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28 de outubro de 2010

CURTAS XXIII

Há homossexuais "activos" e homossexuais "passivos". Será que também há homossexuais "capital próprio"?

10 de agosto de 2010

NÃO DIGAS A NINGUÉM

O Gameirices vai voltar. A ver se ainda pega...

20 de fevereiro de 2010

CURTAS XXII


Um dia ainda hei de ganhar o Mafia Wars.

27 de janeiro de 2010

COISAS QUE MELINDRAM IV

De todas as coisas que aborrecem sobremaneira no dia-a-dia, hoje escolhi apresentar-vos apenas uma. Caso ainda não conheçam o Coisas que Melindram, vejam aqui as três edições anteriores.

Para que percebam que no Mundo os flagelos não estão apenas concentrados no Haiti, era bom lembrar-vos de algo ainda mais maçador. Sim, falo-vos dos cabos enleados, e nomeadamente de fios de phones.

Haverá coisa mais chata do que querer um cabo qualquer (seja do carregador do telemóvel, seja o cabo para carregar o portátil, ou outro) e ele estar enleado noutro ou noutros, ou num pé de uma mesa, cheio de nós (às vezes daqueles tipo escuteiros ou marinheiros ou coisa que o valha) e cheios de voltas impossíveis onde nunca nenhuma das extremidades poderia fisicamente passar? Não. Não há. Garanto-vos e desafio-vos a encontrar algo. E fios de phones? Ui... Isso então é para dar em chalupa, que aquilo é coisa para se enrolar em tudo o que se meter à frente. Fios de phones são a malária do desenlear de cabos. O Holocausto está para a história da Humanidade, como os fios de phones estão para a história dos equipamento sonoros. Não é pura e simplesmente possível tirar uns phones de algum lado sem que estes se agarrem a tudo o que têm à sua volta... E nem com aquelas coisinhas em espuma nas pontas se safam, que o tramado está na forma da coisa. Está feito para entrar na orelha e para não mais de lá sair, mas quem diz uma orelha diz uma extensão eléctrica em T, o cabo de alimentação da torradeira, um iô-iô ou cabos de alta tensão (caso os tenham em casa). Eles agarram-se com unhas e dentes (juro que alguns devem ter mandíbulas ou garras) e gritam por socorro enquanto lutam desesperadamente por não se soltarem, e na maioria das vezes até são ajudados pelo outro phone que depois de dar dois nós em si mesmo é capaz de estar agarrado ao fio do rato ou atado a um atacador dos ténis.

Já há tanta coisa wireless, como é que ainda não inventaram os phones wireless?

É por isso que acho que alguém devia abrir uma conta de solidariedade para que com pequenos donativos todos pudéssemos ajudar a acabar com este flagelo. Por enquanto, como não há, podem ir fazendo transferências para a minha conta que eu depois prometo que envio para uma entidade qualquer.

Quantos terramotos houve no Haiti? Um. Quantos phones se prendem diariamente a tudo que mexe? Milhares, senão milhões. Abram os olhos, e vejam lá isso se fazem favor.

13 de dezembro de 2009

GAMEIRO PAIS APRESENTA: TRIVIALIDADES DO BIZARRO VI

Olá gentes! O Trivialidades do Bizarro está de volta, e desta vez não vos vai falar de secadores elétricos nem de pastilhas Gorila, até porque até agora ainda nem sequer falámos disso e depois era estranho.

Vamos falar de marisco. E que bom que é o marisco! Exceto perceves ou percebes ou lá o que é aquilo. Pollicipes pollicipes de nome científico. Não gosto de pollicipes pollicipes! É impossível abrir aquilo sem fazer chavascal, e depois de se conseguir não tem nada de jeito lá dentro. Portanto falaremos de marisco, mas não de percebes, se fazem favor. E agora que penso nisto, se calhar vamos só falar de lagostas, que infelizmente não tenho nenhuma trivialidade à volta de sapateiras ou de conquilhas.

E a primeira pergunta que todo o mundo faz quando ouve falar de lagostas é qual? É esta: e o que é que lagostas têm a ver com relações internacionais do século XX?

À partida nada. No entanto, se recuarmos até aos loucos anos 60, descobrimos a pouco conhecida Guerra da Lagosta: uma quase-guerra entre a França de Charles de Gaulle (ou como diria AV, Frank de Boer) e o Brasil de João Goulart. E digo quase-guerra porque tiros... "viste-los".

