Mostrar mensagens com a etiqueta paris. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta paris. Mostrar todas as mensagens

19 de dezembro de 2008

PINCELADAS ERÁSMICAS

O Erasmus já acabou. Foi bom, contudo também sabe bem voltar para casa, à nossa velhinha (e caduca) nação portuguesa. Depois de 3 meses na cidade das luzes finalmente tenho consciência que Lisboa é uma cidade muito pobrezinha culturalmente e mínima em termos de área. O semestre acabou por ser mais um trimestre e tudo aconteceu muito rápido. Não podia deixar de publicar qualquer coisa sobre a minha experiência.
Em vez de escrever um texto de 10.000 palavras optei por apresentar o que significou para mim o erasmus e Paris por tópicos. É muito mais simples e menos aborrecido para o leitor.
Embora algumas peripécias não tenham sido muito agradáveis agora que olho para trás regozijo com as mesmas. O que não mata engorda e o que é verdade é que voltei são e salvo. Espero que se divirtam com este aglomerado de letras, de palavras, de frases que expressam acontecimentos variados.
Paris/Erasmus é:
Rapar frio; Sobreviver numa casa cheia de baratas; Plagiar, ser apanhado e passar o último fim-de-semana a refazer um trabalho, e ainda por cima ficar doente; Ir ao Louvre umas 9 vezes; Beber um Red Bull ao pequeno almoço para conseguir estudar; Encontrar 20 euros ingleses no chão; Ter um escadote de baixo da cama; Pães com chocolate e M&M’s; C'est pour la petite bourgeoisie qui boit du champagne; Um projecto de uma pirâmide de garrafas de cerveja falhado; Nereida e Cia.; Adorar dicionários; Tentar instruir nos franceses o gosto pela feijoada; Tomar banho com o molho do jantar da noite anterior; Casacos que custam os olhos da cara; Ser barrado porque se usa ténis e não os sapatos do Aladino; Chegar sempre atrasado a todas as aulas; Não perceber nada de Análise Financeira, pelo menos em francês; Faltar à Golegã; Acreditar piamente que se vai mesmo ganhar €100,000 no UNO do McDonald’s; Atravessar Paris de uma ponta à outra de bicicleta à noite; Panados, salsichas e bifes de peru; Adorar o Limewire ; Voyage aux pays du coton ; Descobrir que afinal existe alguém mais estúpido que o João Pinto: Parabéns Rock!; Não ver televisão durante 2 meses; Ficar de olhos fechados na única fotografia que se tem com o rato Mickey; Sem-abrigos; Conhecer um comerciante de livros negro à saída do metro que idolatra o Chalana; Ter as mãos a cheirar a cebola durante 2 dias; Ser presentiado com um anel de “ouro” num encontro fortuito na rua sem razão aparente; Assistir ao L’oiseau de feu de Stravinsky interpretado pela orquestra de Paris dirigida por Pierre Boulez debaixo da pirâmide do Louvre; Pagar €5 por 20 cl de cerveja; Ter de estudar pelos apontamentos em francês da Stéphanie cheios de abreviaturas que mais parecem hieróglifos egípcios; Esto es un atraco!; Fazer uma apresentação de francês em menos de meia hora sobre Lisboa; Uma festa e um passeio no Sena; Ver filmes no cinema que só vão sair em Portugal daqui a uns meses; “Encher o bucho” até não puder mais no fim-de-semana de integração; Não lavar os lençóis durante 2 meses e meio; "Quel sauce monsieur?"; Pagar €115.50 de excesso de peso na volta para Portugal.
E foi assim... Obviamente falta muita coisa mas ficam ainda assim algumas nuances.

13 de novembro de 2008

DE REGRESSO

Olá, lembram-se de mim? Provavelmente não, já que há quase 80% de probabilidades de terem cá vindo parar ao Gameirices através de uma pesquisa no Google do tipo "pudim flan marco do big brother bombeiros voluntários de alcanena".

Bem, cá estou eu de novo, o dono disto, depois de 1 mês e 14 dias sem postar nada de nada. Umas merecidas férias, um braço partido, uma estadia curta no Hospital Júlio de Matos ou simples preguiça, deixo-vos na dúvida sobre a razão de tão prolongada ausência.

