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8 de setembro de 2008

MONTAGENS

O título engana. Não vamos falar de mobília do IKEA, calma.

Trata-se apenas de uma explicação da montagem que foi recentemente colocada aqui no Gameirices.

(clicar para ampliar)

1. Artur Jorge - 2. Jornal O Crime - 3. Beto (ex-jogador do Benfica) - 4. Post-it com frase "Hoje - Fazer Megapost" - 5. Egas e Becas da Rua Sésamo - 6. Xerife com crucifixo ao peito - 7. Símbolo do Benfica - 8. Fernando Chalana - 9. Wally - 10. Eric Clapton - 11. Cavalo lusitano - 12. Chicken McNuggets - 13. Marco Paulo - 14. Senhor a tocar cavaquinho - 15. Bola de espelhos com headphones - 16. D. B Cooper, pirata do ar - 17. Toureiro Morante de la Puebla e touro - 18. Bandeira da República Checa - 19. Gameirices na font do Google - 20. Ned Flanders - 21. Carrinha Peugeot 504 com coisas empilhadas - 22. Quadro do Adamastor - 23. Alessandra Ambrósio - 24. Artista indiano - 25. Câmara de filmar - 26. Placa da Rua Prof. Georges Zbyszewski - 27. Mapa meteorológico de Portugal continental - 28. Quim Barreiros - 29. Bud Spencer e Terence Hill - 30. Daewoo Matiz - 31. Capa do álbum Dark Side of the Moon dos Pink Floyd - 32. Típico tuga

E pronto. Assim todos ficam a entender o que são aquelas coisas pequeninas e que ninguém vê. Para informação de todos estão um total de 9 bigodes nesta imagem, mais 2 se contarmos com a barba e bigode do Bud Spencer e do Adamastor. Tudo o que se fala neste blog está representado. A haver algum novo tema, será prontamente acrescentado.

PS - Esta montagem é provavelmente a imagem, de todo o sempre, em que mais facilmente se encontra o Wally.

28 de maio de 2008

É TEMPO DE FALAR DO TEMPO

Como AV está calado há algum tempo resta-me a mim ser o porta-voz da meteorologia deste estaminet (é engraçado como palavras como estaminé ganham em francês um estatuto de coisa respeitável).

A meteorologia é provavelmente das ciência mais incertas e que ao mesmo tempo mais me transtorna, rivalizando com coisas como a astrologia e a alquimia. Relativamente à astrologia, é sabido por quem me conhece que sou ávido coleccionador de cartões de mediums e videntes, e quanto à alquimia é uma coisa que me tira noites de sono. Não é que tenha uma cave escura onde teste poções para transformar calhaus em pepitas de ouro. O que me tira noites de sono é pensar que haja quem passe uma vida inteira a tentar criar "o ouro" a partir de cascalho e não se aperceba que a partir do momento em que o consiga fazer, todas as toneladas desse material precioso do mundo se desvalorizarão, já que se tornará possível fabricá-las.

Bem, mas regressemos à meteorologia. É uma palavra difícil de pronunciar correctamente. Aliás, aposto que não há ninguém em Portugal que a pronuncie me-te-o-ro-lo-gia. Toda a gente que é gente diz "metriologia". E aqui está uma das modificações para um novo acordo ortográfico...

Outra coisa. Alguém me consegue explicar porque é que nos meios de comunicação nunca o "senhor do tempo" é chamado de meteorologista? São todos "técnicos" da meteorologia. Como se alguém tivesse um problema meteorológico no quintal e chamasse o técnico para resolver, como um canalizador que vem apertar uma torneira que pinga.

Eu julgo que os senhores do Instituto de Meteorologia quando assinam o contrato de trabalho com a instituição são obrigados a aceitar umas tantas cláusulas. Uma delas é a de obrigatoriamente numa previsão referir expressões como "possibilidade de ocorrência de neblinas matinais", "vento que vai soprar forte ou moderado" e "prevêem-se abertas para a tarde" assim como nunca dizer palavras como chuva ou nuvens, preferindo sempre expressões como aguaceiros, precipitação, pluviosidade ou nebulosidade. Mas por exemplo, o vento é sempre vento, quer seja de 5km/h ou 300km/h... Onde estão coisas como a brisa fresquinha, o ventinho agradável, o vendaval, a ventania de partir guarda-chuvas ou o soprozinho quente? É sempre vento, vento, vento. Eu nem sei o que é que um vento a 40km/h me pode fazer... Para mim tanto pode ser aquele vento que pede que se use qualquer coisa de malha, como pode ser daqueles em se calhar tenho de começar a pensar em construir o meu abrigo nuclear.

