas tortas.

Então não é que, só depois de ter mudado do curso de gestão da Nova para o de Ciência Política e Relações Internacionais da mesma, descubro que o que me realizaria profissionalmente é afinal ser realizador de cinema, ou pelo menos argumentista.

Woody, Bergman, Steven, Martin, Francis, Manoel ou António-Pedro: se alguém estiver interessado numa bela curta-metragem que escrevi é só mandar um e-mail para: pessoa-que-deveria-ter-nascido-num-país-em-que-qualquer-profissão-ligada-ao-cinema-dê-para-viver-decentemente@telenetsapix.pt

JGP

PS - Já agora, Deus, pá, dá um saltinho à MultiOpticas ou então deixa de comprar cadernos de linhas manhosos do Continente.