E o que andei a fazer nestes 44 dias? Parece tão pouco, dito assim, mas deu para muita coisa. As férias de verão acabaram, recomeçaram as aulas, uma bronquite mal curada, e uma ida a Paris. A bronquite apanhei-a no dia 25 de Agosto. É estranho quando sabemos exactamente o dia em que nos surgiu uma maleita. Eu sei-o, porque senti-o na altura e disse qualquer coisa como "Olha, olha, tu queres ver que estou a apanhar uma doença da qual só me livrarei daqui por uns meses". E assim foi. Na piscina de SPS, em Setembro apanhei um briol do caraças depois de uma ida à água às 6 da tarde, seguindo-se espirros, tosse, dores de garganta, tosse daquelas secas, tosse durante a noite e tosse preocupante. Hospital CUF Descobertas comigo, todo lampeiro. Radiografia e pumbas, "o que o senhor tem é uma bronquite mal curada". De referir que só fui ao hospital já em Outubro.

Quanto a Paris, lá fui com um amigo (era suposto sermos 3 a ir, mas AV teve alguns problemas logísticos), onde fui optimamente recebido por DGC na sua humilde mansão na Rue de Lafayette, perto da estação de metro Louis Blanc. Um T1 que, assim de memória, não era maior que o ecrã do meu monitor. Mas lá coubemos 4 marmanjos, sem problemas de maior. Visitámos tudo o que havia a visitar, tendo eu saído de lá com uma dor alucinante no pé esquerdo que parecia que tinha ido de Lisboa à cidade da luz a penantes. Mas não fui. Fui na EasyJet. Sou poupadinho, sim.

Para além de ter quase ponderado a amputação desse pé, saí de lá com uma cólica intestinal fabulosa a qual me pôs com 39 graus de febre. Quem quiser saber pormenores terei todo o gosto em explicar por e-mail.

Agora, já de regresso à cidade da outra Luz, conto voltar a escrever mais para esta coisa. E vou começar... agora.

9 de novembro de 2008

BBC VIDA SELVAGEM

Queria escrever qualquer coisa... Queria? Já não quero?! Haha... A típica piada seca. Estava a dizer que quero escrever qualquer coisa. Isto está muito parado. É preciso uma injecção de qualquer coisa, um suplemento vitamínico daqueles que se fica a arrotar alho o dia todo. Estou cansado de abrir a página e ver que o último post foi publicado por mim em Fevereiro passado! Os senhores que estão na coluna à direita estão vivos? Parece que não. Nem JGP escreve, parece impossível!
Alors... Hoje vou escrever sobre um assunto que já ando para escrever há uns tempos. Como devem saber ou deviam – visto que se trata de um assunto assaz importante, ao ponto de revolucionar toda a política externa dos E.U.A. dos próximos quatro anos – Estou em Paris. Existir uma pessoa em Paris não é um facto estranho, até porque para além de mim vivem perto de 12 milhões de pessoas nesta vila... Vá lá, quase cidade. Não deve faltar muito para assumir esse estatuto. No entanto, o facto de ser eu faz com que isto ganhe outra vida, outra dinâmica. As pessoas reconhecem isso e todos os dias sou abordado na rua:
(Atenção: Ler as minhas falas com a voz do Sr. Primeiro-ministro José Sócrates interpretado pelo génio Ricardo Araújo Pereira)
- Peço desculpa, é o Exmo. Sr. Duarte Coutinho?
- Sou sim...?
- Ah, bem me parecia que conhecia a sua cara (não sei de onde). Como está? Chamo-me X.
- Bem, obrigado. Muito gosto.
- É uma honra conhecer tão ilustre personalidade. Leio com regularidade os seus interessantíssimos artigos no Gameirices. Importa-se de me assinar esta folhinha para eu ter como recordação?
- Muito obrigado. Apenas cumpro o meu dever de cidadão. Assino com todo o gosto e ainda lhe ofereço dois autocolantes do jogo do Uno do McDonald’s.
- Ah, ainda por cima é o número 9 amarelo que me faltava para ganhar o Boné! Sóis de facto muito generoso.
- Ora essa...
Isto é um pequeno exemplo do apreso que esta gente tem por mim.
Entretanto onde é que já vou, começei a dizer que ia falar sobre um assunto que ainda nem referenciei e já estou a falar de outras coisas. O assunto é a minha casa aqui na cidade das luzes.
Quando cheguei a Paris não tinha residência, alojamento, ou qualquer coisa que se parecesse, portanto tive de procurar, eu e o Jaime que está comigo a fazer Erasmus. Tivemos alguma sorte e ao fim de três dias encontramos uma agência que tinha apartamentos disponíveis, não excessivamente caros e arrendamos um. Quando finalmente nos mudamos qual não é o nosso espanto ao entrar em casa e nos deparamos com uma autêntica praga de baratas! Afinal aquilo não era nosso, era delas! Nem no meu mais assustador pesadelo imaginaria um cenário daqueles. Baratas de todos os tamanhos e feitios a passearem-se por todo o lado. Nós afinal éramos os intrusos que vinham conquistar aquele pedaço de terra e não os supostos donos da casa. Começamos a chacinar indiscriminadamente tudo o se mexia. Como pisar deixa o chão sujo optamos pela táctica do aspirador. Portanto, tudo o que aparecia ia para o aspirador. No dia seguinte fomos à agência contestar a situação e acabaram por mandar um senhor para fazer uma desinfestação. Quando este terminou o seu serviço o assunto pareceu ficar aparentemente resolvido mas nos dias seguintes as baratas continuaram a aparecer sorrateiramente, especialmente à noite. Mantivemos a táctica do aspirador mas elas continuavam a aparecer, com muito menor intensidade é verdade mas apareciam. A média devia rondar as 3, 4 baratas por dia.
Passado algum tempo, chegou a hora de deitar o saco fora. Como devíamos ter a maior criação de baratas de Paris dentro daquele aspirador resolvemos deslocarmo-nos à rua para efectuar a difícil tarefa de retirar o saco não fosse começar a chover baratas pela casa toda. Quando abrimos o dito aspirador, o saco estava roto e baratas nem vê-las. Ou seja... Andávamos a aspirar as mesmas queridas todos os dias. “Ah, Cátia Vanessa! O que é que estás a fazer aí em cima do armário?! Já cá para dentro!”. Foi um momento engraçado e em que me senti verdadeiramente estúpido. Agora que o assunto está resolvido dá-me vontade de rir mas na altura não teve piada nenhuma.
Conclusão: Quem quiser fazer Erasmus especificamente para Paris, pondere bem o facto de ter má vizinhança porque ao que parece estes imigrantes são bastante comuns por estas paragens.
PS – A fotografia é de Sir David Attenboroug apresentador de muitos programas da BBC. Felizmente que em Paris não existe artilharia pesada como a que ele tem na mão.