Fora isso é útil. Apesar das diferenças de temperatura entre as ilhas dos Açores serem a coisa mais irrelevante desde que é possível comprar bilhetes para o Estádio de Alvalade onde se fica atrás de um ecrã gigante. Juro por tudo, que nunca, mas nunca na minha vida vi uma diferença de mais de 1 grau entre as temperaturas do grupo ocidental, central e oriental. E mesmo na Madeira a coisa é fácil, mesmo que a diferença de temperatura seja favorável em dez graus no Funchal, eu vou querer estar sempre no Porto Santo. Sempre são 50 km mais longe do Alberto João.

E pronto, quando comecei a escrever isto tinha intenções de falar sobre o tempo ranhoso que por aí anda. Pus-me a divagar e depois é no que dá. Faço posts de dimensões que gente como DGC fazem questão de não ler.

Mas pronto, só uma frase. Está aí Junho e a mim só me apetece é comer castanhas e pensar em comprar uma gabardina amarela de bacalhoeiro.

Contudo vou deixar isso para outro dia, já que falar do tempo é sinal de ausência de temas, ou de que se está num elevador, o que no caso do Gameirices seria um com tendência para ir para as sub-caves.

6 de dezembro de 2007

NEVOEIRO DO CAMANDRO

Se na República Checa deve andar a cair neve ao magotes, por cá temos uma versão foleira da coisa. Não me lembro de haver 2 dias seguidos em que o nevoeiro estive permanentemente a fazer-me festinhas na cabeça. Parece que estamos dentro da fornalha de uma fábrica de cimento, só que com frio. Ligar as luzes de nevoeiro de manhãzinha já me tinha acontecido, agora ligá-las às 2h da tarde é obra. São Pedro deve estar a esfregar as mãos de contente, ou então devia deixar de fumar.

Isto faz-me lembrar uma história. Uma das perguntas que o examinador me fez no meu primeiro e brilhante exame de condução (que chumbei) foi "Sabe ligar as luzes de nevoeiro?". Pergunta à qual respondi com a maior das confianças: "Claro que sim, Sr. Antunes." Não se chamava Antunes, mas acho um nome perfeitamente adequado a um examinador. Enquanto dizia estas palavras pensava para dentro "Epá, como é que era, como é que era, como é que era, como é que era?..." chegando a conclusão que tinha de encontrar um botão qualquer. Aí ele ripostou qualquer coisa que pode ter sido algo como "Então ligue-as lá" ou então "Mas eu não me chamo Antunes", não me lembro bem. Só sei que subitamente me lembrei do sítio do botão, levando lampeiro o dedo ao dito cujo. Carreguei. Nada. Carreguei outra vez. Nada. Olhei para a cara do Sr. Antunes. Nada. Disse "Que estranho..." e voltei a carregar.

"Deixe lá estar isso. Não vale a pena tentar mais, já vi que não sabe", ouvi. Mas o que queria ter ouvido era mais um "Deixe lá estar isso. As luzes devem estar fundidas".

Fica então o aviso para todos os que estão neste momento a tirar a carta. Para ligar as luzes de nevoeiro tem de se ligar primeiro os médios. Para quem não sabe o que são os "médios", então é melhor começar a pensar em desistir da ideia de tirar a carta e compre já mas é o passe para Dezembro.

De referir também que a razão de ter chumbado não teve nada a ver com não saber ligar as luzes de nevoeiro. Ao que parece pessoas como o Sr. Antunes não são apologistas da ideia de passar com o sinal vermelho.

PS - Hoje recordei-me disto porque me lembrei à primeira, quando ia para a faculdade, que devia ligar os médios primeiro antes das luzes de nevoeiro. Para a próxima tenho de me lembrar é de desligar as luzes todas quando estaciono o carro. Lembrei-me uns 10 minutos depois e tive de vir cá fora desligá-las antes que a viatura ficasse sem bateria.

7 de novembro de 2007

ITS'S RAINING CATS AND DOGS!




Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.


Se pensarmos na gramática Portuguesa, sabemos que há três tipos de pretéritos, o perfeito, o imperfeito e o mais que perfeito.
Em relação à hierárquia das ciências passa-se uma coisa do mesmo género. Temos as ciências exactas, como a matemática, as inexactas, como a astrologia, e as ciências mais que inexactas, como a meteorologia.
Eu era um fã da última, até que, quando chegei à República Checa, fui forçado a conhecer as condições do tempo, já que esperava condições diferentes de tudo o que tinha conhecido, em termos climatéricos, até esse dia. Para isso, tive de recorrer às previsões meteorológicas.
Conheci então previsões com antecedência de uma semana, constando de neve para a semana seguinte, previsões estas que, chegada a data prevista, e não se verificando o previsto, avançavam para a semana seguinte, sem tirar nem pôr. Escusado será dizer que a dita neve nunca chegou, embora tivesse, de semana a semana, sido prevista durante todo um mês.
Neste segundo ano em que cá estou, já tenho um certo calo, tendo por isso deixado de ir ver as previsões porque, de facto, as previsões de neve já existem há um mês, mas neve nem vê-la.
Só há uma coisa que realmente me satisfaz nestas previsões, são aqueles dias de máxima 4ºC e minima 6ºC, em que penso "Epá, que chatice, máxima 4" mas depois reparo "Ah, não há crise porque ao menos a mínima é só 6".