Em 1961, quando definir "águas territorias" era tão vago como definir hoje em dia o que é a música house, pescadores franceses chicos-espertos decidiram cirandar pelas águas circunvizinhas da costa pernambucana e apanhar uma lagostinha ou outra. Alertada por pescadores brasileiros nada parvos, a Marinha do Brasil rapidamente se dirigiu ao local onde apanhou os francius com a boca na botija. Razão para citar Rita Lee: "Que flagra!"

Os pescadores foram "convidados" a sair e quando tudo aparentemente tinha acalmado, a coisa salta para a comunicação social brasileira, a que lá do outro lado do Atlântico chamam "os mídia". Num ápice, a escaramuça com os pescadores na imprensa transformou-se na pomposa (e ao mesmo tempo sarcástica) Guerra da Lagosta. Em resposta, o governo fracês acolheu os pescadores como heróis e procedeu de imediato a medidas diplomáticas para forçar o Brasil a ceder.

Temendo que a França estivesse a preparar-se para por em causa a hegemonia do Brasil na região, os brazucas fizeram finca-pé de tal forma que a França decidiu levantar o casaco para mostrar a pistola no coldre. Em pouco tempo um contingente militar naval francês deslocou-se para o Atlântico Sul, o que fez com que o Brasil respondesse com a movimentação da Esquadra brasileira para perto de Pernambuco, apoiada pela Força Aérea. Em terra o Exército mobilizou-se igualmente na região.

Quando a situação parecia ir descambar os esforços diplomáticos acabaram por surtir efeito, mas não para o lado francês. A ideia francesa (inspirada numa ideia lançada pela sua própria imprensa) era a de que era inquestionável a legalidade da pesca da lagosta já que os pescadores podiam apanhar das águas internacionais o que bem entendessem, já que o que vigorava na altura era a ideia de que o fundo do mar pertencia à nação (neste caso, o Brasil) mas que as águas por cima eram internacionais.

Estava lançado o caos e também, diga-se, o ridículo. O debate agora incidia sobre se as lagostas andavam ou nadavam. Caso andassem era ilegal apanhá-las do fundo do mar, caso nadassem era legal. O grave problema nem era as lagostas serem parvalhonas ao ponto de se deixarem apanhar em vez de ficarem quietinhas no fundo. O problema era que a lagosta em si não andava nem nadava. Ela saltava através de impulsos, e regressava passado um pouco ao fundo. E como é lógico, o Direito Internacional não cobria a bicheza que andava aos pulos no fundo do mar.

Depois de comissões científicas e muito parlapiê (ou bate-papo como se diz lá em baixo) na área da oceanografia, os fraceses pareciam levar a melhor, já que era inquestionável que apanhavam as lagostas enquanto estas não estavam em contacto com o fundo do mar, legalmente brasileiro.

Foi aí que o Almirante Paulo Moreira da Silva, delegado brasileiro, tomando a palavra, se dirigiu aos altos representantes da diplomacia francesa e eloquente matou a questão. Para o Brasil aceitar a posição francesa de que as lagostas eram tal e qual os peixes, mas com a pequena diferença de se deslocarem aos saltos no mar, a comunidade científica internacional deveria começar então a olhar para o canguru como uma ave que se locomove aos saltos.

Com uma frase apenas calou a potência, toda a gente arrumou os papeis e foram para casa ter com suas esposas. Os brasileiros ficaram com a mariscada para eles, nunca mais se falou nisto da Guerra da Lagosta e hoje já ninguém duvida de duas coisas: as lagostas não são peixes e os franceses são obviamente vegetais, nomeadamente nabos.

Até à próxima!

27 de novembro de 2009

MIRTILOS E ARANDOS

Anda um gajo a viver estes anos todos com certezas, para depois virem desmanchar tudo...

Então não é que descobri que os mirtilos, os arandos, as airelas, as uvas-do-monte e as uveiras-da-serra são tudo a mesma coisa.

Continuará a haver razão para viver?

25 de novembro de 2009

O QUE VEM A SER ISSO DO FACEBOOK?

Quando uma certa coisa, palpável ou não, ganha algum protagonismo e acaba por se criar um hype considerável em seu torno há logo alguém que vem com a frase "Isto do jogar à macaca [a título de exemplo] não é simplesmente atirar pedras e dar saltos, é antes um modo de vida!"

Esta coisa de, por tudo e por nada, classificar simples fenómenos passageiros ou perfeitamente definíveis como modos de vida é irritante, e dá comichão nos cotovelos. Pelo menos a mim dá. Deviam cegar essas pessoas de forma extremamente dolorosa.

