6 de novembro de 2006

O PORTUGUÊS: PARTE I

Como portugueses cabe-nos defender os da nossa estirpe. No entanto, decidimos iniciar hoje a nossa apreciação no que toca ao ser físico e psicológico, assim como comportamental do típico "tuga". Aquele que observamos diariamente em qualquer ponto do território nacional.

Vamos por partes. História.

Desde a pré-história, o homem primitivo que ocupava o actual território luso desenvolveu um carácter típico notável. Este carácter prima por uma quase total ausência de vestígios deixados em comparação com o resto do Mundo. O cromeleque dos Almendres e as pinturas rupestres do vale de Foz Côa são résteas míseras da bandalhada que por cá assentava arraial. E mesmo estes dois, segundo consta, eram tipos de arte démodé para uma época onde o nosso planeta via florescer civilizações como as do Crescente Fértil, Egipto, Anatólia, Grécia e Creta. Por cá a rapaziada andava a colher bagos, a pescar peixes de rio e a andar a mocada. Entre Lusitanos, Conni, Bracari, Celtici, Coelemi, Equaesi, Grovii, Interamici, Leuni, Luanqui, Limici, Narbasi, Nemetati, Paesuri, Quaquerni, Seurbi, Tamagani, Tapoli, Turduli, Turduli Veteres, Turdulorum Oppida, Turodi e Zoelae reinava a anarquia e, ao contrário das grandes civilizações onde predominava a lei do mais forte, por cá já se difundia com muito sucesso a lei do menor esforço. A escrita surge 3.100 anos depois de ser inventada, e enquanto os Olmecas, na América , já construiam enormes pirâmides com inscrições.

Gregos, Fenícios e Cartagineses chegam à Península e montam o estaminé na costa mediterrânica espanhola, ingnorando a escumalha do oeste peninsular. Os Romanos chegam às fronteiras da grande civilização lusitana e deparam-se com o seu majestoso chefe, um pastor com curso militar saído na farinha Amparo: Viriato. Desenrascando-se como podem, os nossos antepassados, à calhauzada e paulada, aguentam os exércitos organizados de Roma. Tudo isto, para depois, serem dois pré-tugas a trair Viriato vendendo-o aos Romanos por uma ânfora de vinho e uma ração de favas.

Depois vieram os bárbaros, que comparados com as gentes locais passavam por finos membros da aristocracia germânica. Os árabes seguiram-se, falhando na imposição do seu modo de vida, mas conquistando a nossa pátria mãe com uma perna atada às costas, ao pé-cochinho e vendados. A seguir veio a Reconquista, e foi preciso vir um nobre da Borgonha para criar um paiseco perdido. Esse país evoluiu até ao ponto em que se encontra hoje, tendo esta evolução ocorrido nas duas primeiras semanas do reinado de D. Afonso Henriques, já que desde aí a bandalheira e o forrobodó predominam imemorialmente no estado de espírito nacional. O dia em que D. Afonso fez a barba, deixando a pilosidade entre o lábio superior e o nariz intacta, marcou, nesse dia, o rumo da nação. Com o bigode do Afonsinho nasceu a quase milenar tradição da bigodaça farfalhuda e despenteada, que preencheu de glória as páginas da nossa história.

Continua...

DGC / JGP

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