PS: Quem souber um bocadinho de matemática, ou mesmo não sabendo nada, vai descobrir que o conjunto de temperaturas referido é um conjunto vazio, mas lá está, não estamos cá para ciências exactas. Se, no entanto, insistirem na matemática, sugiro o conjunto dos números imaginários, porque isto da meteorologia não é para quem quer, é só para quem pode!!

De Plzen
Com os melhores cumprimentos

11 de setembro de 2007

O QUE É QUE SE PASSA COM O TEMPO?


Porque é que sempre que lavo o carro chove no mesmo dia? Esta é uma questão que me inquieta bastante. Há dois meses que não lavava o meu ferrari mégane. Tinha de ser precisamente no dia em que finalmente ganhei coragem para me deslocar a uma bomba de gasolina, gastar 5 euros e muito suor para lavar o meu menino, para cair uma carga de água daquelas à antiga, com trovões e tudo! Já para não falar que vem uma pessoa do inverno da República Checa na esperança de apanhar os últimos dias de praia e tem de gramar com um calor de ananazes e o céu nublado que não dá nem para praia nem para andar na rua.

Vai-se lá perceber o tempo...

6 de setembro de 2007

OLHA MAIS UMA SINAGOGA! VAMOS VER!

Ontem: 17,736 sinagogas, um cemitério judeu, museu de arte decorativa (que tinha vestidos feitos à base de papel com bolhinhas para rebentar e fios de nylon) e toda a cidade velha. À noite, discoteca checa com garotas bailando a Macarena, o Hotel California e o Love Generation todos da mesma forma, e mal.

Hoje: Dormir, apanhar chuva, e chuviscos, e aguaceiros e molhar o toutiço, ponte Karlova, castelo medieval, catedral de São Vito, museu de instrumentos de tortura (muito simpático e acolhedor - aconselho o ser serrado ao meio com uma serra de lenhador enquanto somos obrigados a fazer o pino), dormir, dormir e dormir.

Amanhã: Último dia em Praga, museu de arte contemporânea, Palácio Real, estádio do Sparta de Praga (sim, mais um cachecol para a minha colecção), museu do comunismo, museu nacional e à noite concerto no Rudolfinum com Mözart, Vivaldi, Strauss, Schubert, Dvořak e Smetana, misturada que é capaz de não resultar lá muito bem.

Depois de amanhã: Saltinho a Salzburgo.

Domingo: Partida matinal e Lisboa. Ah, o quentinho!

5 de setembro de 2007

7 GRAUS AO SOL

Ah, viajar! Não há nada como, em pleno verão ibérico, trocar uma Lisboa soalheira com os seus 32ºC, por uma Praga digna de um Dezembro português. Estão 7ºC, mãezinha! Dou por mim sempre à espera de ouvir um cântico natalício qualquer na esquina seguinte, um Pai Natal a abanar a cabeça numa montra ou uma senhora de bigode a vender castanhas à porta de um centro comercial.


Agora juntem a isto uma constipação de caixão à cova, nariz a pingar, testa a latejar, ouvidos entupidos e fraqueza generalizada. E não, não me constipei cá. Foi no Algarve. A sério.

Fora isso é tudo muito catita.

Quanto à língua, é estranho como não se percebe nada. Quanto mais checo leio mais me apercebo que o alemão é uma brincadeira. E ainda por cima encontrar alguém que fale inglês é como encontrar uma coca-cola à venda no Portugal de Salazar. Espero desenrascar-me em Praga, parece que lá há quem entenda a língua de Shakespeare e Harpo Marx. Vou agora apanhar um autocarro, que em checo deve ser qualquer coisa como zlastinvescsní, e vou para Praga passar o dia. Temos um carro alugado mas, aparentemente, só rende ir de carro com 4 pessoas e AV tem um exame de Anatomia hoje às 11h por isso só estou eu, DGC e "a" Sara.

Logo à noite escrevo mais qualquer coisa.