E agora, o momento em que me contradigo: Isto do Facebook não é só um simples grupo social, é um modo de vida, pá! Agora vou só ali buscar uns pionaises e magoar-me um bocado.

Claro que exagero, mas às vezes parece.

Não consigo descrever o fenómeno Facebook como apenas um sítio na rede. Chamar-lhe "grupo social" é ridículo e redutor, já que é muito mais do que isso. O que o distingue do agora caído em desgraça hi5? E o que é feito desta maravilha que ainda há um par de anos era o local de engate preferido de meia faixa etária jovem deste país? Estará a receber o subsídio de desemprego, ou simplesmente a vaguear pelas ruas vivendo da caridade alheia ou de algum mitra ou porcalhona do engate desatualizados que ainda não ouviram a boa-nova do Facebook? Hi5 is dead, long live Facebook. O Facebook resolve todos os problemas do hi5, e ainda lhe junta um grau de vício e de capacidade comunicativa 100 vezes superior.

O Facebook é provavelmente a coisa mais viciante do mundo. Bate drogas e esses negócios ruins nas horas. Ou já ouviram falar de algum toxicodependente que se sinta impelido a comentar a injeção do outro com um "Gosto!" ou que faça tags em fotografias de droga apreendida pela PJ como "branca que era do Tojó (1978-2002)", "cavalo do Manecas (1980-2004)" ou "o Mãozinhas acabou por não snifar disto (1976-hoje)". O Facebook é um vício, mas um vício que, ao contrário do que os seus detratores afirmam, não reduz a convivência humana apenas ao contacto virtual. O Facebook, na minha ótica (e o que eu abomino pessoas que usam esta expressão) é só e apenas um facilitador desse contacto. É o ponto de partida para conhecer melhor quem há anos nos rodeia, é a forma de nos mantermos informados sobre quem está longe ou simplesmente quem a ocasião há anos não nos proporciona um encontro. O Mafia Wars, o Farmville ou outros jogos, o comentar fotografias, o comentar frases, vídeos, posts em blogues como este, os quizs feitos, os pick your 5, etc. faz com que se crie uma base de ligação para que o contacto físico (e os engraçadinhos que não achem que por contacto físico eu esteja a referir-me a "fazer bebés") seja mais completo, que haja mais cumplicidade e conhecimento do outro. É lógico que não me interessa saber "que prato típico do Nepal" ou "que personagem do Crepúsculo" um amigo meu qualquer é. Interessa é saber que ele se interessa por vampiros, que por acaso assim de repente não é dos meus temas preferidos (está para aí em 1273.º lugar na lista), mas que servirá obviamente para gozar com ele de forma exaustiva. O que, como toda a gente sabe, faz parte da amizade. E sempre é algo que não é small talk.

Outro aspeto importante do Facebook é a capacidade incrível que há de decisão daquilo que queremos exposto e a quem. Se eu sou fã dos grupos "Pessoas que usam ceroulas quando o tempo se põe mais fresquinho", "Portista, mas não digo a ninguém" ou "Gosto de mordidelas em número ímpar e em múltiplos de 5 nos lóbulos das orelhas", coisas que admitamos não se dizem aos quatro ventos, eu posso de facto receber os feeds desses grupos e andar informado, mas não preciso que a minha tia, o meu professor da faculdade ou o meu patrão saibam disso. Quem está desse lado e ainda não sabe disto, fiquem a saber que podem escolher individualmente nos vossos amigos ou criar grupos à parte e escolher o que esses grupos podem ou não ver. E assim, o tal parceiro(a) que tu que estás a ler isto queres impressionar nunca terá de saber que no fundo tu gostas é de loiros/loiras e punks, em vez de carecas de patilhas com tranças e óculos de massa/mulheres barbadas do circo como de facto eles são.

Isto tudo para concluir que o Facebook tira-te a ti, jovem, algum tempo da tua vida. Mas esse tempo pode ser bem gasto! Deves doseá-lo de forma saudável. Comentar algo às 6 da manhã ou fertilizar a quinta do outro a horas impróprias, uma vez, tudo bem. Fazer disso o dia-a-dia já não. O Facebook não é o Demo, e até é uma óptima maneira de socializar, mas utiliza-o com os amigos que de facto tens na tua vida lá fora. Não inicies relacionamentos com gente que adicionaste só para teres mais amigos no Mafia Wars, que ainda acabas no fundo do Tejo com uma pedra atada aos tornozelos no primeiro encontro que tens com ele/ela.