27 de outubro de 2008

GRANDES SONORIDADES VIII

Passou imenso tempo desde que publiquei a grande sonoridade de Setembro. Deixa-me ver... Dois dias. Agora vou finalmente pôr as contas em ordem. Outubro foi um mês atribulado.
A grande sonoridade que hoje apresento pertence aos The Doors. A origem do grupo remonta a finas de 60’ princípios de 70’ e explorava essencialmente o Rock, mas também Blues, Jazz, entre outros. Foram uma banda norte-americana de enorme sucesso, mesmo após a morte do seu vocalista, Jim Morrison. Morrison morreu precisamente em Paris em 1971 (aliás, foi uma das razões por que escolhi os The Doors) em circunstâncias ainda hoje misteriosas. O seu nome convertido em lenda e sex symbol esteve envolvido em diversos escândalos, incluindo alcóol e drogas. Pensa-se aliás que essa seja a causa da sua morte. Os CDs da banda já venderam mais de 75 milhões de cópias em todo o mundo. Ainda estão bastante atrás dos The Rolling Stones que escolhi o mês passado, ou seja há dois dias atrás.
O single que escolhi chama-se The end e é uma das músicas mais conhecidas. A qualidade da imagem e do som não são as melhores mas são os possíveis. Este é um problema que me surge todos os meses.
PS – Acredito que o meu gosto musical não esteja de acordo com o de muita gente por isso quem quiser pode criticar nos nossos também carinhosos comentários.

25 de outubro de 2008

A HORA DA PIADA SECA IX

(Desta vez com sotaque francês)

Qual é o gelado que se come em 15 minutos?

R: Carte d'Or!

18 de setembro de 2008

ENVIADO ESPECIAL EM PARIS

É com enorme satisfação que anuncio que o Gameirices tem um novo enviado especial em Paris. Eu próprio.

Irei permanecer nesta magnífica cidade até ao final Dezembro pois estou a fazer ERASMUS. Cheguei há 4 dias mas tem sido impossível anunciar a minha chegada, uma vez que os tenho passado a tentar arranjar um apartamento, que parece que vou conseguir. Ainda não vi muita coisa mas vou dando notícias por aqui sempre que puder.

Estou com mais um amigo da faculdade e já tivemos algumas "aventuras" engraçadas. No primeiro dia fomos jantar fora e quando voltamos para o hotel não nos lembrávamos bem onde era nem o nome da rua. Resultado: tivemos uma hora à volta do Arco do Triunfo a perder tempo e a rapar frio. Também já fizemos um simpático piquenique no metro (que já conheço de trás para a frente). Enfim muito interessante... Hoje não estou inspirado, por isso vou terminar o post.
Um abraço,

DGC

PS - Estou a escrever esta porcaria no McDonald's da boulevard St. Germain. É dos poucos sítios em que consigo aceder à net sem pagar. Quem vier para Paris já sabe.