PS - Só espero que quando voltar à terrinha ainda haja bom tempo para uma praia e uma noite para calções e manga curta no Bairro Alto, precedida por um jantar na esplanada do Café no Chiado.

PPS - Ah! E uma beija para MAS. E as melhoras, sua transmissora de vírus.

PPPS - Experiência engraçada: fazer um post com o blogger todo em checo. Bem, vou então fazer ulozit nyní, ou será publikovat prispevek? Acho que é o segundo. Aqui vai.

17 de janeiro de 2007

CADA UM PIOR QUE O OUTRO!!

"Pois é, pois é Sr. Silva", como diria o outro, é uma frase que vem num total despropósito em relação a qualquer possível coisa que eu quisesse dizer neste meu breve brevíssimo (não bravo bravíssimo) comentário. Em resposta à vã procura de nomes para este blog, vã já que pesquisas no google sobre a primeira companhia cá vêm parar, coisa que me leva a pensar que de facto o nome "ONDE A FALTA DE GRAÇA SE ALIA AO MAU-GOSTO E AO CHEIRO A FRITOS" é o nome mais indicado, venho sugerir que o nome do blogg mude para "Se não consegue dizer os nomes de todos os países do mundo, em menos de dois minutos, é porque é burro e felizmente não obcessivo-compulsivo, e tem mesmo de ver este blogg onde o cheiro a fritos chega a dar aquele enjoo, aquela vontade de vomitar". Aqui, na República Checa, onde neva de uma forma tal, que mais vale ir para Portugal rezar para que venha uma nevezinha como a do ano passado (voltando à frase "Aqui na República Checa"), vai acontecer um referendo sobre este tema (nome do blogg), apontando as sondagens para que a votação no mesmo se dê nos valores habitualmente alcançados pelo Bloco de Esquerda, em qualquer eleição, de forma geral. Por outro lado é importante dizer que quem vota neste slogan, ou eslogano, como diz a gente nova, o faz com muita tranquilidade.
Com esta me despeço, António Veiga, correspondente especial do blogg "Nome em construção, tente mais tarde", Plzen, República Checa.

AV

10 de dezembro de 2006

A LESTE DO PARAÍSO...

Em resposta às falsas acusações que me são quase diariamente feitas, sobre a minha pouca utilização e actualização deste blog com factos "a leste do paraíso", venho por este meio rectificar essa situação, não concordando porém com ela, já que por várias vezes escrevi para este blog com pseudónimos como JGP, DGC ou MAS, "mas - como diria a célebre jornalista Portuguesa Manuela Moura Guedes - isso não interessa nada". É pertinente que se diga que eu, na minha humilde pessoa, me possa ter perdido algures pelo leste da Europa, de forma a não dar sinais de vida num largo espaço de tempo . Não é pertinente, no entanto, dizer-se que eu puderia ser encontrado congelado num lago, já que, na presente data e hora (2 horas e 39 minutos do dia 10 de Dezembrode 2006) a temperatura que se sente em Lisboa ronda os 8ºC, sentem-se 6ºC emMoscovo e em Pilsen, onde me encontro cedidado, fazem uns miseros 4ºC. Estas temperaturas não abonam a favor da congelação dos lagos (a ideia de que não haja neve na Europa central, nesta altura do ano deixa-me irado e cheio de raiva e com uma séria vontade de fazer uns picanços de carro com o possuidor de um muito conhecido Ford Fiesta, modelo techno, se não estou em erro, de matrícula contendo os caracteres "NN") e remontam ao factor do aquecimento global, factor que não vou abordar neste comentário, por poder tornar-se entediante, e porque, com certeza, devido à qualidade linguística e ciêntifica da informação, tornaria muita baixa a probabilidade de que elementos deste blog como, passo a citar "DGC" e "MAS", tivessem capacidade de se manter acordados até ao fim do texto. Peço já encarecidamente aos elementos abordados, que peçam ajuda ao elemento sobrante, para lerem este texto, já que o parágrafo anterior, com o parêntesis inserido, se torna de leitura sinuosa e virtualmente incompreensível. Numa tentativa de clarificar o título deste comentário, já que "A Leste do Paraíso" apenas tende a significar o local onde presentemente me encontro, despeço-me com aquele abraço, e com o desejo de que o aquecimento global "arrefeça" para ver se vejo um bocadinho de neve, pois, de outra forma, daqui a um tempo, vão deixar de se ouvir dizer frases como "Vou apanhar Sol para o Algarve" e passarão a ouvir-se coisas como "Bou mas é apanhar Sólinho p'rá a República Checa, que o quente que faz é o memo, mas a estadia é má barata". Com esta, nova e definitivamente me despeço,

Bem haja,

AV

(Faço isto pelo meu benfica!! Hehe)