Como todos os outros vícios, controlar o do Facebook é complicado. Se te sentires mesmo só a viver para aquilo tens de mudar. Ainda não foi descoberta medicação, mas posso dar-te uma dica: sai de casa e bebe uns copos ou então faz coisas como bunjee jumping, pesca submarina ou assistir no palco ao Preço Certo. Decerto que te sentirás mais livre.

E agora deixo-vos com música:



PS - "1273.º lugar" lê-se milésimo duocentésimo septuagésimo terceiro lugar. Quem leu "mil duzentos e setenta e três lugar" é uma besta e devia ser obrigado a repetir a 2.ª classe ao lado de uma miúda irritante que diga "a partir desta linha que eu fiz na nossa mesa não podes tocar".

CURTAS XXI

O Comunismo é a doença dos jovens.

Os jovens bloquistas estão é medicados. Os sintomas estão lá, mas muito ténues.

24 de novembro de 2009

QUASI RITORNO

Olá! Lembram-se de mim? Escrevia neste blogue há um bom par de anos, e até fui eu que o fundei. Decidi voltar cá há umas semanas mas demorei um bocado a tirar as teias, a lavar o chão, a pôr Pronto nos móveis, e à espera dos homens da desinfestação.

Escrevo-vos esta posta diretamente de Varese, terra a cerca de 55 km de Mião. Estive cá seis dias numa espécie de visita relâmpago ao norte de Itália para ver o que ainda não havia visto quando cá estive em Erasmus.

Depois de uma maratona de seis dias em que o comboio se revelou uma cama bastante razoável e o dormir sentado se tornou um lugar-comum, posso dizer-vos que Itália é mesmo catita. Não que ainda não o soubesse... Foi mais para escrever a palavra catita, se bem que janota também dava para o efeito.

Para além de Varese, voltei a Milão, vi Parma, Génova e Turim. O adjetivo para isto tudo é: altamente, se bem que é um advérbio, mas julgo que não haja desse lado ninguém que se lembre de português do básico ou que ande de gramática ao lado do computador.

Varese é minúsculo, mas o centro é engraçadote e amanha de manhã antes do voo ainda vou ver o mais importante. Milão estava no mesmo sítio, mas mais frio. Parma é pequena mas arranjada. Uma praça imponente, um Duomo così-così e muita gente na rua. Génova é a confusão! Incrustada em montanhas e junto ao mar, é a típica cidade portuária com tudo engalfinhado e montes de bairros com ruas medievais do tamanho do ecrã do laptop onde estou a escrever. Não diria que é imperdível, mas é daquelas coisas que se perderem é coisa para vos deixar melindrados. Já Turim é a surpresa: ENORME é a palavra (e maiusculada). Imaginem a Baixa de Lisboa mas multiplicada por 10, e com zonas medievais, renascentistas, setecentistas e oitocentistas, para além de pequenas obras góticas, românicas, ruínas romanas, e muito, muito Barroco. Tem um rio (o Pó), um monte no meio da cidade com um miradouro fabuloso (segundo dizem, já que o nevoeiro fez questão de me mostrar quem manda), e palácios a cada esquina. Dá a ideia que esta gente de Turim plantava palácios quando lhes dava na real gana. É que parece que há mais palácios lá do que pelos na minha barba (E eu nem fiz a barba cá! Espero não ter problemas no aeroporto).

Resumindo, foi bom matar saudades de arranhar italiano, de ser roubado nos cafés a toda a hora (0,90€ é de gritar "Pega que é gatuno!"), de dizer "Non vogliamo niente, grazie" aos senegaleses e indianos, de comer kebabs, de encontrar praças Garibaldi (e sua respetiva estátua, sempre diferente, ora com barba, ora sem, ora a cavalo, ora a penantes), XV de Aprile, Cavour, della Repubblica e Vittorio Emanuelle II e ainda Duomos grandalhões em tudo o que é terriola, de rapar frio, de comer pasta com salsichas, dos McDonald's ao preço do ouro, de ter dores nos pés de andar, do "Attenzione: allontanarsi dalla linea gialla" (Atenção: afastar-se da linha amarela) das estações de comboios, de ver igrejas até o próprio Deus estar farto de me ver a rondar o spot dele, de acordar cedíssimo, de encontrar sempre farmácias ao lado de Tabacchi, e de me lembrar de Pisa (que nem sequer fica por perto) a cada esquina! Isto de Itália é giro, pá. Um dia venham cá, em vez de gastarem notas pretas a ir para Brasis e Caraíbas...

