4 de junho de 2008

GAMEIRO PAIS APRESENTA: TRIVIALIDADES DO BIZARRO I

Se por cada rubrica que o Gameirices desenvolvesse se evitasse a extinção de uma espécie ainda hoje existiria o Dodo. Perdoem-nos os que aqui se deslocam mais pelos textos gerais e sem tema predefinido, mas isto das rubricas ajuda a que a coisa se mantenha bem oleada.

Trivialidade do Bizarro é o nosso novo espaço dedicado a histórias estranhas e bizarras de todo o mundo, sejam elas oriundas de bizarrias de gente famosa ou de gente que ficou famosa devido a bizarrias.

A primeira história chega-nos dos Estados Unidos, terra da esperança, dos sonhos e de gente gorda. Como país onde a genialidade e a estupidês convivem lado a lado, separados pelos montes Apalaches, a América constitui-se como o maior e mais completo gerador de histórias estranhas do globo.

Se já era nascido na década de 1970 então provavelmente já ouviu falar de D. B. Cooper. Se não ouviu, então eu explico. Este cavalheiro sozinho sequestou um avião, pediu 200,000 dólares (hoje em dia: 1 milhão de dólares, se ajustarmos à inflação), recebeu-os e nunca mais ninguém o viu. Para que se saiba, foi o único pirata do ar a conseguir ver realizado o seu pedido e a nunca ser apanhado. Este quarentão, bem-educado, de fato e gravata pretos, óculos escuros e uma mala com fios eléctricos, terá entregue um papelinho a uma das hospedeiras. A jovem hospedeira achou que Cooper lhe estava a dar o número de telefone, colocando o papel no bolso e ignorando a suposta tentativa de engate. Cooper, calmamente chamou-a de novo e disse-lhe "Menina, é melhor olhar para o papel. Tenho uma bomba." A menina lá se resolveu a ler a nota que dizia "Tenho uma bomba na minha mala. Usá-la-ei se necessário. Quero que se sente ao pé de mim. Estão a ser sequestrados." Tudo muito simples, ninguém se magoa e tal. Bem educado com a hospedeira e tudo. A nota incluiria ainda uns pequenos desejos que Cooper gostaria de ver realizados, nomeadamente 200,000 dólares e 2 paraquedas. O piloto foi obrigado a aterrar no aeroporto de Seattle-Tacoma, onde se reabasteceu de combustível, notas verdinhas e paraquedas. Enquanto fumava um cigarro e bebia um bourbon D.B. Cooper aceitou soltar todos os passageiros, permanecendo no entanto a tripulação a bordo. Mal terminou o processo de troca, o cavalheiro ordenou nova descolagem em direcção à Cidade do México. Algum tempo depois ordenou que os 2 membros da tripulação com quem tinha estado em amena cavaqueira na zona da primeira classe do avião fossem para o cockpit. Minutos depois os 3 membros da tripulação sentiram os ouvidos a entupirem-se. Voltaram à zona dos passageiros e nada de Cooper. Porta aberta e muita ventania.

Cooper nunca foi encontrado, assim como nenhuma das notas roubadas (todas com números de série começados por L). O FBI ora vai alternando entre a teoria que Cooper morreu na queda, ora retoma as investigações mesmo passados 37 anos. Em 1980 um puto de 8 anos descobriu à beira de um rio do estado de Washington 5,880 dólares já muito degradados. Todos com números de série começados por L. Eram as notas de Cooper. Agora onde estaria o pirata ou os outros 194,120 dólares? Muitas são as teorias à volta de quem é Cooper, podem ler sobre elas aqui.

Eu sou João Gameiro Pais, e esta rubrica é a Gameiro Pais apresenta: Trivialidades do Bizarro. Junte-se a nós para a próxima semana, e obrigado.

1 comentário:

DGC disse...

Que estranho. Pensei que o detective Pais fosse solucionar o caso.