Amanha volto a Portugal, terra das coisas baratas e da família e amigos, mas um pouco do coração está ainda cá. Vá, do coração talvez não... Um pouco da vesícula biliar ou do perónio, não sei.

PS - Não matei saudades da Ryanair e da tortura física que é fazer Lisboa-Porto-Local designado-Porto-Lisboa, já que vim pela Easyjet.

7 de outubro de 2009

CURTAS XX

A coisa mais irritante de um mês de eleições não é termos de andar a pensar em quem votar, discutir política mais do que o costume, ver aldrabões na televisão constantemente ou não se falar noutra coisa nos noticiários.

A coisa mais irritante de um mês de eleições é um mês de musiquinha da CDU todos os dias à porta de casa. Todos. Até sangrar dos ouvidos.

3 de outubro de 2009

ERVILHAS

No sítio da Ryanair deparei-me com esta promoção para estadias em Villas...

Sou só eu, ou vocês também lêem Ryan Ervilhas?

20 de setembro de 2009

CURIOSIDADES QUE NÃO LEMBRAM AO DIABO


Por cada português no mundo existem 3 nepaleses.

Aparentemente o teto do mundo está mais populado que a subcave -3.

31 de agosto de 2009

O REGRESSO ESPERADO, MAS QUE NINGUÉM QUER

(para ler com voz de trailer de cinema)

Em setembro.
O regresso.
O blogue português mais lido de Pilsen.
Com votações que mudaram a conceção do universo.
Piadas secas que o farão esboçar sorrisos amarelos como nunca esboçou sorrisos amarelos.
Bigodes que o farão considerar a hipótese de regressar aos anos 70.
Piadas curtas que nunca entenderá.
Ensaios sobre meteorologia que o porão com saudades do Inverno.
Música eclética proveniente de todo o mundo e dos cantos mais recônditos de Alfândega da Fé.
Ruas de Lisboa que desejará visitar, só mesmo para dizer que lá esteve.
Expressões portuguesas do tempo da outra senhora, e que nunca utilizará.
Trivialidades bizarras de fazer ranger os dentes e das quais se lembrará durante 4 minutos.
Tudo isto, e muito mais,

no seu blogue preferido de sempre:


UM CANTINHO NA COZINHA


PS - O Gameirices também vai voltar à atividade, mais ou menos por esta altura.

PPS - Apetece-me comer moelas, daí a imagem.

4 de março de 2009

COISAS QUE MELINDRAM III: EDIÇÃO ITÁLIA

Coisas chatas como a potassa, que me aconteceram até agora:


1. Secar 3 horas no aeroporto de Roma, sem poder ver a cidade, antes de vir para Itália.

2. Chegar cá a achar que as temperaturas eram género Lisboa, quando cá fazem 2 graus à noite, ou menos. O casaco quentinho que tenho é, portanto, até agora, a minha imagem de marca.

3. Não se usar o gás cá de casa porque se usou durante 2 semanas e quem cá estava pagou 300 euros. Mesmo que quisesse só usar o do meu quarto não consigo, porque o aquecimento está avariado e só dá para ser usado quando toda a casa está a ser aquecida. Resumindo, passo um briol do camandro.

4. Os polacos de cá falam inglês literalmente a 2 à hora. Por entre cada palavra de inglês arranhado colocam um "aaaaaaaaaaa" prolongado. Quando falo estou sempre a completar-lhes as frases, como normalmente se tem tendência para fazer com os gagos.

5. É proibido estender a roupa nas fachadas das casas. Por outro lado, há uma certa invasão de pombos nestas paragens. Conclusão, nas traseiras também não dá. A não ser que este ano esteja o verde-caca na moda.

6. O Carrefour é a meia-hora a pé (sem sacos), 45 minutos a voltar com sacos. Transportar provisões para um mês não é de todo boa idea. Que o digam as minhas articulações dos dedos, para quem Erasmus até agora foi basicamente como estar na tropa. (Também transportar 2 malas com um peso acumulado de 45 kg de de uma ponta à outra da cidade não foi aprazível, não senhor)

7. Mosquitos. Há muitos mosquitos. Eu sei que disse que havia temperaturas de 2 graus à noite, mas incrivelmente há mosquitos. Ou melgas, não os sei distinguir. E tenho uma fresta na janela do quarto onde os sacanas entram. Nunca tinha tido picadas de mosquito em pleno Março.

8. Atravessar numa passadeira aqui, quando não existem semáforos, é como atravessar a Marginal na curva do Mónaco de olhos vendados e vestido com um fato camuflado. Ninguém pára. E falo de carros, motas, autocarros, táxis, e bicicletas. Já agora, toda a gente anda de bicicleta, incluindo velhinhas doidas de 70 anos que andam de bicicleta em zonas pedonais feitas Fangios.

9. Um menu no McDonald's são 6€ e picos.

10. As coisas fecham às 2 da manha, e a partir da meia-noite não se vende álcool. Conclusão, tudo se põe emborrachado até essa hora. É difícil explicar estando sóbrio que alguém te está a pisar durante minutos a fio.

24 de fevereiro de 2009

SONO A PISA

Estou em Pisa. E não digo "estou" no sentido de "estou por cá a ver a coisa e não tarda volto para casa". Estou em Pisa até Junho/Julho, em Erasmus, a melhor invenção europeia desde a Caravela.

Para já tudo é bom. A cidade é pequena (de uma ponta à outra, faz-se em meia hora a pé), a torre está inclinada, o rio é pequenino e atravessa-se em pontes do tamanho da segunda circular (de uma faixa à outra; e não no sentido Aeroporto-Benfica, claro). Tem tudo um ar antigo, e não vi ainda um prédio com mais de 4 andares. Assentei numa casa na Piazza Carrara, a 2 minutos da faculdade e mesmo, mesmo no centro, onde tenho um quarto só para mim e só me falta uma almofada e lençóis. Cá em casa há 2 polacos e 2 portugueses, mas ainda só conheço um polaco chamado Tomaso (o nome parece italiano, mas não é). Os outros três ainda estão para chegar.

Ainda não subi à torre, por incrível que pareça, porque €15 ainda é dinheiro. Se bem me lembro dava para 6 almoços no bar1 quando andava no 5.º ou 6.º ano, e quando ainda se dizia 3 contos.

Este é o post de início de uma mega-campanha informativa que os manterá a par do que vou fazendo por cá. Podeis acompanhar aqui, no Gameirices, e também naquela coisa com menos de 10 visitantes chamada Tarde e Más Horas.

1 - Um almoço no bar consistia em: um folhado misto ou um pão com chouriço, uma fatia de pizza (excepto se fosse de atum), uma pastelaria fresca, uns Maltesers, rebuçados de fruta ou bolas de neve, e um IKA de Laranja ou Ananás.

17 de janeiro de 2009

GRANDES SONORIDADES X

A décima Grande Sonoridade é minha. Depois de Eric Clapton, Bob Marley and the Wailers, The Police, Led Zeppelin, Jimmy Hendrix, Duran Duran, The Rolling Stones, The Doors e Pink Floyd o normal seria pôr algo dos Beatles, os paisinhos destes todos e a grande banda do século XX.

Mas não. Como sou um gajo cheio de surpresas (como por exemplo, e aposto que não sabiam, ter um cotovelo que faz um estalinho estranho com um tendão semi-deslocado) optei por ir ainda mais atrás, aos primórdios do rock 'n' roll. A Grande Sonoridade do mês de Dezembro, e a primeira sonoridade a sair num ano diferente do ano em que deveria ter saído, corresponde à música (We're Gonna) Rock Around the Clock do Bill Haley & His Comets. Não tendo sido a primeira música rock de sempre, é sem dúvida o primeiro êxito esmagador do estilo de música que marcou a sociedade da segunda metade do século XX.

É incrível mas esta música tão simples ainda hoje dá em discotecas seleccionadas por esse mundo fora. Posso estar enganado, mas juraria que ouvi isto uma vez no BBC ou numa dessas boites (como diria a minha avó) da moda. Para não falar de que em noites retro isto é um dos êxitos obrigatórios em qualquer lado.

Vamos lá a isto, que ainda tenho de ir tomar banho e sair de casa.




E o caraocolinho no cabelo, hã? Aquilo é que eram tempos.

16 de janeiro de 2009

CURTAS XIX

Mil quilogramas são uma tonelada. Mil toneladas são um Fernando Mendes?

PS - Sei que é óbvia, pouco inspirada e falsa. O Fernando Mendes está perto mas ainda não chegou à tonelada, acho eu.

9 de janeiro de 2009

CURTAS XVII

O Google Earth é a pornografia dos geógrafos.

8 de janeiro de 2009

GAMEIRO PAIS APRESENTA: TRIVIALIDADES DO BIZARRO V

Olá a todos. Vamos a isto, então.

A saga de hoje não vem da Grécia, nem fala de mortes estranhas. Fanáticos da Grécia Clássica e perversos sádicos, hoje não é o vosso dia. No entanto, se gostam tanto de informática como de xadrez e de manequins com roupas turcas preparem-se para a maior história de sempre. Se não gostam, preparem-se para a maior história desde há 20 minutos.

Em finais do século XVIII, o senhor Wolfgang von Kempelen, um inventor austro-húngaro, decidiu por mãos à obra e construir um robot que jogasse xadrez tão bem que pudesse rivalizar com um humano. Kempelen apresentou-o um tempo mais tarde à Imperatriz Maria Teresa de Áustria com resultados fantásticos. Pela primeira vez nas história uma máquina apresentava capacidade cognitiva, estava dado o primeiro passo para a inteligência artificial.

A maquineta consistia numa espécie de cómoda onde de um lado estava sentado um boneco mascarado de turco, descrito na altura como um feiticeiro oriental, com um turbante, olhos cinzentos e bigode e barba pretos. Este manequim estendia uma mão e deslizava as peças do xadrez, jogando exímiamente frente-a-frente com um opositor humano. A outra mão do boneco segurava um cachimbo turco.

O sucesso do Turco foi imediato! A fama na corte austríaca rápido se transformou em fama por toda a Europa. França, Inglaterra, Alemanha, a máquina viria a vencer muita gente, incluindo o melhor jogador de xadrez da altura François-André Philidor. Em Londres terá derrotado Jorge III de Inglaterra, e na Aleamanha defrontou Frederico, o Grande, da Prússia. Também Napoleão caiu às mãos da geringonça, não sem antes ter tentado três vezes uma jogada ilegal para tentar baralhar a máquina. À terceira o Turco ter-se-á irritado e com um movimento do braço terá atirado com as peças ao chão. Napoleão riu-se e recomeçou um novo jogo. Perdeu, e foi a resmungar para Paris. Já nesta cidade, a maquineta derrotou também o conhecido Benjamin Franklin, também amante do desporto.

E agora é a altura em que vocês perguntam? Onde é que está o bizarro aqui? Isto são só trivialidades, pá. OK, então aqui vai. O bizarro da história é que... o Turco tinha debaixo do tabuleiro de xadrez um pequenino anão (ou uma pessoa de baixa estatura) que controlava as mãos do boneco. Dentro do pequeno armário, que Kempelen e os futuros donos da máquina abriam sempre antes da exibição, estava um anão, caraças! Um anão exímio no xadrez que, através de um jogo de espelhos, de umas peças a fingir rodas-dentadas, e de um banco que deslizava para a frente e para trás (que utilizava para se esconder consoante se abria a porta direita ou esquerda da cómoda) nunca ficava visível ao público.

Napoleão, Franklin e Philidor (o melhor jogador de xadrez da altura) foram derrotados por um anãozinho. Kempelen havia de morrer sem ninguém descobrir a façanha. Mais tarde a máquina (e o seu segredo) acabariam por chegar às mãos de Johan Nepomuk Mälzel (um músico da Bavária com jeito para o negócio).

Com o mesmo anão, ou com outra pessoa, a aldrabice continou a dar rios de dinheiro por toda a Europa, continuando a defrontar as mais variadas celebridades. Mais tarde acabou por ser vendida ao Príncipe de Veneza, Eugénio de Beauharnais. Mälzel arrependeu-se, recomprou-a pagando ao príncipe com as receitas dos espectáculos. A coisa não correu bem, Mälzel faliu e foi processado pelo príncipe, tendo fugido para a América.

No Novo Mundo, Mälzel levou consigo a máquina mas não o anão. Pagou as despesas de transporte de um novo jogador para a tramóia, enfiou-o na máquina e voltou a fazer rios de dinheiro à custa não só de papalvos como de gente inteligente como Edgar Allen Poe ou Charles Carroll, um dos assinantes da Declaração de Independência dos EUA. O único problema é que na falcatrua americana a pessoa que controlava o jogo não era um jogador especial como o anão da Europa. A máquina acabou por só fazer jogos já com uma disposição pré-estabelecida, para evitar perder.

Mälzel voltaria a viajar para a Europa, mas morreria pelo caminho. O Turco foi de mão em mão (piloto do navio, um amigo de Mälzel chamado John Ohl - que o leiloou, arrependeu-se, compareceu no leilão, e compro-o de novo ele próprio; e ainda o Dr. John Kearsley Mitchell - médio de Egar Allen Poe e fã da coisa). O Turco acabaria no Museu Chinês de Charles Wilson Peale em Baltimore, Maryland, EUA. Um incêndio em 1854 destruiu-o por completo, à excepção do tabuleiro de xadrez e das peças.

Por incrivel que pareça, viajando meio mundo, testado por incontáveis pessoas, visto por cientistas (escrevendo-se variados livros científicos sobre ele), o Turco esteve 84 anos a aldrabar o mundo. A fraude, mesmo estando num museu à vista de todos não foi descoberta até 1857, 3 anos depois da sua destruição!

E assim foi feito um dos maiores embustes da história, trapaça brilhantemente executada por uma mão cheia de pessoas e que enganou tudo e todos. O suposto feito dos charlatães responsáveis pela coisa só seria devidamente alcançado no século XX em 1997, pela Deep Blue, máquina da IBM capaz de derrotar os melhor jogadores de xadrez do mundo.

Resumindo e concluindo, turcos não jogam bem xadrez, só se tiverem um anão debaixo da túnica. Se não percebi mal, acho que é isto que devemos reter.

BOM DIA DE REIS 2009

Primeiro que tudo, que raio de blogue é que festeja o Dia de Reis? Segundo que tudo, que raio de blogue é que festeja o Dia de Reis e que ainda assim consegue festeja-lo com dois dias de atraso? O Gameirices, pois está claro. Particularidades e singularidades que fazem deste o melhor blogue do mundo inteiro desde que há blogues. Ou então o 2 567 423º melhor, dependendo das fontes.

Então aqui vamos. Bom Dia de Reis! Se forem espanhóis ou hispânicos que fazem deste dia um dia de festa com prendas e tal, então esqueçam: o "bom Dia de Reis" não se aplica a vocês. Pode ser que na Quarta-Feira de Cinzas me lembre de vocês e vos deseje "Bom Dia" aí.

O Dia de Reis é um dia estúpido. É supostamente uma festa, dia em que se desmontam as árvores de natal, e acima de tudo é quando há razões óbvias para enfardar Bolo Rei. Falemos dele, então. De um bolo com este nome espera-se algo grandioso, imponente. Infelizmente não é assim. Chama-se Bolo Rei, mas enfeita-se de frutas cristalizadas.... Ui. Onde é que já se viu algo que se quer majestoso, cheio de fruta às corzinhas por cima? Depois há a fava e o brinde. Diz-se que o azar é de quem fica com a fava, mas aqui o je acha que é preferível isso do que fincar distraidamente a dentição no brinde. Não sei se já viram um, mas aquilo ainda aleija. O sacana é de metal e é canina que é para ninguém o topar à légua. Se querem conservar os dentes comam antes um Pudim Molotov ou um Doce da Avó, que apesar de serem muito mais doces ainda assim só vos dão problemas lá para os 50-60 anos.

Agora o blogue. A direcção pede as mais sinceras desculpas pelos dois posts referentes ao Ano Novo, completamente fora da tradição desta casa. Pede ainda perdão pela falta de conteúdo palpável neste espaço que nos acostumou a uma qualidade de "sofrível +", e que agora anda a roçar o "reduzido -".

Há muito plano por aí a pulular pelas cabeças de todos os que afincadamente vos oferecem a excelência de conteúdos que isto é, era ou nunca foi, pronto. Há um Trivialidades do Bizarro a caminho, espera-se um post de SPS, há muito material em Word preparado por VNS, e algumas fotografias de RP. Depois espera-se também uma remodelação gráfica do estabelecimento (pouca coisa) assim como a votação. Estamos indecisos entre votar "A Pior Canção desde que Há Canções (ou Coisas Parecidas) em Portugal" ou o "Programa Televisivo do Piorio". Contamos com os comentários dos nossos milhares de visitantes em geral, e em particular daqueles 5 ou 6 que não vêm cá parar através de pesquisas no Google.

Ah! E estamos quase nas 15 000 visitas! Das quais 3 vieram do Camboja e 2 de Trindade e Tobago, só para terem uma noção de quem são os meninos deste lado, sim.

PS - Ainda a respeito do Dia de Reis, gostaria de perguntar ao Professor Mamadu, grande mago e rei dos videntes a que horas estava no dia 6 de Janeiro de 0. E que presente ofereceu ao menino? Contacte para 94 123 45 67, ou para a morada gameirices@hotmail.com (junto ao Outlook Express de quem vai para o ambiente de trabalho).